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Aprosoja-MT apoia Fórum do Feijão & Pulses

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Aprosoja-MT apoia Fórum do Feijão & Pulses

O evento ocorre entre os dias 11 e 14 de abril, no formato híbrido, no Centro de Eventos do Pantanal

11/04/2022

Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) participou da abertura do 8º Fórum Brasileiro do Feijão & Pulses e o 1º Encontro Latino Americano do Amendoim e Gergelim, na noite desta segunda-feira (11.04), no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. O evento ocorre todos os anos em lugares diferentes Brasil e traz sempre compradores de outros países, com possibilidades de abertura de mercado.

O Fórum Brasileiro do Feijão é promovido anualmente pelo IBRAFE, e é considerado o maior evento de Feijão e Pulses da América Latina. Segundo os organizadores do evento, o Brasil é o maior produtor e consumidor de Feijões Phaseoulus do mundo, produzindo e consumido, todos os anos, em torno de 3,2 milhões de toneladas. No Amendoim e no Gergelim ganha, a cada ano, maior visibilidade mundial e cresce em importância econômica.

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Para o coordenador de Política Agrícola da Aprosoja-MT, Tiago Stefanello, é muito importante esse entrosamento da entidade com as demais instituições. “Estamos apoiando esse evento porque acreditamos que ele alavanca cada vez mais renda para o produtor rural. É a “casadinha” da soja, milho primeira safra, feijão segunda e terceira safra, isso faz com que o agricultor tenha maior renda e também que o produtor fique cada vez mais no campo”, declarou Stefanello.

Considerado o “celeiro do mundo”, o Brasil, com sua imensa produção agrícola, tem evoluído, exportando para todos todos os continentes, e, dessa forma, é crescente a importância do agronegócio do país. O plant-based é uma realidade muito lucrativa para o Brasil. Todo o setor tem a sua frente novas perspectivas.

De acordo com o vice-presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, esse evento ocorre todos os anos em lugares diferentes do Brasil e traz compradores de outros países, ajudando a abrir novos mercados. “Na região Leste, o Gergelim tem sido uma ótima alternativa, os feijões Caupi e Azuki, Moyashi, pipoca, entre outros, têm sido fonte de renda extra para nossos produtores rurais. Por isso,nosso apoio a esse grande evento sediado em Cuiabá”, disse Beber.

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Segundo a organização do evento, são esperados nos 4 dias de evento cerca de 800 a 1.000 participantes presenciais de todo o Brasil e da América Latina e, no on-line, estimamos 10.000 participantes de todo o mundo.

Com assessoria IBRAFE

 

Fonte: Rosangela Milles

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: comunicacao@aprosoja.com.br

Fonte: APROSOJA

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Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

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A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

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A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

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Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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