CUIABÁ

ECONOMIA

Hotel de Ponta Negra, em Natal, entra no top 10% mundial

Publicados

ECONOMIA

Um hotel localizado de frente para a praia de Ponta Negra, em Natal, no Rio Grande do Norte, conquistou neste ano o Travellers’ Choice 2026, premiação do TripAdvisor que distingue os estabelecimentos classificados entre os 10% mais bem avaliados do mundo pela plataforma. O reconhecimento marca a terceira vez que o Esmeralda Praia Hotel figura entre os premiados, após conquistas nas edições de 2023 e 2025, reacendendo o debate sobre o avanço qualitativo da hotelaria no Nordeste brasileiro e o posicionamento crescente da região em rankings internacionais de turismo.

A conquista ocorre em um contexto de expansão do turismo brasileiro e de maior influência das plataformas digitais na decisão de viagem. Baseado na experiência reportada pelos próprios hóspedes, o Travellers’ Choice é considerado um dos reconhecimentos de maior visibilidade internacional para empreendimentos do setor turístico.

Como funciona o prêmio

Segundo o TripAdvisor, o Travellers’ Choice é calculado a partir de avaliações reais de viajantes registradas ao longo de 12 meses consecutivos na plataforma, considerando volume, qualidade e consistência das notas atribuídas pelos hóspedes. A metodologia, de acesso público, confere ao prêmio ampla credibilidade como indicador de qualidade percebida, diferenciando-o de certificações técnicas ou selos concedidos por organismos do setor.

Segundo o press release oficial enviado aos ganhadores do prêmio, o TripAdvisor é a maior plataforma de orientação de viagens do mundo e conta com mais de 1 bilhão de avaliações registradas. Para Matt Dacey, diretor de marketing da plataforma, figurar entre os mais bem avaliados globalmente representa um impacto direto e mensurável deixado nos visitantes. “Estar entre os melhores percentuais de estabelecimentos globalmente significa que você causou um impacto tão memorável nos seus visitantes que muitos deles dedicaram tempo para acessar a plataforma e deixar uma avaliação positiva sobre a experiência”, afirmou o executivo.

Rio Grande do Norte no radar internacional

O Rio Grande do Norte acumula histórico de visibilidade em roteiros turísticos nacionais e internacionais. Destinos como Pipa e Genipabu aparecem em guias e plataformas de viagem voltados ao público estrangeiro, contribuindo para projetar a costa potiguar fora do Brasil. A Lonely Planet, por exemplo, descreve Pipa como um dos destinos de destaque do Nordeste brasileiro, enquanto portais internacionais como o Culture Trip incluem as dunas de Genipabu entre atrações brasileiras de interesse turístico.

Leia Também:  Servidores do Ciopaer são homenageados pelos 20 anos da instituição

O cenário acompanha um movimento nacional. Segundo dados da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), o Brasil recebeu mais de 9,2 milhões de turistas internacionais em 2025, o maior volume da série histórica, reforçando o crescimento da demanda global pelo país como destino turístico. No Nordeste, esse movimento tem se refletido de forma ainda mais intensa. Ainda segundo a Embratur, a região registrou crescimento de 50,2% na entrada de turistas estrangeiros no primeiro bimestre de 2026, recebendo mais de 150 mil visitantes internacionais no período.

A premiação de um estabelecimento hoteleiro urbano, situado na capital do estado, ocorre em um contexto de crescimento do fluxo turístico internacional para o Brasil e para o Nordeste. O reconhecimento obtido pelo Esmeralda Praia Hotel sugere que as avaliações registradas pelos visitantes não estão restritas às belezas naturais da região, mas alcançam também a infraestrutura turística e os padrões de hospitalidade oferecidos pelo destino. Em outras palavras, o crescimento do turismo internacional amplia a visibilidade do Nordeste, enquanto premiações baseadas em avaliações públicas fornecem indicadores sobre a experiência reportada pelos hóspedes.

Qualidade como estratégia competitiva

Para Gianluca D’alessandro, CEO do Esmeralda Praia Hotel, o prêmio reflete um movimento mais amplo de profissionalização do setor na região. “O que o Travellers’ Choice revela não é apenas a performance de um único estabelecimento, mas um sinal de que a hotelaria nordestina vem investindo de forma consistente em experiência, gestão e padrão de serviço. O hóspede contemporâneo compara o que encontra aqui com o que vivenciou em qualquer parte do mundo, e esse nível de exigência tem forçado uma evolução real do setor”, destacou o executivo.

Leia Também:  Piloto amplia presença feminina no Drift

D’alessandro avalia ainda que a localização do hotel, de frente para a praia de Ponta Negra, a poucos passos do mar e a menos de 10 minutos do Morro do Careca, combinada à oferta de serviços como café da manhã, lanche da tarde e jantar inclusos, estrutura de lazer com deck e piscina, academia e programação gastronômica regular, responde a um perfil de viajante que busca conveniência e qualidade sem abrir mão da proximidade com o destino. “Ponta Negra é um dos cartões-postais mais reconhecíveis do Nordeste. Estar de frente para a praia e entregar uma experiência que os próprios viajantes classificam entre as melhores do mundo é o resultado de um processo contínuo, não de uma ação pontual”, disse.

