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AdLocal bate recorde de leads para hospital veterinário

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O mercado pet brasileiro mantém trajetória de crescimento e amplia a participação dos serviços veterinários na economia do setor. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) indicam que o mercado pet brasileiro faturou R$ 75,4 bilhões em 2024. Na composição desse total, os serviços veterinários somaram R$ 7,7 bilhões, equivalente a 10,2% do faturamento do setor. O Brasil também ocupa posição de destaque em população pet, com cerca de 160 milhões de animais de estimação, segundo levantamento do Senado Federal com base em dados da Abinpet.

O avanço do setor acompanha mudanças na jornada de busca por atendimento veterinário. Relatório da American Pet Products Association (APPA) estima gastos de US$ 158 bilhões com pets nos Estados Unidos em 2025, com projeção de atingir US$ 165 bilhões em 2026. Já o mercado global de hospitais veterinários foi estimado em US$ 61,64 bilhões em 2024 e pode alcançar US$ 120,13 bilhões até 2033, conforme projeção da Grand View Research. O crescimento é associado à ampliação de serviços especializados e ao uso crescente de canais digitais para localização de clínicas, hospitais e serviços emergenciais.

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Pesquisas relacionadas a atendimento veterinário passaram a ocorrer com maior frequência em buscadores digitais, especialmente em situações de urgência ou em buscas por proximidade geográfica. Nesse contexto, dados acompanhados pela plataforma de relatórios Reportei, em uma operação de Google Ads conduzida pela agência AdLocal para um hospital veterinário regional, registraram taxa média de cliques (CTR) de 11,59% ao longo de aproximadamente nove meses.

Para fins comparativos, o VetMarketingReport, relatório de benchmarks voltado ao setor veterinário, aponta média de CTR de 7,39% para campanhas da indústria. Considerando o período monitorado, a taxa observada na operação ficou cerca de 57% acima do indicador agregado do segmento. No mesmo intervalo, foram contabilizadas 253 conversões atribuídas às campanhas, incluindo contatos realizados por WhatsApp, ligações originadas a partir dos anúncios e preenchimento de formulários no site.

A estrutura de mídia acompanhada considerou diferentes momentos da jornada do tutor. As campanhas de busca foram direcionadas a serviços de urgência veterinária, exames diagnósticos e atendimentos especializados, enquanto anúncios com foco geográfico reforçaram a presença do hospital em pesquisas por proximidade. Também foram utilizadas listas de palavras-chave negativas para reduzir acessos sem intenção de contratação, incluindo buscas relacionadas a cursos e termos não associados ao atendimento clínico.

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Estudos publicados no Journal of the American Veterinary Medical Association (JAVMA) e na revista Veterinary Evidence indicam que tutores chegam ao atendimento cada vez mais informados após pesquisas online sobre sintomas, especialidades e estrutura das clínicas. Segundo Filipe Ruga, CEO da AdLocal, a aderência entre intenção de busca e informação apresentada no anúncio pode influenciar o primeiro contato entre tutor e serviço veterinário. “Quando a busca por serviços veterinários acontece em momentos de urgência, a relevância do anúncio influencia a decisão do tutor”, afirma.



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Economistas propõem taxar ricos em vez de cortar gastos sociais

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Economistas e outros especialistas divulgaram um manifesto, nesta sexta-feira (30), denunciando a pressão do mercado financeiro para que o governo eleito adote um programa de corte de gastos com a finalidade de estabilizar a dívida pública.

O texto pede novo regime fiscal no país, menos rígido do que o atual arcabouço, além da mudança na meta de inflação e da tributação dos ricos no lugar de corte em despesas sociais.

Assinado por 50 profissionais, o documento afirma que a Faria Lima – avenida no centro de São Paulo, sede dos principais bancos de investimentos, corretoras, escritórios, que representa o mercado financeiro do país – quer impor um “terceiro turno” presidencial com objetivo de fazer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotar o programa de corte de despesas que seria defendido pelo candidato derrotado Flávio Bolsonaro.

“Em 25 de outubro, a maioria do eleitorado reelegeu Lula e recusou o programa de Flávio Bolsonaro, que prometia cortar R$ 190 bilhões do gasto público. Um governo eleito por um levante popular contra a ameaça bolsonarista não pode escolher a via defendida pelos mais ricos”, diz o documento.

Os especialistas argumentam que o problema da dívida pública é o custo com os juros fixados pelo Banco Central (BC), e não com os gastos da União. A dívida bruta do Brasil alcançou 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto deste ano. Em 2022, a dívida estava em 71,7% do PIB.

