ECONOMIA
Prêmio Consciência Ambiental reúne mais de 300 lideranças
ECONOMIA
O Prêmio Consciência Ambiental Immensità encerrou sua quinta edição, consolidado como uma das principais iniciativas brasileiras de reconhecimento a projetos socioambientais desenvolvidos por empresas, instituições de ensino, organizações da sociedade civil e entidades filantrópicas. A cerimônia de premiação, realizada no último dia 2 de junho, no Espaço de Eventos Immensità, em São Paulo, reuniu mais de 300 convidados entre empresários, executivos, representantes do terceiro setor, especialistas em sustentabilidade e lideranças institucionais.
A edição de 2026 registrou um marco histórico para a premiação. Foram mais de 250 projetos inscritos, provenientes de todas as regiões do país, demonstrando o alcance nacional da iniciativa e o crescente interesse das organizações em apresentar ações alinhadas aos princípios da sustentabilidade, da responsabilidade socioambiental e da governança corporativa.
Ao todo, cerca de 30 reconhecimentos foram entregues a projetos que se destacaram em categorias que contemplam startups, micros, pequenas, médias e grandes empresas, organizações sociais, clubes de serviço, instituições de ensino, empresas de serviços e iniciativas voltadas à construção sustentável.
Um dos grandes destaques desta edição foi a criação do programa de padrinhos e madrinhas das categorias, iniciativa inédita que aproximou ainda mais a premiação de importantes lideranças nacionais. Participaram do evento nomes como Aline Khoury, madrinha da categoria destinada às organizações sociais e entidades filantrópicas; Saulo Guerra, diretor da Agência Unesp de Inovação e padrinho da categoria Startups; José Joaquim do Amaral Ferreira, presidente do Conselho da Fundação Vanzolini e padrinho da categoria Empresas; Mário César Martins de Camargo, presidente eleito do Rotary International e padrinho da categoria Clubes de Serviço; além do professor Marcelo Orlandi, também ligado ao ecossistema de inovação e empreendedorismo.
Outro momento marcante da noite foi a participação do psiquiatra, escritor e professor Augusto Cury, patrono da quinta edição do prêmio. Reconhecido internacionalmente por suas obras sobre inteligência emocional e comportamento humano, Cury conduziu a palestra “Planeta Terra, Planeta Mente: como construir o futuro sustentável da humanidade”, provocando reflexões sobre o papel das pessoas, das empresas e das instituições na construção de um futuro mais equilibrado e sustentável.
Para Claudio Moyses, idealizador do Prêmio Consciência Ambiental/Immensità, os números alcançados nesta edição refletem uma mudança importante na forma como a sustentabilidade vem sendo encarada pelas organizações brasileiras. “Quando iniciamos este projeto, nosso objetivo era criar uma vitrine para boas práticas ambientais e sociais desenvolvidas no país. Hoje vemos empresas, universidades, organizações sociais e instituições públicas entendendo que sustentabilidade não é apenas uma pauta ambiental, mas uma estratégia de desenvolvimento e longevidade. Receber projetos de todas as partes do Brasil demonstra que essa conscientização está avançando e que existe um enorme potencial de transformação sendo construído em diferentes regiões do país”, afirma.
Ao longo de suas cinco edições, o Prêmio Consciência Ambiental/Immensità vem ampliando sua relevância ao reconhecer iniciativas capazes de gerar impacto positivo em suas comunidades e setores de atuação. Mais do que premiar projetos, a iniciativa busca incentivar a disseminação de boas práticas, fortalecer a cultura da sustentabilidade e estimular novas organizações a incorporarem ações ambientais e sociais em suas estratégias de crescimento, assim como foi o próprio Espaço Immensità, que recebeu o Certificado Internacional de empreendimento de Alta Qualidade Ambiental no Brasil (AQUA n.º 001).
A edição de 2026 também ficou marcada pela parceria com a Gaia Certificadora Ambiental, responsável pela neutralização das emissões de carbono do evento e pela criação do selo ambiental Titã Verde, que passará a reconhecer os vencedores da premiação e oferecer suporte técnico para o desenvolvimento contínuo de suas práticas sustentáveis.
