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Vereadora Michelly Alencar rebate Nininho e defende atuação de mulheres na política

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A vereadora por Cuiabá, Michele Alencar, rebateu a declaração do deputado estadual Nininho, que afirmou, durante entrevista coletiva na convenção do Republicanos, que o partido não encontrou uma mulher preparada para disputar o cargo de vice-governadora.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Michele disse que recebeu a fala com estranheza e precisou assistir à declaração mais de uma vez para confirmar o que havia sido dito.

“Eu vi a declaração aqui do deputado e confesso que ela me causou uma estranheza. Eu vi uma, duas, três vezes para entender se era realmente isso que ele tinha dito. Política é feita de escolhas e eu as respeito. Agora, o que eu não posso aceitar é uma declaração dessa sem me posicionar. A declaração de que não havia mulher preparada para ocupar esse espaço. Aí não dá.”

A parlamentar afirmou que a declaração não atinge apenas sua trajetória política, mas representa um desrespeito a todas as mulheres que ocupam posições de liderança e contribuem diariamente para o desenvolvimento de Mato Grosso.

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“Essa fala não diminui a mim, vereadora Michele Alencar, mas todas as mulheres que todos os dias administram, legislam, produzem no campo, criam seus filhos e ajudam a construir Mato Grosso.”

Michele também lembrou que, até poucos dias antes da definição da chapa majoritária, seu nome figurava entre os mais cotados para ocupar a vaga de vice-governadora ao lado de Otaviano Pivetta.

“Até poucos dias atrás, o meu nome era tratado por lideranças políticas e pela imprensa como um dos principais nomes para ocupar esse cargo. Aí eu faço a pergunta: eu deixei de ser preparada da noite para o dia? Ou o problema é outro?”, questionou.

Na sequência, a vereadora afirmou que o principal obstáculo enfrentado pelas mulheres na política não é a falta de qualificação, mas a dificuldade de conquistar espaço em ambientes historicamente dominados por homens.

“O que falta às mulheres, muitas vezes, não é o preparo. O que falta é alguns homens estarem prontos para dividir os espaços de poder.”

Apesar de não ter sido escolhida para compor a chapa governista, Michele afirmou que recebeu com gratidão o reconhecimento de seu nome durante o processo de definição e reforçou que seguirá com sua pré-candidatura a deputada estadual.

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“Eu sigo firme no meu projeto pessoal como pré-candidata a deputada estadual. Esse projeto nasceu não só no meu coração, mas no coração de muitos cuiabanos e da Baixada Cuiabana, e quero levá-lo para todo Mato Grosso.”

Ao encerrar a manifestação, a vereadora defendeu que a presença feminina nos espaços de poder deve ser resultado da competência e da confiança da população, e não condicionada à aprovação de lideranças políticas.

 

“O lugar da mulher não é onde alguns políticos permitem. É onde a competência, o trabalho e a confiança da população a colocam. Preparo não se mede pelo gênero, se mede pela história, pelo trabalho e pela capacidade de servir. E disso as mulheres de Mato Grosso já deram prova que têm de sobra.”

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Mauro Mendes admite desgaste com Max Russi, mas mantém diálogo aberto

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O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) reconheceu que a possibilidade de o presidente estadual do Podemos, deputado Max Russi, lançar uma candidatura própria ao Governo de Mato Grosso provocou desgaste nas articulações da base governista. A declaração foi feita nesta terça-feira (4), durante a convenção do Republicanos, em Cuiabá.

Segundo Mauro, Max Russi é uma das principais lideranças políticas do Estado e teve liberdade para dialogar com diferentes grupos durante o processo de construção da chapa majoritária. No entanto, afirmou que a possibilidade de uma candidatura independente acabou criando dificuldades nas negociações.

“O deputado Max é uma das lideranças emergentes aqui no Estado de Mato Grosso. Ninguém tem como negar isso. Ele dialogou com vários lados, e isso é natural. Entretanto, de última hora, ele considerou lançar um candidato, e isso acabou gerando alguns constrangimentos.”, declarou.

Após a repercussão da fala, Mauro foi questionado sobre o uso da palavra “ameaça” e esclareceu que lançar uma candidatura própria é um direito legítimo de qualquer partido político.

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“Se eu não disser ameaça… Eles consideraram a possibilidade. Isso não é ameaça. Lançar uma candidatura não é uma ameaça, é uma prerrogativa que cada partido tem e pode simplesmente fazer.”, explicou.

Apesar do episódio, o ex-governador afirmou que o diálogo entre os partidos continua e demonstrou confiança em uma possível composição até o encerramento do prazo legal para o registro das convenções.

“É normal que, de última hora, haja esses conflitos e divergências. Mas é natural também que o diálogo continue acontecendo até o último segundo. Nós temos até amanhã para entregar a ata ao TRE e, até lá, dentro do prazo legal, poderemos ter alguns diálogos e algumas mudanças nos cenários atuais.”, concluiu.

A declaração reforça que, mesmo com a definição das principais candidaturas, as articulações políticas seguem intensas nos bastidores e novas composições ainda podem ocorrer antes da oficialização definitiva das chapas junto à Justiça Eleitoral.

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