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Expansão leva consultoria a novos mercados

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A atuação de consultorias de branding e comunicação tem acompanhado a diversificação de mercados e a descentralização de demandas no Brasil. Nesse cenário, empresas do setor têm ampliado sua presença para além dos grandes centros tradicionais, acompanhando o surgimento de novos polos de negócio e inovação.

Esse movimento inclui a entrada em estados como Goiás e Minas Gerais, além do desenvolvimento de projetos em capitais como Belo Horizonte. A ampliação da atuação ocorre em paralelo ao aumento da demanda por estratégias de comunicação e posicionamento em diferentes segmentos, incluindo empresas em processo de estruturação ou reposicionamento de marca.

Além da atuação no território nacional, algumas consultorias também têm iniciado projetos com empresas no exterior, especialmente em mercados como os Estados Unidos. Essas iniciativas envolvem adaptações de estratégia e comunicação a contextos culturais e dinâmicas de consumo distintas.

A Brandbox, consultoria brasileira especializada em branding e estratégia de comunicação, está entre as empresas que passaram a atuar nesses novos contextos. A empresa desenvolve projetos em diferentes regiões do Brasil e também iniciou iniciativas com clientes internacionais, com foco em estratégias adaptadas a diferentes mercados.

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Segundo Jessica Otte, fundadora da Brandbox, o movimento está relacionado à mudança no perfil das demandas.

“Temos observado empresas em diferentes regiões buscando estruturar marca e comunicação de forma mais consistente, considerando seus próprios contextos de mercado”, afirma.

Sobre a atuação internacional, ela destaca a necessidade de adaptação estratégica. “Cada mercado possui dinâmicas culturais e comportamentais específicas. Os projetos exigem leitura de contexto e ajustes na forma como a comunicação é construída”, explica.

A ampliação da atuação acompanha um cenário em que empresas de diferentes portes têm buscado organizar sua presença de marca de maneira mais estruturada, tanto no ambiente digital quanto em canais físicos. Esse processo envolve desde a definição de posicionamento até a organização de estratégias de comunicação em múltiplos pontos de contato.

A movimentação também reflete a possibilidade de atuação remota e híbrida, que tem permitido o desenvolvimento de projetos em diferentes localidades, sem a necessidade de presença física contínua. Nesse contexto, a integração entre equipes, tecnologia e processos estratégicos tem sido utilizada para viabilizar a condução das iniciativas.

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Aplicação da IA aumenta a precisão técnica

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Pesquisa da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom), em parceria com a Brazil Panels e a escola de negócios Lideres.ai, mostra que 72% das empresas brasileiras ainda estão em estágio inicial ou experimental de adoção de IA.

O diretor de Tecnologia e Inovação da Globalsys, empresa especializada em inteligência artificial preditiva, Beto Yunes, explica que a diferença entre usar IA para automatizar tarefas e usar IA para faturar mais está na previsão. “Quando o sistema antecipa demanda, comportamento de compra e risco de perda de cliente, a empresa deixa de reagir ao mercado e passa a se antecipar a ele”, afirma ele.

O Brasil ocupa uma posição singular nesse movimento global. A adoção de inteligência artificial (IA) entre empresas industriais cresceu mais de 140% em dois anos, segundo o IBGE, o que posiciona o Brasil como um dos mercados de crescimento mais rápido do mundo nessa categoria. O mercado de tecnologia da informação do país é o maior da América Latina e o décimo maior do mundo.

“A democratização da gestão empresarial por meio da IA não é mais uma tendência de futuro, mas uma urgência macroeconômica. Embora o Brasil ainda discuta projetos de regulamentação para inteligência artificial, especialistas avaliam que o mercado não deve esperar uma legislação definitiva para começar a se organizar”, salienta Vininha F. Carvalho, economista, administradora de empresas e editora da Revista Ecotour News & Negócios.

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O perfil das empresas que efetivamente transformam IA em vantagem competitiva tem características distintas. Não se trata de setor, porte ou localização geográfica. A diferença está nas escolhas que precedem a implementação.

A transformação digital tem remodelado diversos segmentos da economia, mas poucos setores têm sentido de forma tão intensa os impactos da IA quanto a logística. Em um cenário marcado pela crescente demanda por agilidade, rastreabilidade e redução de custos, a tecnologia surge como uma aliada estratégica para empresas que buscam maior competitividade e eficiência operacional.

Segundo Célio Malavasi, diretor de Operações e Negócios na MXP Transportes, a aplicação da IA na logística vai muito além da automação de tarefas. Hoje, algoritmos avançados são capazes de analisar grandes volumes de dados em tempo real, identificar padrões de comportamento, prever demandas futuras e otimizar decisões que antes dependiam exclusivamente da intervenção humana.

“O digital está entrando em um momento em que o empreendedor precisa desenvolver um crescimento mais consciente, com menos desperdício e mais coerência com o modelo de negócio”, finaliza Vininha F. Carvalho.

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