MATO GROSSO
Sema apresenta experiência de MT no manejo integrado do fogo em seminário internacional
MATO GROSSO
O Plano de Ação de Combate ao Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais de Mato Grosso foi apresentado, nesta quarta-feira (2.4) no Seminário Internacional de Manejo Integrado do Fogo no Pantanal, realizado em Campo Grande (MS). A palestra foi ministrada pelo secretário executivo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), Alex Marega. O evento termina nesta sexta-feira (4).
Durante a palestra, o secretário executivo da Sema destacou que o governo do Estado de Mato Grosso ampliou em 68% o montante de recursos destinados à execução do plano, se comparado ao ano passado, quando foram destinados R$ 74 milhões. Enfatizou que os investimentos anuais saltaram de R$ 32 milhões, no ano de 2020, para R$ 125 milhões em 2025.
Marega explicou ainda que as linhas de ação contemplam medidas voltadas à gestão, monitoramento, responsabilização, fiscalização, prevenção e combate, proteção da fauna e comunicação. Adiantou que este ano seis aeronaves estarão trabalhando no combate ao fogo.
“Teremos ainda a realização de aceiros pela Secretaria de Estado de Infraestrutura nos três municípios que têm o maior risco de incêndios no Pantanal. Entre prevenção e combate ao fogo, foram reservados quase R$ 70 milhões”, afirmou o secretário executivo da Sema.
A programação do Seminário Internacional de Manejo Integrado do Fogo no Pantanal contemplou também discussões sobre a importância da integração do conhecimento ecológico no manejo integrado do fogo, responsabilização e planos de prevenção, entre outros temas.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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