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Agronegócio pede mais R$ 500 milhões para o Seguro Rural

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O agronegócio pleiteou a abertura de crédito suplementar no valor total de R$ 500 milhões ao Orçamento Geral da União (OGU) destinados à concessão de subvenção econômica para o Prêmio do Seguro Rural. O ministro Carlos Fávaro emitiu nota técnica e enfatizou a importância de ampliar os recursos para o Seguro Rural.

Uma análise técnica identificou que sinistros ocorridos nas últimas safras (2020 e 2022) resultaram em aproximadamente R$ 16 bilhões pagos em indenizações, o que levou as seguradoras a ajustarem as taxas de prêmio. Além disso, houve um aumento significativo no valor médio das apólices de seguro rural devido ao aumento dos preços das principais atividades que afetam o Programa de Seguro Rural (PSR).

Para atender a essa demanda, foi necessário o remanejamento de recursos do orçamento do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), parte remanescente da Lei Orçamentária aprovada no governo anterior, como ocorreu em anos anteriores. No entanto, o PSR sempre foi considerado uma prioridade.

O ministro Carlos Fávaro destacou a necessidade de reforçar o pedido aos ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e à Casa Civil, visando atender a essa prioridade no início do quarto trimestre.

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O Programa de Seguro Rural (PSR) abrange 106 mil apólices que beneficiam mais de 74 mil produtores em uma área de aproximadamente 5,5 milhões de hectares. A avaliação técnica do Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola do Mapa indicou a possibilidade de um impacto significativo do fenômeno El Niño na safra 2023/2024, aumentando o risco de estiagem nas regiões Norte e Nordeste, especialmente no “Matopiba”, e chuvas excessivas na Região Sul.

O ministro ressaltou a importância desses recursos para garantir que os produtores, enfrentando as adversidades climáticas, tenham a segurança de que suas lavouras estão protegidas pelo seguro, seja diante de chuvas excessivas ou secas, como observado durante este ano.

Fonte: Pensar Agro

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Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

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A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

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A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

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Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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