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Magno Malta diz que Bolsonaro não cometeu crime e condena decisão do STF

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Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (26), o senador Magno Malta (PL-ES) afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro não cometeu crime e está sendo vítima de perseguição. O parlamentar condenou a decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou Bolsonaro réu por tentativa de golpe de Estado.

— Hoje o mundo recebe (nada que seja novo para nós) o fechamento de um linchamento que vem há anos, há quase sete anos. Eu sou testemunha ocular dessa tentativa de desmerecer, derreter, linchando, a cada 30 segundos, um homem.

Na avaliação do senador, o objetivo seria tirar Bolsonaro do jogo político.

— Esse fechamento do Supremo, que nós já sabíamos que iria acontecer, é culpa desta Casa. Esta Casa é responsável pela irresponsabilidade em que vive o Supremo Tribunal Federal! Quem está falando aqui é quem tem autoridade moral, porque sabatinei todos os cinco [ministros da 1ª Turma] que lá estavam. E eles são o estelionato jurídico.

Magno Malta defendeu o ex-presidente, dizendo que ele não cometeu crimes e ainda promoveu benefícios para o país, como a transposição do Rio São Francisco, o Auxílio Emergencial na pandemia, a compra de vacinas contra a covid-19.

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— Eu espero que nós aqui, do alto desta tribuna que é a nossa trincheira, cumpramos o nosso papel enquanto senadores da República, para que nós possamos fazer o enfrentamento a essa sanha autoritária que vive o Supremo Tribunal Federal.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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