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Empresas brasileiras adotam ações para reduzir turnover

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Empresas brasileiras têm ampliado os investimentos em programas de retenção para conter a saída de funcionários, em um país que registra uma das maiores taxas de rotatividade do planeta. Levantamento da consultoria Sólides aponta que o Brasil lidera o ranking mundial de rotatividade, com índice de 51,3% ao ano, patamar que pressiona os custos de contratação e fragiliza a cultura das organizações.

Boa parte desse movimento impulsionada pelos próprios trabalhadores. Segundo o Índice de Confiança da Robert Half, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), as saídas voluntárias representaram 39% dos desligamentos entre profissionais qualificados em 2023. Entre os motivos citados pelos recrutadores, 65% apontaram a busca por melhores oportunidades em outras empresas, 25% mencionaram a falta de perspectivas de crescimento e 20% indicaram salários abaixo da média de mercado.

Recrutamento e plano de carreira

Para o setor, a contenção da rotatividade começa antes da contratação. “A estratégia de retenção deve começar com o alinhamento de expectativas já na sala de entrevista”, afirma Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half. O executivo associa taxas elevadas de turnover à perda de conhecimento acumulado, à queda na qualidade das entregas e ao desperdício de recursos investidos em treinamento.

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Entre as ações mais adotadas pelas companhias, a mesma pesquisa identificou a implementação de programas de desenvolvimento de carreira, citada por 29% dos recrutadores, seguida por melhorias nas condições de trabalho e no ambiente organizacional, com 26%, e pela oferta de benefícios mais atrativos, com 21%. A criação de trilhas de crescimento e de programas de mentoria surge como resposta direta à falta de perspectiva, um dos principais motivadores das saídas.

Reconhecimento, benefícios e flexibilidade

O reconhecimento contínuo tem ganhado espaço como estratégia de baixo custo diante de orçamentos limitados para reajustes salariais. Dados reunidos pela publicação RH Pra Você mostram que apenas 27% das empresas mantêm programas estruturados de reconhecimento, embora 74% dos profissionais de recursos humanos apontem o item como diferencial competitivo. A mesma fonte registra que 86% das organizações já operam em modelos híbridos ou remotos, o que coloca a flexibilidade entre os fatores centrais para a permanência das equipes.

A personalização dos benefícios acompanha esse movimento. Em vez de pacotes padronizados, empresas passaram a oferecer opções ajustadas a diferentes perfis e gerações, do apoio à saúde mental ao incentivo à educação. No campo do reconhecimento simbólico, itens personalizados e kits corporativos têm sido empregados para reforçar o pertencimento em datas comemorativas, no cumprimento de metas e em programas de integração.

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A Innovation Brindes, empresa de brindes corporativos e soluções de personalização, acompanha essa demanda no mercado B2B. “Programas de reconhecimento passaram a incluir itens personalizados como forma de tornar tangível a valorização do colaborador, sobretudo em ações de integração e de celebração de metas”, afirma Rodrigo Pereira, porta-voz técnico da empresa.

Escuta e ambiente de trabalho

A gestão do clima organizacional completa o conjunto de medidas. Ferramentas como pesquisas de clima e entrevistas de desligamento têm sido usadas para identificar causas de insatisfação antes que se convertam em pedidos de demissão. Para Mantovani, o índice de rotatividade não deve ser lido apenas pela ótica da redução, mas pelo equilíbrio, já que taxas muito altas geram perdas e índices próximos de zero podem ocultar acomodação. O desafio das empresas, segundo os levantamentos, está em combinar remuneração, desenvolvimento, reconhecimento e flexibilidade em uma política integrada de retenção.



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Pede.ai aposta em crédito para o lojista do interior crescer

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O pede.ai, plataforma de delivery com atuação no interior do Brasil, lançou o pede.cash, sua frente de crédito para lojistas parceiros. O serviço oferece empréstimo pré-aprovado com base no histórico de vendas do estabelecimento na plataforma: o lojista recebe a oferta em seu Painel de Vendas ou através do WhatsApp, simula valores, assina digitalmente e recebe o dinheiro na conta da empresa. O pagamento é feito em parcelas mensais ou semanais.

A iniciativa mira um problema histórico do comércio de cidades do interior: a dificuldade de acesso a capital. “Cerca de dois terços dos restaurantes e lojistas parceiros nas cidades onde o pede.ai atua não tinham acesso prévio a crédito e financiamentos, de acordo com nossas pesquisas”, afirma João Neves, cofundador e CEO do pede.ai. “O dono de restaurante de uma cidade do interior muitas vezes nem considera pedir crédito, porque a experiência com o sistema tradicional é de negativa, burocracia ou garantias que ele não tem como oferecer. A iniciativa no pede.ai nasce para mudar isso.”

Motor de crédito próprio permite diferencial de análise

A lógica do pede.cash é usar ativos que o lojista do interior já tem, mas que os bancos tradicionais não enxergam: o histórico de vendas na plataforma marketplace do grupo. É este um dos dados que baseiam a análise e a pré-aprovação da oferta, no lugar das garantias reais, avalistas e comprovações que costumam travar o crédito para pequenos negócios.

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“O sistema financeiro tradicional analisa o pequeno comerciante pelo que ele pode dar em garantia. Nós analisamos pelo que ele vende todos os dias no delivery”, diz Neves.

Entre os usos previstos estão capital de giro, para evitar ruptura de estoque e atravessar a sazonalidade do setor de alimentação, compra de equipamentos (forno, geladeira, balcão), reforço de estoque com compras à vista e melhores margens, reforma e expansão do ponto e investimento em marketing para atrair mais pedidos.

“Ruptura de estoque é venda perdida. Tem lojista que deixa de vender no aplicativo não por falta de cliente, mas por falta de capital para comprar insumo na semana certa. Crédito rápido, no momento certo, vira venda”, afirma o CEO.

Parceria com a Delfinance

A operação é viabilizada por uma parceria com a Delfinance Sociedade de Crédito Direto S.A., instituição financeira autorizada pelo Banco Central. O pede.cash atua como plataforma de tecnologia: conecta, com autorização do lojista, os dados de vendas à instituição parceira, e é a Delfinance quem analisa, concede e formaliza o crédito, por meio de CCB (Cédula de Crédito Bancário) assinada em ambiente digital seguro.

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Uma peça do ecossistema pede.ai

O pede.cash integra o Grupo pede.ai, plataforma de tecnologia para o delivery e para o comércio do interior fundada em Petrolina (PE) em 2017. Além da nova frente de crédito, o grupo reúne o pede.ai (marketplace de delivery multicategoria), o leve.ai (logística last-mile), o pdv.ai (sistema de gestão para restaurantes) e o vende.ai (meios de pagamento).

“O lojista que vende no pede.ai, entrega com o leve.ai, gerencia também o salão com o pdv.ai e recebe com o vende.ai, agora também pode financiar o crescimento com nossas ferramentas. Cada solução alimenta as outras, e o crédito é a peça que faltava para o lojista investir no próprio negócio”, afirma Lucas Mazzei, Diretor do grupo.

Sobre o Grupo pede.ai

O pede.ai é uma plataforma brasileira de tecnologia para o delivery e para o comércio do interior, fundada em 2017 em Petrolina (PE). O grupo está presente em cerca de 200 cidades de 21 estados e soma mais de 2,5 milhões de clientes e mais de 35 mil estabelecimentos parceiros cadastrados.



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