CUIABÁ

ECONOMIA

Estudo mapeia desencontros entre Geração Z e gestores

Publicados

ECONOMIA

Quase metade dos profissionais da Geração Z (47,1%) aponta a falta de clareza sobre o plano de carreira como o principal obstáculo ao próprio desenvolvimento. O dado integra a pesquisa “O Perfil das Novas Gerações no Mercado de Trabalho 2026”, conduzida pela Dartz Ideal Recruitment, consultoria de recrutamento e seleção, em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC). Com mais de 100 entrevistas, o estudo coloca lado a lado a visão de jovens profissionais e de seus gestores sobre gestão, inteligência artificial (IA), expectativas de carreira e novos comportamentos no ambiente corporativo.

Entre os achados, 66,7% dos jovens afirmam que a IA é uma ferramenta capaz de torná-los mais produtivos e valorizados. Do lado das chefias, 41,2% declaram conceder autonomia moderada a esses profissionais, sob o argumento de que eles precisam de validação em cada etapa do processo. O contraste entre a disposição dos mais novos para assumir tarefas e a cautela de quem lidera ajuda a explicar parte dos atritos percebidos nas equipes.

Os resultados dialogam com outras sondagens recentes. O estudo da Deloitte com a Geração Z e os millennials, que ouviu 510 jovens dessa faixa no Brasil entre outubro e dezembro de 2024, indica que 94% consideram o propósito importante para a satisfação profissional e que 46% já deixaram um emprego por falta dele. O mesmo levantamento mostra que 70% utilizam IA generativa no dia a dia. A percepção das organizações também revela tensão: segundo relatório do Ecossistema Great People e GPTW divulgado pela CNN Brasil, 68,1% dos entrevistados relataram dificuldade em lidar com trabalhadores dessa geração.

Um novo conceito de sucesso

“Nossa principal motivação foi entender, com mais profundidade, como as novas gerações estão transformando as relações de trabalho. Como consultoria de recrutamento, estamos diariamente em contato com profissionais e empresas e percebemos uma mudança importante nas expectativas de carreira, especialmente entre os mais jovens”, explica Guilherme Malfi, sócio-fundador da Dartz Ideal Recruitment. Segundo ele, a parceria com a FDC surgiu da intenção de transformar essas percepções em conhecimento estruturado e qualificar a discussão sobre o futuro do trabalho.

Leia Também:  Thais Carla celebra perda de 8 kg em apenas 15 dias após cirurgia bariátrica

Na leitura do executivo, os jovens ampliaram a definição de êxito na carreira. “Remuneração e crescimento continuam sendo fundamentais, mas questões como autonomia, desenvolvimento, reconhecimento e qualidade de vida ganharam uma relevância muito maior. Isso exige que as empresas repensem não apenas suas estratégias de atração de talentos, mas também seus modelos de liderança e gestão”, observa.

A diferença mais marcante, de acordo com Malfi, está na velocidade das expectativas. “As novas gerações querem aprender, participar das decisões, receber feedback e enxergar perspectivas concretas de crescimento. Por outro lado, muitas empresas ainda operam com estruturas hierárquicas rígidas, processos de desenvolvimento pouco transparentes e modelos de liderança que não acompanharam essas mudanças”, pontua.

Dois lados da mesma relação

O sócio-fundador pondera que os dados não autorizam conclusões unilaterais. “Nem todo jovem busca as mesmas coisas, assim como nem toda empresa mantém práticas tradicionais. O desafio está em construir relações mais transparentes, nas quais profissionais entendam o que se espera deles e organizações consigam oferecer oportunidades reais de desenvolvimento, sem perder de vista a importância de resultados e responsabilidades”, avalia.

Para ele, o conflito entre gerações costuma estar menos ligado à idade e mais às visões distintas sobre trabalho, liderança e comunicação. Profissionais experientes foram formados, em muitos casos, em ambientes que valorizavam hierarquia, estabilidade e tempo de casa, enquanto os mais novos tendem a preferir relações horizontais, feedback constante e participação nas decisões. “Existe um valor enorme na combinação entre a experiência de quem já viveu diferentes ciclos de mercado e a capacidade das novas gerações de questionar modelos estabelecidos e trazer novas perspectivas”, acrescenta.

