ECONOMIA
Arquitetura Vintage resgata a identidade das casas no Brasil
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O mercado brasileiro de materiais de construção e acabamento registra expansão consistente, impulsionado pela valorização do patrimônio arquitetônico e pela demanda por acabamentos de referência histórica. Conforme apontam as tendências de decoração para 2026, o setor vive uma transição em que “as pessoas querem sentir que moram em uma casa com narrativa”, consolidando o movimento do maximalismo afetivo.
Esta busca por ambientes que se tornam espaços biográficos valoriza elementos de autenticidade, como o uso de materiais naturais e metais com acabamentos clássicos, corroborando a demanda crescente por componentes de alto padrão e referência histórica em projetos de interiores.
O movimento, liderado pelas gerações X e Millennials, é documentado pelo relatório Pinterest Predicts 2026, que aponta altas expressivas em buscas por termos como “latão aesthetic” (+35%), “banheiro em mármore” (+80%) e “carrinho de bar antigo” (+100%). Fabricantes especializados, como a Mac Metais Vintage, registram aumento expressivo em consultas de arquitetos e designers, sinalizando uma transformação estrutural de comportamento, não uma tendência passageira.
Esse reposicionamento cria condições objetivas para o crescimento da demanda por componentes com referência histórica, peças que não concorrem por custo, mas por densidade técnica, simbólica e pela capacidade de conferir ao ambiente caráter que a produção seriada de ciclo curto não reproduz.
No cenário global, o segmento de arquitetura e requalificação do ambiente construído registra crescimento consistente: segundo levantamento da Grand View Research, o mercado global de serviços de arquitetura foi estimado em US$ 411,67 bilhões em 2025 e deve alcançar US$ 605,62 bilhões até 2033, crescendo a uma taxa média anual de 5%. Esse avanço é impulsionado pela urbanização acelerada e pela demanda crescente por ambientes com maior qualidade técnica, eficiência e identidade formal consolidada.
“A especificação de metais de linha histórica deixou de ser uma escolha meramente estética e passou a ser avaliada como um critério técnico de projeto. Componentes com maior densidade material e referência formal consolidada demonstram desempenho superior em ciclos longos de uso”, observa Márcio Magri, CEO da Mac Metais Vintage, fabricante especializada em metais sanitários de linha histórica com sede em São Paulo.
Esse comportamento não se restringe à aquisição de peças antigas, mas abrange a demanda crescente por produtos novos que reproduzam com fidelidade técnica e formal os vocabulários construtivos de períodos anteriores, distinção relevante para o segmento de metais sanitários e acabamentos de linha histórica, cujo crescimento está ancorado na fabricação especializada e na especificação arquitetônica, não no mercado de segunda mão. “O que observamos nos últimos dois anos não é uma moda passageira. É uma mudança de mentalidade. O proprietário que reforma um imóvel histórico hoje entende que a escolha do metal, da louça, do acabamento sanitário interfere diretamente na identidade do espaço e no valor que esse espaço vai carregar ao longo do tempo”, afirma Márcio Magri. Em entrevista recente, o executivo detalha como esse movimento tem transformado o perfil da demanda no segmento. “Existe uma lacuna entre o que as pessoas querem encontrar e o que a produção em massa oferece”, completa.
Como explorado em análise recente sobre o banheiro que conta uma história, cada detalhe, da torneira ao sifão aparente, constrói uma narrativa silenciosa sobre escolhas e referências de quem habita o espaço. O registro contemporâneo desse movimento pode ser acompanhado no perfil da Mac Metais no Instagram. Projetos que articulam vocabulário histórico e linguagem contemporânea evidenciam as propriedades formais e simbólicas de materiais como bronze, latão maciço e porcelana de procedência artesanal, componentes cuja densidade material e continuidade formal distinguem-se tecnicamente dos produtos de fabricação seriada.
O dado de longevidade reforça a racionalidade por trás da escolha estética. Conforme documentado em estudo sobre a ergonomia clássica dos metais do passado, misturadores com volante em cruz, bicos extensores e sifões aparentes foram projetados originalmente para resistir ao tempo e criar experiência tátil duradoura; razão pela qual arquitetos de alto padrão continuam elegendo essas peças geração após geração.
No acervo visual do Pinterest da Mac Metais, essa trajetória é observável na continuidade do uso de determinados vocabulários formais, dos projetos de grande escala às intervenções residenciais contemporâneas ao longo de sucessivas décadas e contextos arquitetônicos distintos.
