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Corpo de Bombeiros combate três incêndios em veículos em rodovias e área urbana

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu três incêndios em veículos entre sábado (21.2) e a madrugada deste domingo (22.2), nos municípios de Cáceres, Primavera do Leste e Sinop.

A primeira ocorrência foi registrada por volta de 1h30 deste domingo (22.2), no bairro Maracanãzinho, em Cáceres (220 km de Cuiabá). A equipe da 2ª Companhia Independente Bombeiro Militar (2ª CIBM) foi acionada para combater um incêndio em veículo automotor.

No local, os bombeiros encontraram um caminhonete com o capô aberto e grande quantidade de fumaça saindo da região do painel. Durante a avaliação, foi verificada a presença de resíduos de Pó Químico Seco (PQS) dentro e fora do veículo, indicando uma tentativa anterior de combate às chamas, além do aumento da fumaça e da temperatura na parte interna do painel.

Diante da situação, os militares iniciaram o combate direto ao foco do incêndio, realizando a abertura necessária para acesso à área atingida e o resfriamento até a eliminação total do calor e da fumaça. Ninguém ficou ferido.

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Ainda durante a madrugada deste domingo, por volta das 2h52, o CBMMT recebeu o chamado da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para combater outro incêndio em caminhonete, desta vez registrado na BR-070, km 249, em Primavera do Leste (243 km de Cuiabá).

Ao chegar ao local, os militares se depararam com o veículo totalmente tomado pelo fogo às margens da rodovia.

De imediato, a equipe da 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar (6ª CIBM) iniciou o combate às chamas utilizando equipamentos e técnicas especializadas, conseguindo extinguir o incêndio rapidamente, com o emprego de aproximadamente dois mil litros de água.

Segundo o condutor da caminhonete, o incêndio teria começado de forma espontânea. Ao perceber o início da combustão, ele interrompeu o percurso e parou o veículo no acostamento da via. Não houve vítimas.

Já no dia anterior, na tarde de sábado (21.2), por volta das 17h10, a equipe do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) foi acionada via 193 pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) para atendimento a uma ocorrência de incêndio em uma carreta que transportava alimento perecível na BR-163, altura do km 868, no município de Sinop (480 km de Cuiabá).

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Ao chegar ao local, os bombeiros constataram que o incêndio estava concentrado nos pneus traseiros da carreta e iniciaram imediatamente o combate direto às chamas, evitando a propagação do fogo para outras partes do veículo e maiores danos.

Para a extinção completa do incêndio, foram utilizados aproximadamente três mil litros de água. Não houve registro de vítimas, apenas danos materiais.

Fonte: Governo MT – MT

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Leis aprovadas pela ALMT reforçam combate ao cigarro e alertam sobre riscos do vape à saúde

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O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, pods ou cigarros eletrônicos. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possui legislações voltadas à proteção da saúde pública e ao combate ao tabagismo, além de promover ações de cuidado e prevenção por meio do QualiVida – Programa de Saúde e Qualidade de Vida da ALMT.

Entre as legislações em vigor está a Lei nº 9.256/2009 , que proíbe o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em ambientes coletivos públicos e privados fechados no estado. A norma também determina a criação de ambientes livres de fumaça e prevê medidas de fiscalização e orientação.

Mais recentemente, a Assembleia aprovou a Lei nº 12.302/2023 , de autoria da deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que ampliou as restrições aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), proibindo o uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos. A legislação inclui produtos conhecidos como e-cigarettes, vapes e pods, utilizados como alternativa ao cigarro convencional ou apresentados como tratamento para o tabagismo.

Para o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, que atua no QualiVida da ALMT, além do tratamento, as políticas públicas e a informação de qualidade são fundamentais no combate ao tabagismo.

“As leis que restringem o uso do cigarro e dos dispositivos eletrônicos ajudam a proteger a população, reduzem a exposição passiva à fumaça e contribuem para evitar que o hábito de fumar seja normalizado entre adolescentes e jovens”, destacou.

O médico alerta que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.

“O cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas. A nicotina provoca dependência intensa, enquanto outras substâncias causam inflamações, lesões pulmonares e doenças cardiovasculares”, explicou.

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Segundo o especialista, entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão câncer de pulmão, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto, AVC e hipertensão arterial. Ele também destacou os prejuízos causados pelo tabagismo passivo.

“Pessoas que convivem diariamente com fumantes também adoecem. Crianças, idosos e gestantes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da fumaça”, afirmou.

O pneumologista chama atenção ainda para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Apesar de muitas vezes serem divulgados como menos prejudiciais, os dispositivos eletrônicos apresentam riscos graves à saúde.

“Muitos jovens acreditam que estão inalando apenas vapor de água, mas esses dispositivos possuem nicotina, metais pesados e substâncias químicas capazes de causar inflamação pulmonar importante e dependência química”, alertou João Paulo.

Entre os principais problemas associados ao uso de vape estão tosse persistente, falta de ar, irritação das vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite e até lesões pulmonares graves, conhecidas internacionalmente como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico ou Vape).

Na prática clínica, segundo o médico, também é comum o chamado “uso dual”, quando a pessoa utiliza simultaneamente o cigarro convencional e o eletrônico, aumentando ainda mais os danos à saúde.

João Paulo ressalta que não existe forma segura de fumar e destaca que parar de fumar é uma das decisões mais importantes para a qualidade de vida e prevenção de doenças.

“O tratamento da dependência da nicotina muitas vezes exige acompanhamento médico e psicológico. O mais importante é buscar ajuda e entender que recaídas podem acontecer durante o processo”, orientou.

A experiência de quem conseguiu abandonar o vício reforça os benefícios dessa decisão. O técnico em mecânica industrial e refrigeração comercial, Roberto Tsuzuki Müller, de 55 anos, fumou dos 18 aos 48 anos e está há sete anos sem fumar. Ele conta que a decisão de abandonar o cigarro foi motivada por uma série de acontecimentos familiares e pela percepção dos impactos do tabagismo em sua rotina.

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“Uma sequência de mortes e casos de câncer entre familiares me fez refletir. Minha esposa também fumava e parou após perder o pai para a doença. Eu comecei a me sentir mal por causa do cheiro do cigarro e percebi que precisava mudar. Usei adesivos de nicotina, mas, acima de tudo, é preciso ter decisão. Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, relatou.

Embora praticasse atividades físicas regularmente, como ciclismo e downhill, Roberto conta que não sentia falta de ar nem limitações que o levassem a pensar em abandonar o cigarro. Com o passar do tempo, porém, outros efeitos do tabagismo passaram a incomodá-lo cada vez mais, como o cheiro impregnado nas roupas e a perda do prazer de sentir o sabor dos alimentos.

“O que mais senti quando parei foi o prazer de comer e perceber melhor o sabor dos alimentos. Também me senti mais limpo. O cigarro deixa a pessoa com mau hálito, dentes amarelados e uma sensação constante de sujeira. Além disso, existe o gasto financeiro, que acaba pesando com o tempo”, destacou.

Embora não tenha precisado de acompanhamento psicológico para abandonar o vício, ele considera o suporte profissional importante para muitas pessoas que enfrentam dificuldades durante o processo.

“Eu não precisei de ajuda psicológica, mas considero fundamental para quem está tentando parar. Cada pessoa tem uma experiência diferente e todo apoio pode fazer a diferença”, afirmou.

A mensagem que Roberto deixa para quem ainda fuma ou utiliza dispositivos eletrônicos é direta: “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”.

 



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