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veja os editais mais aguardados

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O ano de 2027 desponta como um ciclo promissor para os concursos públicos federais no Brasil. Diversos órgãos da administração pública já iniciaram estudos internos, formalizaram demandas para recomposição de pessoal e encaminharam pedidos de autorização de vagas ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Esse movimento fortalece a expectativa de novos editais e amplia as perspectivas para candidatos de todo o país.

O cenário orçamentário reforça as expectativas para novos concursos. A Proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2027 (PLDO 2027), enviada ao Congresso em abril de 2026, prevê espaço fiscal para nomeações e futuras seleções. O texto segue em análise na Comissão Mista de Orçamento (CMO) e deve ser votado até 17 de julho de 2026.

Receita Federal lidera expectativas

Entre os certames mais aguardados, destaca-se o da Receita Federal do Brasil. A instituição figura nas projeções em razão da forte necessidade de reposição de servidores e da relevância histórica da carreira fiscal. Segundo informações do setor, o pedido de concurso para cargos administrativos estava em fase de preparação para envio ao MGI dentro do prazo previsto, com expectativa de autorização ainda em 2026 e realização do certame em 2027. Os cargos previstos incluem Auditor Fiscal e Analista, com remuneração de até R$29,9 mil para candidatos de nível superior.

INSS anuncia 2 mil vagas no âmbito do Programa Acelera

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no âmbito do Programa Acelera INSS, apresentou novo pedido de certame com 2 mil vagas. O objetivo é ampliar a força de trabalho do órgão, otimizar o atendimento aos segurados e contribuir para a redução das filas de benefícios. A seleção prevê cargos de Analista e Técnico, nos níveis médio e superior, com remuneração de até R$ 9,3 mil.

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CGU recebe autorização para novo concurso

A Controladoria-Geral da União (CGU) já obteve autorização do Governo Federal para realizar novo concurso público. Estão previstas 60 vagas para os cargos de Auditor Federal de Finanças e Controle e Técnico Federal de Finanças e Controle, com exigência de nível médio e superior, respectivamente. A remuneração pode alcançar até R$ 36 mil, tornando este um dos certames mais atrativos do próximo ciclo.

IBGE solicita 900 vagas para recomposição do quadro

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) solicitou a realização de novo concurso com 900 vagas efetivas. As oportunidades contemplam cargos de nível médio e superior, entre eles Técnico em Informações Geográficas e Estatísticas, Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura, e Tecnologista em Informações Geográficas e Estatísticas. A remuneração pode chegar a R$ 21,6 mil.

Ministério da Saúde solicita mais de 7 mil vagas

Com autorização já concedida, o Ministério da Saúde encaminhou pedido para abertura de um novo edital com 7.027 vagas, contemplando os cargos de Auditor Federal de Finanças e Controle e Técnico Federal de Finanças e Controle, nos níveis médio e superior, com remuneração de até R$ 14,2 mil. O Ministério também planeja certames para outros órgãos vinculados, como o Instituto Nacional de Câncer (INCA), com 1.498 vagas e previsão de publicação do edital em 13 de abril de 2027; o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), com 1.133 vagas solicitadas; o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INC), com 884 vagas e provas previstas para julho de 2027; e o Instituto Evandro Chagas (IEC), com 231 vagas e cronograma de publicação também estimado para abril de 2027.

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PRF e Marinha completam o panorama federal

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) segue com expectativa de novo edital para o cargo de Agente Administrativo, após solicitação de 248 vagas de nível médio, com remuneração de até R$ 5 mil. O cronograma inicial previa publicação em 2025, mas a seleção não avançou no ano anterior, aumentando a pressão por autorização no próximo ciclo.

Outro certame aguardado com grande interesse é o do Concurso Prático da Marinha, voltado à seleção de Praticante de Prático. A carreira é uma das mais valorizadas do país, com remuneração que pode variar entre R$ 50 mil e R$ 300 mil mensais. Os preparativos para a seleção em 2027 já foram iniciados.

CNU: validade estendida e terceira edição no horizonte

O Concurso Nacional Unificado (CNU) também permanece no centro das discussões para 2027. A validade da primeira edição foi estendida até 2027 para a maioria dos cargos, mantendo viva a possibilidade de convocações adicionais de aprovados. A expectativa atual do governo é a realização do CNU 3 em 2028, como parte de uma política pública permanente e bianual. A nova seleção visa suprir um déficit histórico de mais de 70 mil servidores, com reforço especialmente ao IBGE e aos Ministérios da Saúde e da Cultura.

