CUIABÁ

MATO GROSSO

Comissão de Infraestrutura debate custos e execução de obras públicas em MT

Publicados

MATO GROSSO

A Comissão de Infraestrutura Urbana e de Transporte da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta terça-feira (27), a quinta reunião ordinária, com 30 projetos de lei na pauta de deliberação. Durante a reunião, o presidente do colegiado, deputado Valmir Moretto (Republicanos), pediu vista de seis matérias.

Das propostas que saíram da pauta à votação está o Projeto de lei n° 895/2026 , de autoria do deputado Gilberto Cattani (PL). Ele dispõe sobre a obrigatoriedade de disponibilidade de dispositivo eletrônico de identificação veicular para passagem automática nas praças de pedágio das rodovias estaduais concedidas no estado de Mato Grosso aos veículos oficiais empregados em atividades de segurança pública, defesa civil, pericia oficial e atendimento de emergências. 

Entre os projetos de lei aprovados pela comissão está o de número 753/2026 , de autoria do deputado Wilson Santos (PSD). A proposta institui o Programa Estadual de Apoio Técnico e Financeiro ao Municípios para Elaboração de Projetos e Execução das obras de Esgotamento sanitário e ações de melhoria e ampliação dos Sistemas de Abastecimento de água em Mato Grosso. 

Leia Também:  Polícia Militar impede invasão de terra em Chapada dos Guimarães

No final da reunião o deputado Valmir Moretto destacou a necessidade de diálogo entre o governo de Mato Grosso, produtores rurais e representantes do setor da construção civil para adequar os preços dos serviços aos custos reais de execução das obras públicas em todo o estado. 

Segundo o parlamentar, a falta de mão de obra qualificada e a incompatibilidade entre os valores praticados e as despesas necessárias têm dificultado a execução de obras de pavimentação e comprometido a qualidade dos serviços. Moretto ressaltou que é preciso garantir preços justos e condições adequadas para que as empresas executem obras de qualidade, considerando também a responsabilidade pela garantia de cinco anos dos serviços realizados.

O deputado também chamou a atenção para as dificuldades relacionadas à retirada de cascalho utilizado nas obras, especialmente diante das exigências ambientais e do receio dos produtores rurais de sofrerem autuações. De acordo com Moretto, é necessário discutir com as secretarias responsáveis mecanismos de licenciamento e autorização que ofereçam segurança jurídica aos proprietários que disponibilizam o material. 

Ele alertou que a falta de clareza nesses procedimentos pode resultar em sanções ambientais e até no bloqueio da inscrição da propriedade, defendendo a construção de soluções conjuntas para facilitar o fornecimento de cascalho e evitar entraves à execução das obras no estado. 

Leia Também:  Setasc entrega kits com mochila e materiais escolares para crianças do programa Ser Família Criança em Poconé

O deputado afirmou que vai cobrar o cumprimento dos contratos e dos cronogramas de execução, independentemente de sua função à frente da comissão. “A pessoa tem que saber o tamanho do passo que pode dar”, enfatizou, ao reforçar que continuará fiscalizando as obras e cobrando providências para que os empreendimentos sejam concluídos e atendam às necessidades da população e do setor produtivo.



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

CCJR aprova parecer ao PLDO de 2027 com acolhimento de 35 emendas

Publicados

em

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, nesta terça-feira (27), parecer favorável ao Projeto de Lei nº 692/2026 que estabelece as diretrizes para a elaboração do orçamento estadual de 2027. A proposta recebeu parecer pelo acolhimento de 35 emendas parlamentares, enquanto outras 20 foram rejeitadas e duas consideradas prejudicadas. Ao todo, 18 matérias foram votadas na reunião.

De autoria do Poder Executivo, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO 2027) prevê R$ 42,1 bilhões para o próximo exercício e Revisão Geral Anual (RGA) de 4,2% para os servidores públicos. Valores que, na proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA 2027), foram atualizados para R$ 46,1 bilhões e 5,36%, respectivamente.

A matéria estabelece metas e prioridades da administração estadual e orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), responsável por definir a destinação dos recursos públicos. O parecer apresentado pelo deputado Dilmar Dal Bosco (União) foi favorável à proposta, com análise das 57 emendas parlamentares. O texto segue para as próximas etapas de tramitação na Assembleia Legislativa. Na CCJR, foram acatadas as emendas 01, 02, 03, 11, 16, 17, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 26, 27, 29, 30, 36, 37, 38, 40, 41, 42, 43, 44, 45, 46, 48, 49, 50, 52, 53, 54, 55, 56 e 57.

Leia Também:  Polícia Civil cumpre mandados contra traficantes que utilizavam drones para enviar drogas para presídios

O deputado Diego Guimarães (Republicanos), vice-presidente da comissão, destacou a importância da aprovação para o planejamento das políticas públicas estaduais. “Hoje, a Comissão de Constituição e Justiça, entre outros projetos, aprovou uma das principais peças legislativas do ano, que é a Lei de Diretrizes Orçamentárias do Estado de Mato Grosso”, afirmou.

Segundo o parlamentar, a proposta contempla diretrizes para a continuidade de programas sociais, investimentos em infraestrutura e educação. Entre as iniciativas mencionadas está o Ser Família Habitação, cuja ampliação, conforme Diego Guimarães, integra o planejamento do governo estadual.

“O governador tem um plano ambicioso de ampliar esse programa para chegar a um total de 60 mil residências nos próximos quatro anos. Está previsto esse programa dentro da LDO para que depois a gente tenha, dentro da LOA, o orçamento”, explicou.

Outro assunto abordado durante a reunião foi o Veto Total nº 81/2026 , apresentado pelo Poder Executivo ao Projeto de Lei Complementar nº 35/2026 , de autoria de Diego Guimarães. A matéria, que propõe alterações na Lei Complementar nº 802/2024 , sobre transação tributária em Mato Grosso, foi retirada de pauta e não chegou a ser votada.

Leia Também:  Prefeitura de Diamantino informa sobre vacinação contra a dengue

O projeto busca modificar regras de negociação de débitos tributários com o estado. Segundo Diego Guimarães, a proposta pretende superar entraves legais que dificultam a utilização desse instrumento. O parlamentar afirmou que a expectativa é retomar a discussão na próxima reunião da comissão.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA