AGRONEGÓCIO
Aprosoja-MT estima perda irreversível de 4 milhões de toneladas na safra de milho
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Aprosoja-MT estima perda irreversível de 4 milhões de toneladas na safra de milho
O volume estimado é de 36 milhões de toneladas, significando uma queda de 10% na produtividade prevista para este ano
18/05/2022
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) informa que a safra de milho deve ter uma perda de aproximadamente 4 milhões de toneladas, o que vai significar uma perda irreversível para os produtores. A estiagem prolongada já afetou mais de 10% da produção de todo Estado.
Conforme relatório da equipe técnica da Aprosoja-MT, a safra deste ano será de aproximadamente 36 milhões de toneladas de milho, que é abaixo do volume esperado em razão de um menor volume de chuvas. Algumas lavouras estão até 50 dias sem chuva significativa ou com um volume abaixo de 10 milímetros (mm).
“O produtor rural é o maior prejudicado com esses números, porque toda previsão da colheita mexe com o mercado, com o custo de produção e as questões contratuais. Não podemos prever as questões climáticas, por isso a safra só se confirma após o trabalho da colheita”, afirma Fernando Cadore, presidente da entidade.
Os dados divulgados pela Aprosoja-MT foram coletados por meio de questionário com os produtores associados de todo Estado e que já confirmaram perdas irreversíveis principalmente nas regiões oeste e sul.
“Nosso trabalho em campo abrangeu centenas de produtores associados que nortearam nosso questionário confirmando as estimativas negativas para esta safra devido à seca”, finaliza Cadore.
Confira os dias de seca por região:

AGRONEGÓCIO
Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo
A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.
O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.
O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.
A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.
Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.
A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.
Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.
A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.
Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.
O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.
Fonte: Pensar Agro
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