Contexto orçamentário e perspectivas

Especialistas apontam que fatores como disponibilidade orçamentária, déficit de servidores, pedidos de autorização encaminhados ao MGI e manifestações oficiais dos órgãos são os principais indicativos de novos concursos. Nesse cenário, acompanhar a PLDO, a Lei Orçamentária Anual (LOA) e a movimentação dos órgãos federais é considerado essencial para antecipar oportunidades previstas para 2027.



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Boulos critica lobbies contra o fim da escala 6 por 1 e o Move Brasil

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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, criticou a atuação de grandes grupos econômicos em duas frentes: no Senado, onde dificultam a tramitação da proposta que acaba com a jornada 6 por 1 , e no sistema financeiro, com bancos criando obstáculos à implementação do programa Move Brasil.

O Move Brasil Aplicativos é um programa do governo federal voltado a facilitar a compra de veículos por taxistas e motoristas de aplicativos. Segundo o ministro, grupos empresariais têm travado medidas voltadas aos trabalhadores e à ampliação de oportunidades para a população de baixa renda.

As declarações foram feitas durante o programa Bom Dia, Ministro , produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) .

Boulos afirmou que os bancos estão rejeitando a maior parte dos pedidos de financiamento de veículos, tanto de taxistas como de motoristas de aplicativos, sem a apresentação de justificativas razoáveis.

“Estamos tendo três tipos de problemas principais na implementação do Move Brasil. O primeiro problema é que a maioria dos que entram com pedido de crédito têm tido o seu cadastro rejeitado, mesmo tendo o nome limpo”, disse o ministro.

Segundo ele, os bancos têm usado termos como “score, rating e taxa de risco” para não conceder crédito, o que, na avaliação do ministro, não faz sentido, uma vez que esses empréstimos têm, no governo, um fundo garantidor.

“Isso é inadmissível, porque a diferença do Move Brasil para uma linha de crédito normal de um banco é que o governo está entrando com o fundo garantidor . Se a pessoa tem nome limpo, o governo está entrando com o fundo garantidor, e esse crédito tem que ser aprovado”, acrescentou.

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Taxas

O segundo problema apontado por Guilherme Boulos é a cobrança de taxas pelos bancos para dar acesso às linhas especiais de crédito.

“Novamente os bancos desrespeitam. Começaram a cobrar entrada quando, na verdade, ninguém é obrigado a pagar a entrada. Se uma instituição bancária cobrar isso, motorista, não aceite. Procure outra instituição”, alertou.

O terceiro problema citado pelo ministro está relacionado a um link automático que deveria ligar os bancos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição que operacionaliza a linha de crédito de R$ 30 bilhões para o Move Brasil.

Mesmo assim, quem teve o crédito aprovado não está conseguindo concluir a contratação, pela falta de conexão entre as instituições, denuncia o ministro.

Boulos anunciou que o governo já está trabalhando para corrigir esses problemas.

“Vamos chamar os bancos para botar a coisa no devido lugar. Especialmente os bancos privados, que é onde têm se concentrado boa parte dos problemas”, afirmou.

Escala 6 por 1

O outro grande grupo econômico citado por Boulos atua no Senado, ajudado por seu presidente, Davi Alcolumbre, em uma movimentação contrária à aprovação da proposta que acaba com a jornada 6 por 1 .

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“Não tem justificativa para um mês uma pauta que interessa o povo brasileiro, uma pauta aprovada por mais de 70% da população brasileira, está parada numa gaveta. Ao que parece, por interesses menores”, avalia.

“Nós estamos falando de dar tempo de descanso para as pessoas. Estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão, de garantir que possam ter mais tempo com a sua família. Não foi por acaso que essa pauta ganhou força. Ela significa um grito de liberdade para o trabalhador brasileiro”, acrescentou.

Segundo Boulos, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, “está errando feio”.

“Mais do que isso, ele está brincando com fogo. Você vê que tem uma atuação dos setores empresariais, das grandes associações empresariais, de maneira descarada para atacar o fim da escala 6 por 1”, afirmou.

De acordo com o ministro, essas entidades estariam praticando “terrorismo patronal” , ao dizer que, reduzindo a jornada, haveria aumento de preços ou que a economia não aguentaria o impacto.

“Gente, isso não cola mais. Isso não cola para ninguém. Temos estudos demonstrando que o fim da escala 6 por 1 tem efeitos [positivos] no varejo, comércio, serviços, como foi com os aumentos reais do salário mínimo”, argumentou.



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