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Aprosoja-MT participa da 4ª maior feira do Brasil

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Aprosoja-MT participa da 4ª maior feira do Brasil

Show Safra é considerado o maior evento de difusão tecnológica de Mato Grosso. Durante o evento, a participação maciça dos produtores rurais em visita ao estande da entidade

22/03/2022

“Hoje o produtor mato-grossense anda par e passo com as novas tecnologias do resto do mundo e a agricultura é um dos únicos setores que acompanha essa evolução”, disse o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Fernando Cadore, em seu discurso durante a abertura do Show Safra, nesta terça-feira (22.03), em Lucas do Rio Verde. Considerado o maior evento de difusão tecnológica de Mato Grosso e o quarto maior do Brasil, produtores rurais associados participaram ativamente da feira com visita ao estande da entidade.

O evento é realizado anualmente pela Fundação Rio Verde, e durante três dias deve receber mais de 15 mil pessoas. “Nós temos 4 grandes feiras no Estado e as empresas têm investido muito, e esses eventos são grandes oportunidades que o produtor tem para buscar inovações e diminuir os custos de produção. A entidade traz um estande para servir de casa do homem do campo, para que ele se sinta seguro em suas negociações e também conhecer um pouco mais sobre nossa entidade”, declarou Cadore.

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Com temas relacionados ao agronegócio e discussões socioeconômicas pertinentes à atividade agropecuária, a feira reúne em um só evento as culturas da safra, feira de máquinas, equipamentos, produtos e serviços, contou com a presença de diversas autoridades, entre elas o governador do Estado, Mauro Mendes.

Durante a programação da feira, o gerente de Pesquisas do Grupo de Associado de Pesquisa do Sudoeste Goiano (Gapes), Túlio Gonçalo, em palestra com os produtores rurais, trouxe um tema que tem tirado o sono dos agricultores, que é o enfezamento da cigarrinha-do-milho. Ele apresentou as experiências no manejo da praga e explicou algumas práticas que podem ser aplicadas no combate à doença.

“Precisamos atentar aos diversos sintomas para confirmar a doença, existe muita confusão na identificação. O manejo do enfezamento é através principalmente do vetor (cigarrinha-do- milho). O monitoramento deve ser feito em no mínimo 30 plantas por amostra e pela manhã se for possível. O vetor não se multiplica em outros hospedeiros, mas pode utilizá-los como ponte. Aparentemente os sintomas são mais percebidos nas bordaduras, talvez por uma interação entre fertilidade e feitos da doença. E o mais importante a constância nas aplicações do que o produto utilizado, existem diversas boas opções no mercado”, declarou o pesquisador.

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O diretor executivo da Aprosoja-MT, Wellington Andrade, também palestrou no evento. Ele apresentou os projetos e programas da entidade. “Mostramos aos produtores rurais que eles podem contar com a instituição em todos os nossos projetos e que a sede em Cuiabá está à disposição para quaisquer dúvidas e sugestões”, afirmou.

O Show Safra segue até o dia 25 de março.  

Fonte: Rosangela Milles

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: comunicacao@aprosoja.com.br

Fonte: APROSOJA

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Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

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A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

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A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

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Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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