CUIABÁ

AGRONEGÓCIO

Aberto em Pelotas, no Rio Grande do Sul, o 33° Congresso Brasileiro de Agronomia

Publicados

AGRONEGÓCIO

Aberta na noite desta terça-feira (12.09), em Pelotas, no Rio Grande do Sul, o 33º Congresso Brasileiro de Agronomia (CBA) reúne profissionais e especialistas do setor para debater questões fundamentais relacionadas à formação, atribuições e exercício profissional dos engenheiros agrônomos.

A abertura teve a apresentação dos engenheiros agrônomos Viviane Burket, Jonathan Garcia-Montaña, mestrando e orientando de Edinalvo Camargo, professor da UFPelotas.

O presidente da Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil, Cleber Santos, falou sobre a importância de se estar discutindo, durante o evento, a questão da formação dos engenheiros.

“O tema principal deste encontro é a questão da educação porque ela envolve uma série de outras questões, que vão além da formação. Além disso, é manter uma formação eclética do engenheiro agrônomo, com capacidade para trabalhar com foco em desenvolvimento em vários aspectos, como a agroindustrialização, infraestrutura, produção, armazenagem, recursos naturais etc. A outra questão é a valorização do conhecimento agronômico para resolver as grandes questões da sociedade brasileira. A agronomia tem as soluções para muitos problemas”, frisou Cleber.

Leia Também:  Banco do Agricultor já financiou R$ 646 milhões no Paraná

O presidente da associação de Agrônomos do Distrito Federal, Antonio Queiroz Barreto, lembrou que a profissão de engenheiro agrônomo era tida como a profissão do futuro, mas que já se tornou a profissão do presente.

“O nosso crescimento como nação está bastante vinculado à atuação do engenheiro agrônomo, responsável por trazer tecnologia e inovação e, mais importante, a integração entre as profissões que promovem o agronegócio e o crescimento nacional. O engenheiro agrônomo é o profissional da integração nacional que vai trazer para si a responsabilidade de conquistar as outras profissões e formar um modelo de negócio que torne o país realmente desenvolvido”, completou.

José Fagundes Neto, do Conselho Federal de Agronomia, lembrou que a agronomia oferece soluções não apenas para os problemas mais sérios, não apenas da agricultura, mas da economia como um todo.

“Agronomia é a ciência que atua diretamente no agronegócio. E esse é algum negócio que hoje oferece ao Brasil a possibilidade de manter uma balança comercial estável e preponderante, para que a gente mantenha a inflação baixa, para que a gente garanta a segurança alimentar do nosso povo etc. Por isso, é muito importante a participação dos profissionais neste congresso, para discutir essas questões, se atualizar e se preparar para o futuro”.

Leia Também:  Produtores de cacau do Pará conquistam o mundo com chocolates finos

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

Publicados

em

A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

Leia Também:  Brasil lidera mercado global com preços recordes e exportações em crescimento

A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

Leia Também:  Produto perde espaço no prato do consumidor e ganha valor de mercado

Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

;

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA