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Fluminense perde para o River pela Copa Libertadores

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No Monumental de Núñez, o Fluminense foi superado por 2 a 0 pelo River Plate nesta quarta-feira (07/06). A equipe, que contou com os tricolores lotando o setor visitante, se entregou em campo. Do início ao fim da partida, o Tricolor buscou impor seu estilo de jogo e criou boas oportunidades, mas não conseguiu marcar. Mesmo com o resultado da quinta rodada, a equipe segue na liderança do Grupo D da competição, com 9 pontos.

Sob comando do técnico Fernando Diniz, a equipe volta a campo no domingo (11/06) para a décima rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto, contra o Goiás, ocorre às 18h30, no Serra Dourada.

PRIMEIRO TEMPO

Em clima de Libertadores, a partida começou agitada. A primeira boa chegada do Fluminense aconteceu aos 11 minutos, quando Samuel Xavier avançou pelo meio, mandou uma bomba de fora da área e parou no goleiro. Aos 22, o Tricolor conseguiu transição rápida da defesa para o ataque em lançamento de Cano para Arias. O colombiano tocou para o meio, Samuel fez o corta-luz e Lima bateu colocado, rente à trave.

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Aos 33 minutos, a equipe roubou a bola na zona ofensiva, e André, após tabelar com Ganso, achou passe para Cano, que balançou a rede pelo lado de fora. Aos 38, Arias trocou passes com Guga e tocou rasteiro para Ganso dentro da área. O camisa 10 tentou tirar do goleiro e mandou por cima. Na sequência, Arias aproveitou erro do adversário, invadiu a área e bateu firme para fora.

SEGUNDO TEMPO

Aos 4 minutos da segunda etapa, Beltrán abriu o placar para o River Plate. Aos 16, Arias passou pela marcação no lado esquerdo e achou Lima bem posicionado na área, mas o meia bateu por cima. Aos 19, Lima cruzou e Cano desviou de cabeça, exigindo boa defesa do goleiro. Com boas movimentações, a equipe seguiu buscando o empate e chegou com perigo aos 27, quando, em contra-ataque, Ganso achou Cano, que tentou o passe para Arias na área, mas a defesa fez o corte.

Aos 37, Cano levantou na área, o goleiro soltou e Nino aproveitou para desviar. Na sobra, Arias cruzou de volta para o zagueiro, que cabeceou para fora. Três minutos depois, Lima cruzou e Lelê cabeceou nas mãos do goleiro. No tempo extra, Barco ampliou para a equipe adversária, de pênalti.

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FICHA TÉCNICA

RIVER 2 x 0 FLUMINENSE 

Libertadores – Fase de grupos (5ª rodada)

07/05/2023, 21h – Monumental de Núñez

River Plate: Armani; Herrera (Díaz), Robert Rojas, González Pirez e Casco; Aliendro, De la Cruz (Palavecino) e Solari (Paradela); Nacho Fernández (Kranevitter), Barco e Beltrán (Borja). Técnico: Martín Demichellis

Fluminense: Fábio; Samuel Xavier (John Kennedy), Nino, Felipe Melo e Guga (Gabriel Pirani); André, Martinelli (Lelê), Lima e P.H. Ganso; Jhon Arias e Germán Cano. Técnico: Fernando Diniz

Gols: Beltrán (4′ 2T) e Barco (51′ 2T) (RIV)

Cartões amarelos: De la Cruz, Paradela e Barco (RIV); Martinelli e Cano (FLU)

Arbitragem: Wilmar Roldan (COL), auxiliado por Wilmar Navarro (COL) e Dionisio Ruiz (COL)

Fonte: Esportes

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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