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Aprosoja alerta possível crise financeira entre produtores de soja

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O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, alertou que o clima desfavorável enfrentado pelas lavouras de soja no estado pode fazer com que produtores não consigam pagar as  contas no final da safra 2023/24. As condições adversas, marcadas pelo calor intenso e falta de chuvas, levaram mais de 30 municípios a decretarem estado de emergência.

A Aprosoja-MT tem desempenhado um papel essencial ao fornecer informações meteorológicas através do projeto Aproclima, que monitora o clima em mais de 60 estações distribuídas por todas as regiões produtoras do estado. O alerta do presidente destaca a gravidade da situação, evidenciada pelos municípios que já declararam estado de emergência devido à seca.

A entidade, por meio do Informe 341/2023, orientou seus associados sobre o registro de perdas decorrentes das condições climáticas desfavoráveis. Produtores em diversas regiões do estado relataram produtividades abaixo dos custos de formação da lavoura.

Dentre as medidas recomendadas pela Aprosoja-MT para os produtores que enfrentam esse desafio estão a elaboração de laudos agronômicos periódicos, laudos de produtividade comparando safras, atas notariais, relatórios fotográficos georreferenciados e outros documentos que possam esclarecer ou ilustrar a situação.

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O presidente enfatiza a importância do diálogo transparente entre produtores e parceiros comerciais, sugerindo que todas as tratativas sejam formalizadas por e-mail para manter um registro formal dessas negociações.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o custeio da soja 2023/24 ficou em 50,04 bilhões, sendo que 15,8 bilhões foram de recursos próprios; R$ 14,77 bi de multinacionais de agroquímicos, fertilizantes e sementes; R$ 9,04 bi de revendas; R$ 8,37 bi do sistema financeiro e R$ 2,06 bi de bancos com recursos federais.

O ‘Funding Soja’ desta safra foi 122% maior em comparação com a safra 2019/20, atingindo um total de R$ 22,50 bi. No entanto, os produtores enfrentam a desafiadora realidade de uma queda acentuada nas cotações da soja, que diminuíram mais de 45% desde março de 2022, enquanto os custos permanecem elevados. Em 19 de janeiro de 2024, a cotação da soja era inferior a R$ 100, comparada ao pico de R$ 184 em março de 2022.

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Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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