ECONOMIA
Vivência nas quadras inspira criação do Pró Torneios
ECONOMIA
A organização de torneios esportivos envolve diferentes etapas, como inscrições, pagamentos, montagem de chaves, atualização de resultados e relacionamento com patrocinadores. Embora existam plataformas dedicadas a essas atividades, a experiência dos participantes durante e após as competições ainda representa uma oportunidade de desenvolvimento tecnológico.
Foi a partir dessa percepção que a LEP Aplicativos, empresa de tecnologia fundada em Lorena, no interior de São Paulo, desenvolveu o Pró Torneios, plataforma lançada em 20 de outubro de 2026. A solução reúne ferramentas de gestão de competições e recursos de interação entre atletas, organizadores, arenas e patrocinadores.
Da experiência nas quadras ao desenvolvimento da plataforma
A ideia surgiu da própria vivência dos fundadores no ambiente esportivo. Como atletas, eles participaram de torneios em que as ferramentas digitais se concentravam principalmente nas inscrições e nos chaveamentos. Na função de organizadores, identificaram outras dificuldades, especialmente na comunicação com participantes e na exposição das marcas patrocinadoras.
“O jogador treina o ano inteiro, vive o torneio intensamente e a sua experiência digital com os jogos disputados está muito ultrapassada”, afirma Luiz Felipe Lopes, cofundador da empresa. “Quando você é atleta e organizador ao mesmo tempo, percebe que o que falta é uma boa experiência fora das quadras.”
Segundo a empresa, o desenvolvimento do Pró Torneios buscou considerar toda a jornada de participação em uma competição, desde a inscrição até o acompanhamento dos resultados e o relacionamento entre os jogadores após o encerramento do evento.
Experiência anterior em tecnologia esportiva
A LEP Aplicativos atua no setor desde 2021, quando iniciou o desenvolvimento do LEP, sistema de gestão utilizado por escolas esportivas, arenas, professores e profissionais autônomos. A plataforma oferece recursos voltados à gestão financeira e operacional, incluindo cobrança automatizada, divisão de pagamentos (split), reservas e integração com Wellhub e TotalPass, além de outras funcionalidades. De acordo com dados informados pela empresa, o LEP impacta atualmente mais de 60 mil pessoas por mês.
Essa experiência serviu de base para o desenvolvimento do novo produto, principalmente nos processos relacionados à infraestrutura tecnológica, gestão de informações e operações financeiras. “Com o LEP, aprendemos a manter um sistema estável, que milhares de pessoas usam todos os dias, e a cuidar de algo sensível como pagamento”, diz Breno Moura, sócio da empresa. “Levamos todo esse aprendizado de anos para o Pró Torneios.”
A decisão de desenvolver uma plataforma específica para torneios também foi influenciada por demandas recebidas de profissionais do setor que já conheciam os serviços da LEP Aplicativos. “Muita gente chegava até nós perguntando por que não fazíamos um app de torneios. O Pró Torneios é a resposta a esse pedido”, conta Vaner Magalhães, cofundador da empresa.
Gestão de competições e participação dos atletas
O Pró Torneios reúne funcionalidades como inscrições digitais, processamento de pagamentos, geração automática de chaves, acompanhamento de placares em tempo real e perfis esportivos com histórico de participação e resultados. A plataforma também incorpora recursos de comunidade, permitindo que atletas acompanhem publicações, resultados e atividades de outros participantes.
Para os organizadores, o sistema centraliza informações operacionais dos torneios e disponibiliza espaços digitais para a divulgação de patrocinadores e parceiros. A proposta é integrar a presença das marcas à comunicação do evento, ampliando os pontos de contato com os participantes para além dos espaços físicos de competição. O aplicativo contempla modalidades como beach tennis, futevôlei, tênis, vôlei de praia, pickleball, padel, tênis de mesa, entre outras.
