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Conab estima produção brasileira de grãos em 354,8 milhões de toneladas na safra 2025/26

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A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou o segundo levantamento para a safra de grãos 2025/26, projetando uma produção total de 354,8 milhões de toneladas, praticamente estável em relação à estimativa anterior.

A área plantada prevista para esse ciclo é 84,4 milhões de hectares, representando um aumento de 3,3% em comparação ao ciclo anterior.  A produtividade média nacional esperada é de cerca de 4,2 t/ha (4.203 kg/ha), embora a Conab alerte para riscos elevados devido a fatores climáticos.

Quanto às principais culturas:

  • Soja: Continua sendo a cultura mais dominante. A área plantada de soja deve atingir 49,1 milhões de hectares(+3,6% em relação ao ciclo anterior), com uma produção estimada de 177,6 milhões de toneladas.  A Conab observou atrasos no plantio em estados como Goiás e Minas Gerais por causa da falta de chuvas, enquanto em Mato Grosso o ritmo está alinhado com o ciclo de 2024, embora haja instabilidade climática.

  • Milho: A projeção para as três safras do milho somadas é de 138,8 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 1,6% em relação ao ciclo anterior. A primeira safra de milho tem previsão de crescimento de 7,1%, com uma produção esperada de 25,9 milhões de toneladas.  No entanto, a Conab destaca que eventos climáticos (como ventos fortes e granizo, especialmente no Paraná) podem afetar negativamente essas estimativas.

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A Conab também chama a atenção para a variabilidade climática: algumas regiões enfrentam irregularidade nas chuvas, como em Mato Grosso e Goiás, enquanto outras, como partes do Paraná, têm sofrido com excesso de precipitação — fatores que podem alterar o desempenho das lavouras nas próximas semanas.

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Mato Grosso lidera produção de grãos no Brasil e concentra 59,7% do gergelim nacional

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Foto Rafael D Marques / Secom

Mato Grosso segue na liderança da produção agrícola brasileira e amplia seu protagonismo com o fortalecimento de novas culturas. Dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado em setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o Estado permanece como o maior produtor nacional de grãos e se destaca como principal produtor de soja, milho e gergelim.

Segundo o levantamento, Mato Grosso responde por 32,1% de toda a produção brasileira de grãos em 2026, mantendo ampla vantagem sobre os demais estados. A estimativa nacional é de uma safra recorde de 352,9 milhões de toneladas, o maior volume da série histórica do IBGE.

O principal destaque da divulgação é o gergelim, que vem se consolidando como uma cultura de importância crescente para a agricultura brasileira, especialmente no Cerrado. Mato Grosso lidera a produção nacional com estimativa de 212,7 mil toneladas, o equivalente a 59,7% de todo o gergelim produzido no país.

A produção nacional da oleaginosa foi estimada em 356,3 mil toneladas, em uma área de 575 mil hectares. No próprio levantamento, o IBGE destaca que o avanço da cultura reflete sua crescente importância para a agricultura brasileira e ressalta o protagonismo de Mato Grosso nesse cenário: “A produção do gergelim em Mato Grosso apresentou crescimento expressivo na última safra, tendo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) estimulado investimentos”, reforçando o papel do Estado na expansão da cultura no país.

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A expansão da cultura ocorre principalmente em regiões como o Araguaia, onde o gergelim tem se mostrado uma alternativa ao milho segunda safra em locais com maior risco de estiagem antecipada. Cultivado após a colheita da soja, entre o fim de fevereiro e o início de março, o gergelim possui ciclo de aproximadamente 120 dias e hoje tem perfil fortemente exportador, com cerca de 99% da produção mato-grossense destinada ao mercado externo.

Para a secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa, a diversificação da produção acompanha as mudanças no cenário agrícola e as oportunidades que surgem para o produtor mato-grossense, em um trabalho construído a partir do diálogo com o setor.

“Manter Mato Grosso na liderança exige um trabalho permanente de parceria com o setor produtivo. O Estado tem atuado para fortalecer as cadeias que já são consolidadas, mas também para abrir espaço para novas culturas e novas oportunidades de mercado. O avanço do gergelim é um exemplo desse movimento de diversificação, que acontece sem perder de vista a força da soja, do milho e de outras culturas. É esse trabalho conjunto que permite ao Estado continuar crescendo e, ano após ano, ampliar seu protagonismo na produção agrícola brasileira”, afirma.

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Além do avanço do gergelim, Mato Grosso manteve a liderança na produção nacional de soja, com estimativa de 50,7 milhões de toneladas em 2026. O volume representa crescimento de 1% em relação ao ano anterior, mantendo o Estado responsável por 29% de toda a produção brasileira.

No milho, Mato Grosso também permanece como principal produtor brasileiro. A estimativa é de 57,1 milhões de toneladas, mais da metade de toda a produção nacional, estimada em 141,8 milhões de toneladas.

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