CURIOSIDADES
Economia criativa amplia empregos e renda no Brasil
CURIOSIDADES
A economia criativa ampliou sua presença no mercado de trabalho brasileiro. Dados do Observatório Itaú Cultural, da Fundação Itaú mostram que os segmentos criativos registraram crescimento de 4% nos postos de trabalho em 2023, o dobro dos 2% observados na economia em geral.
Entre abril e dezembro daquele ano, foram criados 577 mil postos de trabalho no setor. O movimento envolve atividades que vão da moda, artesanato, audiovisual e música ao desenvolvimento de software, jogos digitais e serviços de tecnologia.
A expansão reforça a dimensão econômica de atividades baseadas em conhecimento, criatividade e inovação. Uma análise mais ampla da economia criativa no Brasil mostra que, no recorte da indústria criativa, a produção foi estimada em R$ 393,3 bilhões em 2023, o equivalente a 3,59% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Setor criativo reúne cultura, tecnologia e serviços
A economia criativa abrange um conjunto heterogêneo de atividades. Dependendo da metodologia, estão incluídos setores como audiovisual, música, moda, artes, design, arquitetura, publicidade, tecnologia da informação e pesquisa e desenvolvimento.
No Mapeamento da Indústria Criativa 2025, da Firjan, a indústria criativa é dividida em quatro grandes áreas: Consumo, Cultura, Mídia e Tecnologia. O levantamento identificou aproximadamente 1,26 milhão de profissionais criativos formalmente empregados em 2023.
Esse número e os 7,8 milhões apontados pelo Observatório Itaú Cultural não são diretamente comparáveis, pois os levantamentos utilizam metodologias e universos estatísticos diferentes.
Renda supera a média, mas informalidade é relevante
No quarto trimestre de 2023, cerca de 4,9 milhões de trabalhadores da economia criativa estavam em ocupações formais, o equivalente a 63% do total analisado pelo Observatório Itaú Cultural. Outros 2,9 milhões, ou 37%, estavam na informalidade.
A remuneração média mensal dos profissionais do setor ficou em aproximadamente R$ 4,5 mil, diante de cerca de R$ 3 mil no conjunto do mercado de trabalho brasileiro.
A média mais elevada, porém, convive com desigualdades internas e diferentes formas de contratação. A presença de autônomos e profissionais que trabalham por projeto também dificulta a construção de um único indicador capaz de medir toda a economia criativa.
Santa Catarina cresce acima da média nacional
Dados divulgados em julho de 2026 pela Secretaria de Estado do Planejamento de Santa Catarina mostram que o número de trabalhadores em atividades criativas no estado passou de 297,5 mil, em 2012, para 484,2 mil em 2025. O crescimento de 62,8% superou os 40% registrados no Brasil no mesmo período.
A expansão foi puxada principalmente por Tecnologia da Informação e Comunicação, Publicidade, Design e Gastronomia. Entre janeiro de 2025 e março de 2026, o setor ainda acumulou saldo positivo de 12.221 empregos formais, com Publicidade e Tecnologia da Informação concentrando mais de 80% das novas vagas.
Os indicadores da economia criativa em Santa Catarina não podem ser projetados automaticamente para todo o país, mas mostram como a expansão da economia criativa assume características diferentes entre os territórios.
Economia criativa ganha espaço na agenda pública
O crescimento do mercado ocorre paralelamente ao fortalecimento do tema nas políticas públicas. O Ministério da Cultura retomou a construção da Política Nacional de Economia Criativa — Brasil Criativo, voltada à articulação de ações relacionadas à cultura, desenvolvimento, geração de renda e fortalecimento de empreendimentos e territórios criativos.
Os dados disponíveis apontam uma tendência comum: atividades baseadas em criatividade, cultura, tecnologia e conhecimento ampliaram sua presença no mercado de trabalho brasileiro.
“Os dados mostram que a economia criativa deixou de ocupar uma posição periférica e passou a ter peso concreto na geração de empregos e de valor econômico. O crescimento do setor reforça o potencial da criatividade, da cultura e da inovação como vetores de desenvolvimento para o Brasil”, afirma Francine Canto Boico, diretora do Conecta SC.