Tendência regional em consolidação

Para Ruan Henrique, supervisor de marketing do Esmeralda Praia Hotel, o Nordeste brasileiro atravessa, nos últimos anos, um processo de maturação hoteleira impulsionado por fatores combinados. “O aumento do fluxo de turistas nacionais e internacionais, a maior exigência dos viajantes estimulada pelas plataformas digitais de avaliação e o crescimento dos investimentos privados em reformas e capacitação de equipes formam um ciclo virtuoso para o setor. Os estabelecimentos que entendem esse movimento e investem em qualidade de forma consistente colhem resultados que vão além da ocupação, como reconhecimentos que projetam o destino internacionalmente”, analisa.

O reconhecimento obtido pelo Esmeralda Praia Hotel neste ano ocorre em um momento de crescimento do turismo internacional no Brasil e no Nordeste. Baseado em avaliações registradas pelos próprios viajantes, o Travellers’ Choice fornece um indicador da experiência reportada pelos hóspedes e posiciona o empreendimento entre os estabelecimentos mais bem avaliados da plataforma em nível global.



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ECONOMIA

Fabricação de produto alimentício gerou mais emprego em 2024, diz IBGE

Publicados

em

A atividade de fabricação de produtos alimentícios foi a que mais empregou no Brasil em 2024, atingindo 2,1 milhões de pessoas. O total de pessoal ocupado ficou em 8,7 milhões. A ênfase é para as indústrias de transformação, que concentraram 97,1% do total.

Entre as atividades, destacam-se também a confecção de artigos de vestuário e acessórios (551,8 mil), a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (517,1 mil) e a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (491,9 mil).

Naquele ano, o mercado de trabalho no país tinha 8,7 milhões de pessoas empregadas em 358,4 mil empresas industriais. Em salários, retiradas e outras remunerações esse contingente recebeu R$ 481,1 bilhões.

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Anual: Empresa e Produto (2024), divulgada nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ainda em 2024, a receita bruta total dessas empresas atingiu R$ 8,8 trilhões, sendo a maior parte, R$ 7,4 trilhões, obtidos com a venda de produtos e serviços industriais, R$ 695,9 bilhões em revenda e serviços não industriais e as demais receitas somando R$ 706,0 bilhões.

A receita líquida de vendas (RLV), calculada a partir da receita bruta com a dedução dos impostos sobre vendas, das vendas canceladas e dos descontos incondicionais, alcançou R$ 6,8 trilhões. As empresas tiveram ainda R$ 2,6 trilhões em Valor de Transformação Industrial (VTI). Desse total, 88,8% tiveram origem nas indústrias de transformação.

Conforme o IBGE, o VTI é a variável obtida pela diferença entre o valor bruto da produção industrial e os custos das operações.

“Representa a riqueza efetivamente gerada pela atividade industrial”, disse o gerente de Análise e Disseminação da pesquisa, Marcelo Miranda, em entrevista à Agência Brasil.

As indústrias de transformação representaram 92,9% da receita líquida de vendas da indústria nacional em 2024. Os destaques foram as atividades de fabricação de produtos alimentícios que tiveram 23,0% do total da RLV. Na sequência estão a fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, com 10,1%, da fabricação de produtos químicos, 9,2%, da fabricação de veículos automotores, reboques e carroceria, que tiveram 8,9%, e de metalurgia, que somou 6,4%.

“A fabricação de produtos alimentícios é extremamente representativa. É um dado significativo do Brasil. A economia brasileira tem muita dependência da produção e fabricação de alimentos. Era de se esperar que isso fosse também no ano de 2024, dentro da atividade industrial”, acrescentou o gerente.

Na produtividade, a extração de petróleo e gás natural ficou na frente do ranking, gerando R$ 13,3 milhões por pessoa ocupada.

Tamanho das empresas

Outro dado importante da pesquisa é que as empresas com 500 ou mais pessoas ocupadas foram responsáveis por 67,9% da receita líquida total, ao chegarem a R$ 4,6 trilhões . As médias empresas, com 100 a 499 pessoas ocupadas, foram 17,4%; as pequenas 8,7%; e as microempresas responderam por 6,1%. “O contraste é relevante, pois, embora a indústria tenha muitas empresas de menor porte, a maior parte da receita está associada a firmas de maior escala”, analisou o IBGE.

Leia Também:  Polícia Civil realiza mutirão e conclui mais de 170 inquéritos em Jaciara

Renda

Em geral, os salários, retiradas e outras remunerações somaram R$ 481,1 bilhões. Nesse montante, 94,9% do volume salarial foram pagos no setor de transformação. No total da indústria, o salário médio, calculado em salários mínimos, ficou em 3,0, sendo que na extrativa atingiu 5,4 mínimos. Nessa atividade, no entanto, o setor de extração de petróleo e gás natural, pagou 17,5 salários mínimos em 2024. Na transformação, chegou a 2,9 mínimos, sendo a atividade de fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis a de maior salário médio (7,9 salários).