O movimento não se restringe ao universo dos imóveis tombados ou aos projetos de grande orçamento. Como detalhado na análise “Do Palácio ao Lavabo — o Resgate da Estética Vintage em Ambientes Íntimos“, a democratização do repertório histórico alcança proprietários que buscam memória e identidade sem demandar reforma estrutural completa. A orientação técnica para arquitetos e designers que especificam esses componentes pode ser encontrada no guia “Como Especificar Metais Sanitários para Clientes“, referência que evidencia como o segmento amadureceu do ponto de vista técnico para atender à crescente demanda profissional.
No Brasil, fabricantes especializados em componentes em bronze para arquitetura clássica registram aumento expressivo nas consultas provenientes de arquitetos e designers que atendem proprietários de imóveis históricos, sobretudo em centros urbanos com alta concentração de edificações do período eclético e modernista.
O movimento de retomada de referências históricas no ambiente sanitário reflete uma reorientação mais ampla do mercado de acabamentos, na qual critérios de identidade formal, densidade material e longevidade técnica passam a estruturar decisões de projeto ao lado e, por vezes, à frente dos tradicionais parâmetros de custo e praticidade.
ECONOMIA
Hotéis projetam alta ocupação durante o São João Massayó
A Prefeitura de Maceió anunciou a programação oficial do São João Massayó 2026, que acontecerá entre os dias 22 e 29 de junho. Reconhecido como um dos principais festejos juninos do país e o maior realizado no litoral brasileiro, o evento contará com uma agenda diversificada, reunindo artistas de projeção nacional e talentos locais.
Entre as atrações confirmadas estão nomes como Gusttavo Lima, Simone Mendes, Ana Castela, Zezé Di Camargo & Luciano, Alok, Xand Avião, Bell Marques e Calcinha Preta.
Pietro Coelho, sócio-diretor da rede de hotéis Ritz, que possui diversas unidades em Maceió, afirma que a divulgação da programação oficial do São João Massayó 2026 tem impacto direto e imediato nas reservas da rede hoteleira. Segundo ele, assim que os artistas e as datas são anunciados, o setor registra um aumento significativo nas buscas e confirmações, principalmente por parte de turistas de outras regiões do Brasil.
“O evento gera previsibilidade para o turista planejar a viagem, o que acelera a tomada de decisão e reduz a ociosidade típica desse período”, pontua.
De acordo com o executivo, a expectativa de ocupação dos hotéis da rede durante o evento é bastante elevada, com índices que podem se aproximar dos registrados na alta temporada. Em alguns dias específicos, especialmente nos fins de semana e nas datas com atrações mais populares, já há tendência de lotação.
“O São João Massayó vem se consolidando como um dos principais indutores de demanda do destino nesse período”, acrescenta.
Além disso, Coelho acredita que eventos como o São João Massayó são fundamentais para posicionar Maceió como uma cidade que vai além do turismo de sol e praia. Segundo ele, iniciativas desse porte ampliam a percepção do destino como um polo cultural e de entretenimento, diversificam a oferta turística e atraem novos perfis de visitantes. Conforme ressalta, esse movimento fortalece a marca da cidade em nível nacional e contribui para a redução da sazonalidade.
Perfil dos visitantes muda durante o período junino
Na avaliação de Coelho, há diferenças no comportamento dos hóspedes durante o São João em comparação com outras temporadas de alta demanda. Nesse período, o perfil do visitante é mais voltado ao lazer e ao entretenimento, com maior interesse na programação cultural e nas festividades promovidas pela cidade.
“É um público mais engajado com experiências locais, gastronomia típica e eventos. Além disso, a estadia tende a ser mais curta e concentrada em datas específicas da programação”, explica.
Para atender à demanda característica desse período, o sócio-diretor dos Hotéis Ritz destaca que a preparação envolve um planejamento estratégico das unidades, iniciado com antecedência. Segundo ele, a rede ajusta as equipes, reforça os treinamentos e adapta os serviços para atender a um público mais dinâmico, que busca experiências diferenciadas durante a estadia.
“Também criamos pacotes e ações comerciais específicas para o período, além de fortalecer parcerias com operadores e agências. O objetivo é transformar uma baixa temporada em uma oportunidade de alta performance, mantendo o padrão de qualidade e excelência da rede”, conclui.
Para mais informações, basta acessar: https://www.hoteisritzalagoas.com.br/
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