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Agronegócio pede mais R$ 500 milhões para o Seguro Rural

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O agronegócio pleiteou a abertura de crédito suplementar no valor total de R$ 500 milhões ao Orçamento Geral da União (OGU) destinados à concessão de subvenção econômica para o Prêmio do Seguro Rural. O ministro Carlos Fávaro emitiu nota técnica e enfatizou a importância de ampliar os recursos para o Seguro Rural.

Uma análise técnica identificou que sinistros ocorridos nas últimas safras (2020 e 2022) resultaram em aproximadamente R$ 16 bilhões pagos em indenizações, o que levou as seguradoras a ajustarem as taxas de prêmio. Além disso, houve um aumento significativo no valor médio das apólices de seguro rural devido ao aumento dos preços das principais atividades que afetam o Programa de Seguro Rural (PSR).

Para atender a essa demanda, foi necessário o remanejamento de recursos do orçamento do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), parte remanescente da Lei Orçamentária aprovada no governo anterior, como ocorreu em anos anteriores. No entanto, o PSR sempre foi considerado uma prioridade.

O ministro Carlos Fávaro destacou a necessidade de reforçar o pedido aos ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e à Casa Civil, visando atender a essa prioridade no início do quarto trimestre.

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O Programa de Seguro Rural (PSR) abrange 106 mil apólices que beneficiam mais de 74 mil produtores em uma área de aproximadamente 5,5 milhões de hectares. A avaliação técnica do Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola do Mapa indicou a possibilidade de um impacto significativo do fenômeno El Niño na safra 2023/2024, aumentando o risco de estiagem nas regiões Norte e Nordeste, especialmente no “Matopiba”, e chuvas excessivas na Região Sul.

O ministro ressaltou a importância desses recursos para garantir que os produtores, enfrentando as adversidades climáticas, tenham a segurança de que suas lavouras estão protegidas pelo seguro, seja diante de chuvas excessivas ou secas, como observado durante este ano.

Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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