Outro indicador importante é a “razão de concentração de ordem 8” (R8), medido pelo percentual do valor de transformação industrial correspondente às oito maiores empresas da indústria . Quanto maior esse índice, maior é a concentração de mercado. Em 2024, 20,2% do VTI estavam concentrados nas oito maiores empresas industriais. Nas Indústrias extrativas, o R8 foi de 50,1%, enquanto as Indústrias de transformação obtiveram 20,4%, com destaque para a extração de carvão mineral (96,5%), setor de maior concentração, e a confecção de artigos do vestuário e acessórios (9,5%), setor de menor concentração

Regiões

Na avaliação das unidades da Federação, 18 das 27 têm a atividade de fabricação de produtos alimentícios como a primeira em valor da transformação industrial . A Região Sudeste apresentou forte concentração do VTI industrial (60,3%). Na sequência, ficaram o Sul (19,1%), Nordeste (8,4%), Norte (6,3%) e o Centro-Oeste (6,0%).

“A concentração regional é um traço persistente da estrutura industrial brasileira, associada à história de formação do parque industrial, infraestrutura, mercado consumidor, redes logísticas, disponibilidade de serviços produtivos e localização de cadeias específicas”, indicou o IBGE.

São Paulo se destacou como a principal unidade da Federação no VTI industrial, atingindo 34,5% . De acordo com os pesquisadores, o estado concentra atividades diversificadas, incluindo alimentos, químicos, veículos, máquinas, produtos de metal, farmacêuticos, borracha e plástico, como também serviços produtivos e de infraestrutura.

Com forte influência de petróleo, gás e derivados, o Rio de Janeiro atingiu 12,8%, seguido de Minas Gerais com 10,8%. Nesse estado, o destaque foi mineração, metalurgia, alimentos e outros segmentos industriais.

O segundo polo industrial do Brasil é a Região Sul, tendo os destaques – Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina – entre as maiores unidades da Federação em VTI. A estrutura da região passa por alimentos, máquinas e equipamentos, veículos, indústria metalmecânica, móveis, têxteis e outros segmentos.

Leia Também:  BB agenda leilões com diversas modalidades de venda

Na Região Norte, as maiores influências são Amazonas, por causa do polo industrial de Manaus, incluindo eletrônicos e outros equipamentos, e o Pará com a mineração, especialmente metálicos.

Marcelo Miranda chamou a atenção para o desempenho do Amazonas, que, conforme informou, é a única unidade com fabricação de produtos de informática, eletrônicos e ópticos como a principal atividade.

“O Amazonas é a unidade da Federação mais relevante em termos de valor da transformação industrial da Região Norte. Isso não ocorre em nenhuma outra unidade e tem uma justificativa plausível por causa da Zona Franca de Manaus com a concentração dessa atividade”

A Bahia e Pernambuco lideram no Nordeste, com as indústrias de químicos, derivados de petróleo, alimentos, bebidas e segmentos industriais regionais.

A força crescente da agroindústria, alimentos e biocombustíveis determinam o destaque de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul no Centro-Oeste.

Para o gerente de Análise e Disseminação da pesquisa, Marcelo Miranda, o grande destaque da PIA 2024 é o desempenho da atividade de fabricação de produtos alimentícios e sua importância para a economia brasileira, principalmente na indústria de transformação, seguindo toda a cadeia produtiva do Brasil desde a agricultura até a transformação de produtos alimentícios, que é uma atividade industrial.

“Mostra o quanto a cadeia produtiva dos produtos alimentícios é importante na economia brasileira não só em pessoal ocupado, que é a atividade mais importante, como também em salários pagos”, analisou, lembrando que a atividade teve destaque em receitas e em termos regionais, quando 18 das 27 unidades a apresentaram como a que mais avançou.

Delay

Marcelo Miranda explicou que a diferença de tempo para a sua divulgação – agora está sendo apresentada a de 2024 – é decorrente de todo o processo de coleta e avaliação de dados. Primeiro, os pesquisadores precisam esperar que as empresas fechem o ano fiscal, que termina em 31 de dezembro, e analisem as informações entre março e abril. O IBGE faz a coleta durante todo o ano e depois a crítica dos dados até chegar à análise para fazer a divulgação no ano seguinte, o que provoca o delay de quase dois anos.

“Por isso que leva esse tempo um pouco longo, de um ano e meio, até conseguir divulgar a pesquisa”, disse Miranda, acrescentando que a divulgação é anual e que por causa de mudanças na metodologia de análise de dados não é possível fazer comparação com resultados de pesquisas anteriores.

Pesquisa

Segundo o IBGE, o objetivo da PIA é identificar as características estruturais básicas do segmento empresarial da atividade industrial no Brasil e “suas transformações no tempo, por meio de levantamentos anuais, tomando como base uma amostra de empresas industriais” .



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA