ECONOMIA
Modelo por assinatura redefine investimentos em tecnologia
ECONOMIA
Uma nova modalidade de acesso a equipamentos para o setor gráfico está sendo adotada por empresas que buscam alternativas ao modelo tradicional de aquisição de máquinas. Baseado em um sistema de assinatura, o serviço permite o uso de equipamentos mediante pagamento mensal, sem a necessidade de compra imediata do ativo.
O projeto, denominado RHB Signature, foi desenvolvido para o mercado de outsourcing de impressão. No modelo, o cliente utiliza os equipamentos durante o período contratual mediante pagamento recorrente e, ao final do contrato, pode optar pela aquisição do ativo, conforme as condições estabelecidas.
A proposta está alinhada a modelos de contratação já utilizados em diferentes segmentos da economia, nos quais empresas priorizam despesas operacionais recorrentes em vez da aquisição direta de ativos. Nesse contexto, destacam-se os conceitos de CAPEX (Capital Expenditure) e OPEX (Operational Expenditure).
CAPEX refere-se aos investimentos realizados na compra de bens de longo prazo, como máquinas e equipamentos, que passam a compor o patrimônio da empresa. Já OPEX corresponde às despesas operacionais recorrentes necessárias para a manutenção das atividades, incluindo contratos de assinatura, locação e serviços.
Segundo Rodolfo Villas Boas, CEO da RHB Solutions, o modelo foi estruturado para atender empresas que buscam maior previsibilidade financeira na renovação de seus equipamentos.
“Observamos que muitas empresas enfrentam desafios relacionados ao investimento inicial necessário para atualização tecnológica. O modelo de assinatura permite distribuir esse investimento ao longo do contrato, mantendo o acesso aos equipamentos durante todo o período de utilização”, afirma.
De acordo com o executivo, outro aspecto considerado na criação da solução foi a possibilidade de atualização do parque tecnológico das empresas.
“Em mercados sujeitos a constantes evoluções tecnológicas, as organizações precisam avaliar não apenas o custo de aquisição, mas também o ciclo de vida dos equipamentos. O modelo de assinatura oferece uma alternativa para que essa atualização ocorra dentro de um planejamento financeiro previamente definido”, explica.
O serviço é direcionado a empresas que desejam utilizar equipamentos de impressão sem realizar a aquisição imediata dos ativos, adotando uma estrutura baseada em despesas operacionais recorrentes.
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Laboratório Novas Histórias ganha alcance internacional
Em um cenário em que temas relacionados às infâncias e adolescências ainda aparecem de forma limitada ou estereotipada no audiovisual, o Lab Novas Histórias, fundado por Carla Esmeralda e reconhecido como o laboratório de roteiros mais tradicional do país, chega à sua 30ª edição com um novo recorte: a partir de agora será dedicado a histórias sobre ou para esse público, abrangendo não apenas obras categorizadas como infantis ou infantojuvenis, mas também as que tratem de infância e adolescência como temática central.
A trigésima edição acontece em dezembro de 2026, marcando a virada para o novo formato do Lab. A proposta é ampliar o alcance do programa, que passa a receber roteiristas de todo o mundo, e incentivar narrativas capazes de influenciar a forma como novas gerações se veem e compreendem seu lugar no mundo.
A escolha do tema responde a um cenário em que crianças e adolescentes ainda são pouco representados ou retratados nas produções culturais, apesar de serem diretamente impactados por elas. Para o Alana, que atua na promoção dos direitos de crianças e adolescentes, as narrativas exercem papel central na formação de referências, influenciando a construção de identidade, autoestima, saúde e pertencimento desde as primeiras fases da vida.
“Proteger a infância é também proteger o direito de crianças e adolescentes se enxergarem no mundo. Narrativas diversas, representativas e cheias de dignidade não são apenas entretenimento — são ferramentas poderosas de construção de identidade e de futuro. É nessa direção que o Alana segue, em cada parceria, em cada iniciativa que abraçamos”, diz Ana Lucia Villela, fundadora e presidente do Alana.
Criado em 1996 pelo Sundance Institute em parceria com a produtora Carla Esmeralda, o Lab Novas Histórias se consolidou como um dos principais espaços de desenvolvimento de roteiros no Brasil. Ao longo de 30 anos, já contribuiu para o desenvolvimento de roteiros de filmes como Cidade de Deus e Que Horas Ela Volta?, reunindo cerca de 280 projetos e 420 roteiristas e consultores nacionais e internacionais, entre eles nomes como Alexander Payne, Curtis Hanson e Anna Muylaert.
A iniciativa também dialoga com um contexto mais amplo de preocupação com a forma como jovens se percebem e se posicionam socialmente, em meio à influência crescente de conteúdos audiovisuais e digitais. Para os organizadores, incentivar roteiros comprometidos com esse público é uma estratégia para diversificar representações e abrir espaço para novas perspectivas.
Para Carla Esmeralda, o recorte desta edição aponta para o futuro do setor audiovisual. “Formar roteiristas é, em última instância, formar as histórias que chegam às telas. Incentivar narrativas voltadas à infância e adolescência hoje é influenciar diretamente os repertórios, as referências e até o tipo de sociedade que vamos construir nos próximos anos”, ressalta.
Resultados recentes do próprio laboratório colaboram para embasar a aposta. O premiado filme Feito Pipa, dirigido por Allan Deberton e vencedor do Urso de Cristal no Festival de Berlim, teve seu roteiro desenvolvido na edição de 2020 do programa, um indicativo do potencial de alcance global de histórias centradas na infância e adolescência.
Ao longo de sua trajetória, também passaram pelo programa filmes como O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, As Boas Maneiras e produções mais recentes como Levante, As Duas Irenes e A Felicidade das Coisas.
Realizado em formato imersivo, o laboratório promove encontros entre roteiristas e consultores para o desenvolvimento intensivo de projetos. A edição de 2026 será realizada entre os dias 15 e 18 de dezembro, no Grande Hotel Campos do Jordão, Hotel-escola Senac, e tem também o apoio do Projeto Paradiso, iniciativa filantrópica do Instituto Olga Rabinovich.
Informações sobre inscrições e processo seletivo devem ser divulgadas nos próximos meses.
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