Vencedores do Prêmio Consciência Ambiental/Immensità 2026
Startups
- 1º lugar – BIOVALOR
- 2º lugar – VERT Soluções Ambientais
- 3º lugar – ListaGreen Portal de Conteúdo
- 3º lugar – CATU ECO
Microempresas – Ações Internas
- 1º lugar – Espaço Ecológico
- 2º lugar – Linus Gestão de Condomínios
- 3º lugar – Autônomo do Futuro
Microempresas – Ações Externas
- 1º lugar – ESG Pulse
- 2º lugar – Texugo Moda Praia
- 3º lugar – Instituto Socioambiental Gênesis
- 3º lugar – Cultura Maior
Pequenas e Médias Empresas
- 1º lugar – Mais Valor Planejamento e Gestão de Negócios
- 2º lugar – Palmeira Ambiental
- 3º lugar – DNE Diagnósticos Nordeste
Grandes Empresas – Ações Internas
- 1º lugar – Fundação Hélio Augusto de Souza (FUNDHAS)
- 2º lugar – Secretaria de Educação de Praia Grande
- 3º lugar – CNPEM
Grandes Empresas – Ações Externas
- 1º lugar – General Motors do Brasil – Gravataí/RS
- 2º lugar – Cidade Center Norte
- 3º lugar – Vale – Complexo Serra Sul
Construções Sustentáveis
- 1º lugar – Coletivo Ideias Urbanas
- 2º lugar – Fidens Construções S/A
- 3º lugar – JCS Briceno Ltda
Empresas de Serviços
- 1º lugar – Nova Era Soluções Ambientais
- 2º lugar – SAAE Passos
- 3º lugar – RF Energi Solar Instalações e Manutenção Elétrica
Clubes de Serviço
- 1º lugar – Rotary Club de São Paulo Penha
- 2º lugar – Rotary Club de Álvares Machado
- 3º lugar – Rotary Club de Marília Inovação
Exemplo de Liderança: Associação Distrital de Rotarianos 4563
ONGs, Instituições de Ensino e Entidades Filantrópicas
- 1º lugar – A.C. Camargo Câncer Center
- 2º lugar – Zona Leste Motoclube
- 3º lugar – Associação Espaço Urbano
- 3º lugar – Associação Pescador Desportivo Lutando Pela Vida
ECONOMIA
Reforma Tributária altera crédito para marcenarias MEI
A Reforma Tributária do consumo cria uma nova etapa de adaptação para marcenarias enquadradas como microempreendedor individual. Embora o regime do MEI tenha sido preservado, a nova estrutura tributária modifica a forma como créditos fiscais passam a circular nas operações comerciais, especialmente nas vendas realizadas para empresas.
O novo modelo substitui cinco tributos atuais — ICMS, ISS, IPI, PIS e COFINS — por um conjunto formado pela CBS, Contribuição sobre Bens e Serviços de competência federal; pelo IBS, Imposto sobre Bens e Serviços de competência estadual e municipal; e pelo IS, Imposto Seletivo, aplicado a produtos específicos, como cigarros e bebidas alcoólicas.
No caso do MEI, o recolhimento permanece simplificado. O microempreendedor individual continua pagando um valor fixo mensal, em guia única, sem cálculo percentual sobre o faturamento. Esse valor passa a contemplar também CBS e IBS dentro da lógica própria do regime.
A principal mudança está no ambiente ao redor do MEI. Fornecedores, clientes e órgãos fiscais passam a operar em uma estrutura mais integrada, com maior cruzamento eletrônico de informações e maior relevância para a emissão de documentos fiscais.
Simplificação do regime é mantida
O MEI permanece como o enquadramento mais simplificado entre os formatos de formalização. A apuração continua baseada em valor mensal fixo, o que reduz a complexidade tributária para profissionais que atuam em pequena escala.
Na prática, a Reforma Tributária não altera a lógica central de recolhimento do microempreendedor individual. No entanto, o novo sistema amplia a importância da conformidade fiscal e da compreensão sobre os efeitos da não cumulatividade nas relações comerciais.
