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Dupla brasileira Fonseca/Melo estreia com vitória no Rio Open

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A parceria brasileira formada pelo jovem João Fonseca, de 19 anos, e o experiente Marcelo Melo, de 42, começou com o pé direito no torneio de duplas do Rio Open. Na tarde desta segunda-feira (16), a dupla superou o argentino Ramón Burruchaga e o italiano Andrea Pellegrino por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 6/4, na Quadra Guga Kuerten, principal palco do Jockey Club Brasileiro, na Gávea.

A vitória marca um excelente início para a dupla, que combina a ascensão de Fonseca, atual 38º do mundo em simples e principal nome do tênis brasileiro na atualidade, com a vasta experiência de Melo, um especialista em duplas. Diferentemente de Fonseca, que não tem o foco principal nas duplas, Marcelo Melo já foi número 1 do mundo na modalidade em 2015 e é o atual campeão do Rio Open, tendo conquistado o título no ano passado ao lado do gaúcho Rafael Matos.

Mudanças de última hora e adversários inesperados

A partida teve um tempero a mais devido a mudanças de última hora na chave. Inicialmente, Fonseca e Melo enfrentariam o bósnio Damir Dzumhur e o francês Alexandre Müller. Contudo, minutos antes do confronto, a organização do torneio informou a desistência de Müller por uma distensão muscular. Com isso, Burruchaga – filho do ex-jogador de futebol Jorge Burruchaga, campeão mundial pela Argentina em 1986 – e Pellegrino foram chamados para substituir a dupla. Burruchaga também participa da chave principal de simples, enquanto Pellegrino havia sido eliminado no qualifying por Villius Gaubas no último domingo (15).

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Próximos desafios

Nas quartas de final, a dupla brasileira terá pela frente os vencedores do confronto entre os argentinos Andrés Molteni (24º) e Máximo González (31º) e a parceria do equatoriano Gonzalo Escobar (76º) com o holandês Jean-Julien Rojer (85º). A data e horário deste próximo duelo ainda serão definidos pela organização.

Além da campanha nas duplas, João Fonseca tem um importante compromisso na chave de simples. Ele fará sua estreia em um confronto 100% brasileiro contra o cearense Thiago Monteiro, atual 208º do mundo e que já figurou entre os top 61 em 2022. A expectativa é que essa partida ocorra nesta terça-feira (17), com horário e quadra a serem anunciados em breve.

O Rio Open, que acontece desde 2014, é uma competição de nível 500, sendo o terceiro em importância e pontuação no calendário do tênis mundial, atrás apenas dos torneios Masters 1000 e dos quatro Grand Slams (Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open).

Fonte: Esportes

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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