Leia Também:  Armazenamento de energia impulsiona mobilidade elétrica

Recrutamento e permanência

O desalinhamento identificado no estudo também chega aos processos seletivos. “Não adianta apresentar um profissional que busca autonomia e protagonismo para uma empresa que ainda trabalha com uma gestão excessivamente centralizadora”, afirma Malfi. Ao tratar de retenção, ele faz uma ressalva: “Propósito não substitui remuneração adequada, boas condições de trabalho ou perspectivas de carreira. A retenção acontece quando esses elementos estão conectados e são percebidos na prática, não apenas no discurso”.

O executivo projeta mudanças no perfil das lideranças. “O modelo de liderança baseado exclusivamente em autoridade e controle tende a perder espaço para uma gestão que combine clareza de direção, capacidade de escuta, desenvolvimento de pessoas e responsabilidade por resultados”, declara. Segundo ele, isso não significa abrir mão de cobrança, disciplina ou desempenho.

Com IA, autonomia e clareza de carreira no centro das respostas, o levantamento da Dartz e da FDC sinaliza que a integração das novas gerações depende de ajustes dos dois lados da mesa. Para o recrutamento, Malfi entende que a principal transformação será considerar a sustentabilidade da contratação no médio e longo prazo, e não apenas a vaga aberta no momento. “No fim, não se trata de adaptar as empresas exclusivamente à Geração Z, mas de construir organizações capazes de atrair, desenvolver e reter talentos de diferentes gerações”, conclui.

Para mais informações sobre a Dartz, basta acessar: https://www.dartzir.com/



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ECONOMIA

Verisure une videomonitoramento e detecção antecipada

Publicados

em

O interesse dos brasileiros por soluções de proteção residencial cresceu nos últimos 12 meses. Um levantamento da Verisure, baseado em pesquisas realizadas no Google, identificou aumento de 85% nas buscas pela expressão “sistema de segurança para casa”, que ultrapassaram 167 mil pesquisas no período. As câmeras de segurança lideraram entre os equipamentos mais procurados, com cerca de 3 milhões de buscas. Além da qualidade das imagens, a capacidade de identificar sinais de risco e agir diante de possíveis tentativas de invasão é um fator importante na proteção de residências e estabelecimentos comerciais.

A Verisure investe cerca de R$ 1 bilhão por ano em tecnologias e combina videodetectores internos e externos, sensores e monitoramento profissional 24 horas. Na solução Blindagem Total, esses recursos atuam de forma integrada para ampliar a cobertura do imóvel e permitir que diferentes sinais sejam avaliados pela Central de Monitoramento, desde movimentações no perímetro externo até tentativas de abertura de portas e janelas.

As imagens Full HD garantem mais nitidez em uma ocorrência, contribuindo para a análise realizada pelos profissionais da Central de Monitoramento. A combinação entre informação visual e sinais captados pelos sensores ajuda a contextualizar o que está acontecendo no imóvel e a avaliar se há indícios de uma tentativa de invasão. Dessa forma, a tecnologia não se limita ao registro de imagens, mas também contribui para a verificação de ocorrências e a definição da resposta adequada.

Leia Também:  Fibrafort entrega 200ª unidade da Focker 388 Gran Turismo

A integração entre os dispositivos também permite identificar sinais de tentativas de invasão, antes que o acesso seja concluído. Os sensores de abertura instalados em portas e janelas detectam vibrações, golpes e tentativas de abertura, possibilitando reconhecer indícios de violação antecipadamente. Quando esses sinais são recebidos pela Central de Monitoramento, os profissionais podem verificar a ocorrência e seguir os protocolos de segurança previstos para cada situação.

“Na escolha de uma solução de segurança, é importante considerar não apenas a capacidade de registrar imagens, mas também o que acontece quando surge uma situação suspeita. A integração entre tecnologia e monitoramento profissional permite avaliar os sinais recebidos e orientar uma resposta, contribuindo para uma proteção mais completa do imóvel”, afirma Carlos Lopez Fonseca, Diretor de Portfólio da Verisure.

Detecção antecipada amplia a proteção

A combinação entre videomonitoramento, detecção antecipada e acompanhamento profissional amplia os recursos disponíveis para a segurança eletrônica. Ao reunir diferentes tecnologias em um único sistema, a Blindagem Total busca identificar sinais de risco, facilitar a verificação de ocorrências e apoiar a atuação da Central de Monitoramento.

Leia Também:  Framework Digital é reconhecida pelo GPTW 2026



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA