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Comissão de Agricultura ouve ministro sobre preço de alimentos, reforma agrária e invasões de terra

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A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados promove, nesta terça-feira (6), reunião com o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.

Ele deve falar sobre reforma agrária, invasões promovidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, preço dos alimentos, benefício Garantia-Safra e planos para 2025.

O debate atende a pedido dos deputados Albuquerque (Republicanos–RR), João Daniel (PT-SE), Evair Vieira de Melo (PP-ES), Domingos Neto (PSD-CE) e da deputada Coronel Fernanda (PL-MT). A reunião será realizada a partir das 14 horas, no plenário 2.

Regularização de terras
Coronel Fernanda quer que Paulo Teixeira explique as medidas do ministério relacionadas à regularização fundiária e as ações do governo para resolver a insegurança e os conflitos no campo.

“A regularização fundiária no Brasil é um desafio histórico que urge ser superado de uma vez por todas”, afirma Coronel Fernanda.

Os problemas fundiários, segundo ela, geram impactos de âmbito jurídico, social, econômico e ambiental. “No campo, os efeitos mais evidentes são a violência no campo, o mau funcionamento do mercado de terras e o desmatamento ilegal.”

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Coronel Fernanda diz que o processo de regularização é moroso e lista desafios que precisam ser enfrentados, como a falta de um cadastro único de terras e entraves burocráticos.

Abril Vermelho
O ministro também terá que dar explicações sobre as ações do governo para prevenir os crimes supostamente anunciados por movimentos sociais durante o período denominado Abril Vermelho.

“Sob o pretexto de pressionar o governo por avanços na pauta da reforma agrária, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) tem instaurado, ano após ano, verdadeira campanha de terror no campo”, critica Evair Vieira de Melo.

“Neste ano, o MST ampliou sua escalada de violência”, denuncia o deputado. E cita a invasão de área produtiva da empresa Suzano em Aracruz, no Espírito Santo, e de propriedades privadas na Chapada Diamantina, na Bahia; além da ocupação de terras da União em Limoeiro do Norte, no Ceará, e de prédios públicos em Alagoas, São Paulo e no Mato Grosso.

Garantia-Safra
A pedido de Domingos Neto, o ministro deve esclarecer ainda os critérios usados para a concessão do benefício Garantia-Safra. O deputado questiona a Portaria 139/25, que autorizou o pagamento do benefício em alguns municípios cearenses, mas excluiu outros limítrofes que sofreram as mesmas intempéries climáticas.

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“Quais fatores foram considerados na escolha dos municípios, quais os
processos de análise e avaliação adotados para não abranger todos os municípios
do estado?”, questiona Domingos Neto.

Preço de alimentos e planos para 2025
Por fim, o deputado Albuquerque quer que o ministro explique o que o governo está fazendo para conter o aumento do preços dos alimentos; e o deputado João Daniel pede que Paulo Teixeira apresente os resultados das políticas de sua Pasta e as ações previstas para este ano.

Da Redação – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

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Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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Foto Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.

Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.

Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.

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