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Botafogo empata com Boavista em jogo de retorno de Caçapa e estreia de Rwan Cruz

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No primeiro jogo do retorno de Cláudio Caçapa, o Botafogo ficou mais pressionado no Campeonato Carioca. Neste sábado, com um time reserva, o Fogão empatou com o Boavista por 1 a 1, no Estádio Elcyr Resende, em Bacaxá, pela 10ª rodada do Estadual.

Retorno de Caçapa e busca por técnico

Em 2023, Caçapa comandou o Botafogo por quatro jogos (venceu todos) como interino e foi para o RWD Molenbeek, da Bélgica. Agora, ele retornou como auxiliar permanente e para comandar o time de forma interina no lugar de Carlos Leiria, enquanto o clube procura um novo técnico.

Estreia de Rwan Cruz e foco na Recopa

De olho na Recopa Sul-Americana, o Botafogo poupou o time principal e entrou com os reservas contra o Boavista. Além do retorno de Caçapa, o duelo deste sábado marcou a estreia do centroavante Rwan Cruz, contratado junto ao Ludogorets, da Bulgária.

O Jogo

O Boavista teve a primeira chance de perigo, com Matheus Alessandro chutando para fora após bom passe de Zé Vitor. O Botafogo respondeu com Kauê, mas também sem sucesso.

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Aos 37 minutos, Zé Mateus cruzou e Marcos Paulo finalizou, Léo Linck defendeu, mas Zé Vitor aproveitou o rebote para abrir o placar para o Boavista.

No segundo tempo, o Botafogo quase empatou logo no início, com Kauê e Rwan Cruz perdendo boas chances. Caçapa fez mudanças na equipe, e Kayke Queiroz empatou aos 32 minutos, após cruzamento de Cuiabano. O jogo terminou empatado em 1 a 1.

Próximos desafios

Com o empate, o Botafogo agora tem 13 pontos e está na quinta colocação do Campeonato Carioca. O Fogão aguarda o restante da rodada para definir suas chances de classificação para a semifinal. Já o Boavista, com 11 pontos, está na décima colocação.

O Botafogo agora se prepara para a decisão da Recopa Sul-Americana, com o jogo de ida contra o Racing na quinta-feira, na Argentina. Pelo Campeonato Carioca, o próximo compromisso é contra o Vasco, no domingo, em São Januário.

O Boavista, por sua vez, tem compromisso pela Copa do Brasil, recebendo o CSA na quarta-feira. No Carioca, enfrenta o Volta Redonda no domingo.

FICHA TÉCNICA

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BOAVISTA 1 X 1 BOTAFOGO

Local: Estádio Elcyr Resende, Bacaxá (RJ)
Data: 15/02/2025
Horário: 19h (de Brasília)
Público: 2.619 presentes
Árbitro: Júlio Cesar de Oliveira
Assistentes: Gustavo Mota Correia e Ana Vitória Trindade Ferreira
VAR: Pathrice Wallace Corrêa Maia
Cartão amarelo: Vitor Ricardo, Abner Vinícius, Leandrinho, Diego Loureiro e Lucas Café (Boavista) e Kauê, Kauan Toledo e Rwan Cruz (Botafogo)
Gols: Zé Vitor, aos 37′ do 1ºT (Boavista); Kayke Queiroz, aos 32′ do 2ºT (Botafogo)

BOAVISTA: Diego Loureiro; Vitor Ricardo, Sheldon, Xandão e Mascarenhas; Zé Mateus, Leandrinho (Victor Yan) e Marcos Paulo (Gabriel Conceição); Matheus Alessandro (Lucas Café), Abner Vinícius (Resende) e Zé Vitor (Luisinho). Técnico: Roberto Fonseca.

BOTAFOGO: Léo Linck; Mateo Ponte, Serafim, David Ricardo (Kauã Branco) e Cuiabano; Patrick de Paula, Newton e Kauê (Vitinho Lopes); Yarlen (Kauan Toledo), Rafael Lobato (Kayke Queiroz) e Rwan Cruz. Técnico: Cláudio Caçapa.

Fonte: Esportes

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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