Além dos recursos de gestão e acompanhamento esportivo, a empresa prevê o desenvolvimento de funcionalidades voltadas à formação de ligas e rankings. A iniciativa pretende ampliar as possibilidades de utilização da plataforma para além dos torneios tradicionais. “Nosso objetivo é que o atleta abra o Pró Torneios toda semana, e não só quando tem torneio”, explica Luiz Felipe. “Construiremos uma experiência única feita junto com a comunidade.”
Projeções para o primeiro ano
Com a entrada no mercado, a LEP Aplicativos estabelece como metas para os primeiros 12 meses a realização de 1.000 torneios por meio da plataforma e o cadastro de 100 mil jogadores.
A estratégia de desenvolvimento prevê a evolução das funcionalidades a partir da utilização por atletas e organizadores, com foco na integração entre gestão esportiva, histórico de desempenho e recursos de comunidade.
Mais informações sobre a plataforma e suas funcionalidades estão disponíveis em www.protorneios.com.br.
Instagram: @pro.torneios
ECONOMIA
Economistas propõem taxar ricos em vez de cortar gastos sociais
Economistas e outros especialistas divulgaram um manifesto, nesta sexta-feira (30), denunciando a pressão do mercado financeiro para que o governo eleito adote um programa de corte de gastos com a finalidade de estabilizar a dívida pública.
O texto pede novo regime fiscal no país, menos rígido do que o atual arcabouço, além da mudança na meta de inflação e da tributação dos ricos no lugar de corte em despesas sociais.
Assinado por 50 profissionais, o documento afirma que a Faria Lima – avenida no centro de São Paulo, sede dos principais bancos de investimentos, corretoras, escritórios, que representa o mercado financeiro do país – quer impor um “terceiro turno” presidencial com objetivo de fazer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotar o programa de corte de despesas que seria defendido pelo candidato derrotado Flávio Bolsonaro.
“Em 25 de outubro, a maioria do eleitorado reelegeu Lula e recusou o programa de Flávio Bolsonaro, que prometia cortar R$ 190 bilhões do gasto público. Um governo eleito por um levante popular contra a ameaça bolsonarista não pode escolher a via defendida pelos mais ricos”, diz o documento.
Os especialistas argumentam que o problema da dívida pública é o custo com os juros fixados pelo Banco Central (BC), e não com os gastos da União. A dívida bruta do Brasil alcançou 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto deste ano. Em 2022, a dívida estava em 71,7% do PIB.
O texto aponta como o principal responsável pelo aumento da dívida os juros reais praticados no Brasil , que são os maiores do mundo segundo ranking da Moneyou. Nos últimos doze meses, os juros consumiram mais de R$ 1,1 trilhão do orçamento público, o que representa 8,9% do PIB brasileiro, segundo o BC.
“O gasto com juros é mais de catorze vezes o déficit primário de R$ 82 bilhões. A inflação de doze meses, de 4,58% em setembro, passou do teto por causa da energia e dos alimentos, choques que a Selic [taxa de juros definida pelo BC] não corrige”, diz o manifesto.
O Banco Central justifica os juros elevados, entre outros motivos, devido as pressões inflacionárias e aos déficits fiscais primários nas contas públicas. Segundo a autoridade monetária, os gastos primários acima da arrecadação pressionam a inflação.
Tributação de Altas Rendas
No lugar de um corte de gastos públicos , o que poderia afetar áreas sociais, os economistas defendem antecipar para o próximo ano a tributação mínima de 10% para pessoas de altas rendas, que recebem acima de R$ 600 mil por ano, conforme aprovada pela Lei 15.270 de 2025.
Isso, porque a nova regra só vale para declaração de 2027 com lucros acumulados até 2025 podendo ser distribuídos sem imposto até 2028.
“Se aprovada por lei até 31 de dezembro, uma nova tributação do topo vale já em janeiro. Ela deve alcançar dividendos, juros sobre capital próprio e aplicações isentas. É preciso também rever isenções, regimes especiais e incentivos, que somam R$ 612,8 bilhões em gastos tributários”, diz o comunicado.