CURIOSIDADES
Características raras atraem turistas para Poços de Caldas
Poços de Caldas, em Minas Gerais, voltou ao centro das atenções após estudos recentes confirmarem que a cidade está localizada sobre uma caldeira vulcânica formada há cerca de 80 milhões de anos, ainda no período Cretáceo. O município, conhecido por suas águas termais e clima de montanha, é considerado o único do Brasil situado dentro de um vulcão extinto.
Essa característica geológica rara tem ampliado o interesse de turistas e reforçado a vocação da região para o turismo de natureza e bem-estar. De acordo com Ricardo Aly, diretor da rede Nacional Inn de Hotéis, que integra a unidade Dan Inn Poços de Caldas, o diferencial geológico tem mudado a forma como os turistas enxergam a região.
“A cidade não é só mais um destino de serra. Existe uma curiosidade quase instintiva quando a pessoa descobre que está dentro de uma caldeira vulcânica formada há milhões de anos. Isso, por si só, já cria um interesse diferente, quase um convite à descoberta”, afirma.
Segundo ele, a experiência se torna ainda mais significativa quando o visitante vivencia as águas termais que brotam naturalmente entre 38 °C e 42 °C e observa o relevo circular cercado pela Serra de São Domingos. “Estamos falando de um planalto vulcânico de cerca de 750 km², com características pouco comuns no mundo. Naturalmente, isso desperta interesse, valoriza o destino e coloca a cidade em evidência no turismo nacional”, conta.
Esse novo perfil de turista, em busca de vivências ligadas à natureza e experiências fora do comum, já tem impacto direto na taxa de ocupação dos hotéis da cidade. “O que eu tenho observado é uma ocupação mais distribuída ao longo do ano. A cidade, que está a 1.186 metros de altitude e combina clima de montanha com águas minerais, não depende apenas de datas específicas. Esse novo interesse ajuda a equilibrar melhor a demanda e reduzir a sazonalidade”, explica Aly.
A hotelaria local também tem se adaptado para atender às novas expectativas. “Hoje, não basta oferecer um quarto confortável; o hóspede quer uma experiência completa, alinhada com aquilo que ele veio buscar na cidade. Nesse sentido, muitos hotéis passaram a valorizar mais seus espaços de relaxamento e a conexão com o entorno. Afinal, toda essa riqueza natural, que vem desde a formação vulcânica e favoreceu o surgimento de águas sulfurosas, fontes minerais e paisagens diversas, acaba influenciando diretamente o tipo de experiência oferecida”, sustenta o executivo.
Em 2025, uma pesquisa da Booking.com colocou Poços de Caldas em terceiro lugar no ranking dos destinos mais buscados em Minas Gerais, atrás apenas de Belo Horizonte e Monte Verde. Além disso, um levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) destacou a cidade como a mais desenvolvida de Minas Gerais, reforçando a relevância da região no cenário turístico estadual e nacional.
O turismo de bem-estar, segundo Aly, deixou de ser tendência e se tornou expectativa. “Quem consegue traduzir esse cenário natural em vivências reais, seja por meio de descanso, contato com a natureza ou experiências sensoriais, acaba se destacando”, pontua.
O aumento do fluxo turístico, no entanto, traz consigo o desafio da preservação ambiental. “Na minha visão, esse equilíbrio não é opcional, mas essencial. Poços de Caldas só é o que é hoje por conta dessa formação geológica única, da caldeira vulcânica e de todo o sistema hidrotermal que continua ativo. Preservar isso é, ao mesmo tempo, proteger o meio ambiente e garantir o futuro do turismo”, ressalta Aly.
Para ele, o crescimento pode ser positivo quando bem planejado, já que a valorização das áreas naturais estimula cuidados e monitoramento tanto pelo poder público quanto pela iniciativa privada.
Pensando no futuro, Aly acredita que o grande diferencial estará em transformar a história geológica da cidade em experiência contínua. “Não basta dizer que a cidade surgiu dentro de um vulcão extinto. É preciso fazer o visitante sentir isso em cada detalhe da estadia. Nesse contexto, a hotelaria tem um papel estratégico”, sugere.
Redes como a Nacional Inn buscam integrar conforto, localização, experiências e atividades ligadas às águas termais, ao clima de montanha, à natureza e às paisagens moldadas ao longo de milhões de anos.
Para saber mais sobre hospedagem em Poços de Caldas, basta acessar: https://www.nacionalinn.com.br/hoteis/dan-inn-pocos-de-caldas
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