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Polícia Civil prende professor de vôlei que assediava alunos em Rondonópolis

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) de Rondonópolis, cumpriu, nesta terça-feira (11.3), dois mandados de prisão preventiva contra um professor de vôlei, investigado por assediar alunos, com idades entre 12 e 16 anos.

As ordens judiciais contra o professor, de 49 anos, foram expedidas pela Vara Especializada de Violência Doméstica de Rondonópolis, após duas investigações conduzidas pela Polícia Civil, de inquéritos policiais dos anos de 2022 e 2024.

Um dos mandados foi decretado com base em investigações de inquérito policial instaurado no ano de 2024, em que foi apurado o envolvimento do professor nos crimes de adquirir, possuir ou armazenar fotografia ou vídeo de pornografia envolvendo criança ou adolescente, previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA).

A outra ordem judicial foi decretada no processo judicial em andamento, relacionadas às investigações de 2022, que apuraram o crime de assédio sexual e estupro de vulnerável.

As investigações apontaram que o professor assediava os alunos, oferecendo benefícios nos treinos, como posições de destaque nos jogos e a participação em campeonatos, assim como valores em dinheiro ou transferência PIX em troca das fotografias e vídeos íntimos das vítimas. Após receber as imagens, o professor pedia para que os alunos apagassem as fotos para não deixar provas dos assédios praticados.

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Com base nos elementos apurados, o delegado da Deddica, Fernando Fleury, representou pela prisão preventiva do investigado, que foi deferido pela Justiça, ocasião em que já havia a outra ordem de prisão em aberto em razão da investigação anterior.

As ordens de prisão contra o professor foram cumpridas, na manhã desta terça-feira (11), no bairro Vila Aurora. Após ter os mandados cumpridos, ele foi conduzido à 1ª Delegacia de Polícia de Rondonópolis para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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