No Brasil, os recursos pagos aos acionistas por meio de dividendos são isentos de pagamento de Imposto de Renda (IR).
Selic e meta de inflação
O manifesto pede ainda que o Banco Central não promova nenhuma nova alta da taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano, e pede medidas para que a queda dos juros chegue às famílias e pequenas e médias empresas endividadas.
Outra proposta é a revisão da meta da inflação, usada pelo BC para fixar os juros. Atualmente, o centro da meta de inflação está em 3% ao ano e é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), onde o governo federal tem maioria de votos.
“Um novo decreto deve suprimir a carência de 36 meses criada em 2024 para mudar a meta. Propomos retomar o centro de 4,5%, vigente de 2005 a 2018, alongar o horizonte de convergência e dar peso efetivo ao pleno emprego, que a lei já inclui entre os objetivos do Banco Central”, diz o manifesto.
Nova regra fiscal
Outra proposta é a aprovar no Congresso Nacional, ainda neste ano, nova regra fiscal para o Brasil que substitua o arcabouço fiscal, que limita o crescimento real das despesas a até 2,5% ao ano e até 70% do crescimento da receita.
“O limite atrelado a 70% da receita é incompatível com pisos de saúde e educação que crescem com a receita. As regras fiscais atuais também inibem os desafios do próximo mandato, como a reindustrialização com transição ecológica, que depende de investimento público, de aportes nas estatais e do crédito do BNDES”, diz o texto.
O manifesto sugere que uma nova lei complementar deve excluir dos limites fiscais tanto o investimento público, o Bolsa Família e os pisos da saúde e educação, quanto os aportes nas estatais e no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Críticas ao ajuste fiscal
Os especialistas ainda criticam membros do governo que tem defendido, nos últimos dias, medidas de ajuste fiscal, como o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
“O programa derrotado volta pela porta da Fazenda. Já vimos esse filme. Em 2024 e 2025, a Fazenda apertou o orçamento enquanto o Banco Central elevava a Selic de 10,5% para 15%. A avaliação positiva do governo caiu de 36% para 24%”, diz a nota.
Os especialistas ainda argumentam que o ajuste fiscal de 2015 realizado pela presidente Dilma Rousseff contribuiu para recessão econômica daquele período, o que teria aberto caminho para o impeachment da petista.
“Diante de um Congresso mais hostil, com 121 deputados do PL e 49 senadores de direita a partir de fevereiro, repetir a receita pode enfraquecer o apoio obtido nas ruas para a reeleição de Lula e tornar seu governo vulnerável a um novo golpe parlamentar”, diz o manifesto.
Entre os economistas que assinam o texto, estão os professores da Unicamp, Pedro Paulo Zahluth Bastos e Simone Deos, da Universidade de Brasília (UnB), Maria de Lourdes Rollemberg Mollo, da Queen’s University Belfast, Alfredo Saad Filho, e da Universidade Federal Fluminense, Juliane Furno
-
ESPORTES3 dias atrásPalmeiras fica no zero com o Santos e Flamengo agradece
-
POLÍCIA5 dias atrásPolícia Militar prende suspeito de homicídio em Novo Santo Antônio
-
POLÍCIA5 dias atrásPolícia Militar prende homem que atirou contra filha adolescente em Novo Mundo
-
POLÍCIA1 dia atrásDois faccionados são presos em flagrante pela Polícia Militar por tráfico de drogas
-
POLÍCIA1 dia atrásPM prende homem suspeito de agredir ex-mulher e esfaquear outro homem
-
POLÍCIA6 dias atrásPolícia Militar prende idoso com duas armas de fogo em Nobres
-
ESPORTES5 dias atrásPrêmio TV Brasil Petrobras Para Elas: as melhores laterais-esquerdas
-
POLÍCIA2 dias atrásPolícia Civil prende foragido de megaoperação contra facção criminosa em MT