Crédito tributário passa a influenciar relações comercias
No regime regular, empresas passam a aproveitar créditos amplos de CBS e IBS. No Simples Nacional, há crédito limitado e possibilidade de opção por um modelo híbrido, com destaque dos tributos por fora. Já no MEI, a venda não transfere crédito ao cliente.
A legislação trata a compra realizada junto a um MEI como consumo final. Dessa forma, o crédito gerado para o comprador é zero. Esse ponto tem pouco impacto em operações voltadas ao consumidor final, mas pode influenciar negociações com clientes empresariais.
Nas vendas para pessoas físicas, como famílias que contratam móveis planejados ou consumidores que encomendam peças sob medida para uso residencial, a ausência de crédito tributário tende a ter menor relevância. Esse público não utiliza créditos de CBS e IBS para abatimento fiscal.
Nas vendas para empresas, o cenário é diferente. Construtoras, lojistas, escritórios de arquitetura, incorporadoras e demais pessoas jurídicas podem considerar o crédito tributário na escolha de fornecedores. Nesse contexto, a compra de um fornecedor enquadrado no Simples Nacional ou no regime regular pode gerar crédito, enquanto a compra de um MEI não gera esse aproveitamento.
Segundo Ovande Bueno Junior, diretor comercial da GMAD Compmag, esse ponto exige atenção dos profissionais do setor. “Para o MEI, o principal ponto de atenção está na relação com clientes empresariais, já que a ausência de crédito tributário pode influenciar a escolha do fornecedor”, afirma.
Migração de enquadramento pode entrar no planejamento
Diferentemente do Simples Nacional comum, o MEI não possui a opção de destacar CBS e IBS por fora, modelo conhecido como regime híbrido. Para microempreendedores que atendem principalmente empresas e precisam gerar crédito tributário para os clientes, a migração para o Simples Nacional pode passar a fazer parte do planejamento.
A análise depende do perfil da clientela, do faturamento e da estratégia de crescimento da marcenaria. O limite anual do MEI permanece em R$ 81 mil. Já o Simples Nacional permite faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano, com regras próprias de tributação.
Transição ocorre de forma gradual
A implementação da Reforma Tributária não ocorre de maneira imediata. O ano de 2026 será um período de teste, com alíquotas simbólicas. Em 2027, a CBS passa a vigorar de forma plena e PIS/Cofins deixam de existir.
Entre 2029 e 2032, ICMS e ISS serão reduzidos progressivamente. Em 2033, o novo sistema passa a funcionar integralmente. Durante esse período, o MEI segue com recolhimento mensal fixo, conforme as regras do regime.
A decisão sobre permanência no MEI ou migração para outro enquadramento pode ser reavaliada ao longo da transição, conforme a evolução da clientela, do faturamento e da participação de clientes empresariais na carteira de vendas.
Emissão de nota fiscal ganha mais relevância
A Reforma Tributária também fortalece o papel da documentação fiscal nas operações comerciais. Com maior integração tecnológica, compras, vendas, transferências e recolhimentos tendem a ser acompanhados de forma mais estruturada pelos sistemas eletrônicos.
A emissão de nota fiscal eletrônica passa a ter maior peso nas relações comerciais, inclusive em operações com pessoas físicas. Para clientes empresariais, a ausência de documentação adequada pode representar perda de crédito tributário e afetar a viabilidade da contratação.
Outro ponto previsto no novo sistema é o split payment, mecanismo que permite o recolhimento automático de tributos no momento do pagamento. A medida reforça a tendência de maior rastreabilidade das operações ao longo da cadeia produtiva.
Nesse cenário, a formalização passa a ser um fator de competitividade. Para marcenarias de menor porte e com atendimento predominante ao consumidor final, o MEI segue como uma alternativa simplificada. Para negócios em crescimento e com maior participação de clientes pessoa jurídica, outros enquadramentos podem se tornar mais adequados.
A Reforma Tributária mantém o MEI dentro do sistema simplificado, mas cria novos critérios de análise para marcenarias. A ausência de crédito tributário nas vendas realizadas por microempreendedores individuais pode ter impacto limitado nas relações com consumidores finais, mas tende a ganhar relevância nas negociações com empresas.
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