O texto aponta como o principal responsável pelo aumento da dívida os juros reais praticados no Brasil , que são os maiores do mundo segundo ranking da Moneyou. Nos últimos doze meses, os juros consumiram mais de R$ 1,1 trilhão do orçamento público, o que representa 8,9% do PIB brasileiro, segundo o BC.

“O gasto com juros é mais de catorze vezes o déficit primário de R$ 82 bilhões. A inflação de doze meses, de 4,58% em setembro, passou do teto por causa da energia e dos alimentos, choques que a Selic [taxa de juros definida pelo BC] não corrige”, diz o manifesto.

O Banco Central justifica os juros elevados, entre outros motivos, devido as pressões inflacionárias e aos déficits fiscais primários nas contas públicas. Segundo a autoridade monetária, os gastos primários acima da arrecadação pressionam a inflação.

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Tributação de Altas Rendas

No lugar de um corte de gastos públicos , o que poderia afetar áreas sociais, os economistas defendem antecipar para o próximo ano a tributação mínima de 10% para pessoas de altas rendas, que recebem acima de R$ 600 mil por ano, conforme aprovada pela Lei 15.270 de 2025.

Isso, porque a nova regra só vale para declaração de 2027 com lucros acumulados até 2025 podendo ser distribuídos sem imposto até 2028.

“Se aprovada por lei até 31 de dezembro, uma nova tributação do topo vale já em janeiro. Ela deve alcançar dividendos, juros sobre capital próprio e aplicações isentas. É preciso também rever isenções, regimes especiais e incentivos, que somam R$ 612,8 bilhões em gastos tributários”, diz o comunicado.

No Brasil, os recursos pagos aos acionistas por meio de dividendos são isentos de pagamento de Imposto de Renda (IR).

Selic e meta de inflação

O manifesto pede ainda que o Banco Central não promova nenhuma nova alta da taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano, e pede medidas para que a queda dos juros chegue às famílias e pequenas e médias empresas endividadas.

Outra proposta é a revisão da meta da inflação, usada pelo BC para fixar os juros. Atualmente, o centro da meta de inflação está em 3% ao ano e é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), onde o governo federal tem maioria de votos.

“Um novo decreto deve suprimir a carência de 36 meses criada em 2024 para mudar a meta. Propomos retomar o centro de 4,5%, vigente de 2005 a 2018, alongar o horizonte de convergência e dar peso efetivo ao pleno emprego, que a lei já inclui entre os objetivos do Banco Central”, diz o manifesto.

Nova regra fiscal

Outra proposta é a aprovar no Congresso Nacional, ainda neste ano, nova regra fiscal para o Brasil que substitua o arcabouço fiscal, que limita o crescimento real das despesas a até 2,5% ao ano e até 70% do crescimento da receita.

“O limite atrelado a 70% da receita é incompatível com pisos de saúde e educação que crescem com a receita. As regras fiscais atuais também inibem os desafios do próximo mandato, como a reindustrialização com transição ecológica, que depende de investimento público, de aportes nas estatais e do crédito do BNDES”, diz o texto.

O manifesto sugere que uma nova lei complementar deve excluir dos limites fiscais tanto o investimento público, o Bolsa Família e os pisos da saúde e educação, quanto os aportes nas estatais e no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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Críticas ao ajuste fiscal

Os especialistas ainda criticam membros do governo que tem defendido, nos últimos dias, medidas de ajuste fiscal, como o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

“O programa derrotado volta pela porta da Fazenda. Já vimos esse filme. Em 2024 e 2025, a Fazenda apertou o orçamento enquanto o Banco Central elevava a Selic de 10,5% para 15%. A avaliação positiva do governo caiu de 36% para 24%”, diz a nota.

Os especialistas ainda argumentam que o ajuste fiscal de 2015 realizado pela presidente Dilma Rousseff contribuiu para recessão econômica daquele período, o que teria aberto caminho para o impeachment da petista.

“Diante de um Congresso mais hostil, com 121 deputados do PL e 49 senadores de direita a partir de fevereiro, repetir a receita pode enfraquecer o apoio obtido nas ruas para a reeleição de Lula e tornar seu governo vulnerável a um novo golpe parlamentar”, diz o manifesto.

Entre os economistas que assinam o texto, estão os professores da Unicamp, Pedro Paulo Zahluth Bastos e Simone Deos, da Universidade de Brasília (UnB), Maria de Lourdes Rollemberg Mollo, da Queen’s University Belfast, Alfredo Saad Filho, e da Universidade Federal Fluminense, Juliane Furno



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