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Polícia Civil prende psicólogo que abusava sexualmente de suas irmãs em Cáceres

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Um psicólogo suspeito de abuscar sexualmente de suas duas irmãs, atualmente com 15 e 20 anos de idade, teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, na manhã desta sexta-feira (19.02), em mais uma ação da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cáceres (228 km a oeste de Cuiabá).

A prisão do suspeito de 32 anos foi realizada na cidade de Londrina (PR) e contou com o apoio da Polícia Civil do estado do Paraná. A ação faz parte da Operação Monstrum Domi (monstro em casa), deflagrada pela DEDM de Cáceres, para combate aos crimes sexuais ocorridos no município.

O suspeito é filho do mesmo pai das vítimas e abusava das duas meias-irmãs desde que elas eram menores de idade. Ele ameaçava as vítimas para que elas não contassem sobre os abusos para a família.

As investigações iniciaram no dia 28 de dezembro, quando as vítimas procuraram a Delegacia da Mulher de Cáceres, para denunciar os abusos sofridos pelo irmão. Segundo as informações, a irmã mais velha era obrigada a manter relações com o suspeito e chegou a ser ameaçada de morte pelo irmão, quando começou a namorar.

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Já a vítima de 15 anos era constantemente assediada pelo suspeito, que aproveitava os momentos em que ela ficava sozinha, para praticar os abusos. Diante da gravidade dos fatos, a delegada titular da DEDM, Paula Gomes Araújo, representou pela prisão preventiva e busca e apreensão contra o investigado, que foram deferidos pela Justiça.

Ao saber que estava sendo investigado pela Polícia Civil, o suspeito fugiu da cidade e foi para casa da mãe na cidade de Londrina (PR). Com informações do paradeiro do investigado, a equipe da DEDM entrou em contato com a Polícia Civil de Paraná, que deu cumprimento à ordem de prisão contra o suspeito.

Em Cáceres, os policiais da DEDM deram cumprimento ao mandado de busca e apreensão na residência do investigado, onde foram apreendidos um notebook, uma balança de precisão.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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