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Diplomação em Colider

Com diplomação agendada para sexta, Benassi anuncia saúde e reforma administrativa como prioridades em Colíder

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MATO GROSSO

O prefeito eleito de Colíder, Rodrigo Benassi, e o vice-prefeito, Lourenço Mariani, ambos do PRD, serão diplomados na sexta-feira (13) em cerimônia realizada pelo Cartório Eleitoral na Câmara Municipal a partir das 8h. O evento, que é gratuito e aberto ao público, marca o último ato da Justiça Eleitoral nas eleições de 2024.

Ainda em processo de transição e faltando poucos dias para assumir a prefeitura no Nortão, Benassi já definiu que a saúde será uma das principais prioridades nos primeiros dias de gestão. Seguindo os compromissos de campanha, ele também promoverá uma reforma administrativa com redução de secretarias e implementação de metodologias menos burocráticas.

Saúde
Na saúde, as primeiras metas são a transformação do Serviço Especial de Saúde (Sesp) em um Pronto Atendimento 24 horas; a contratação de novos médicos; a compra de um ônibus para Tratamento Fora do Domicílio (TFD);  e gestão regional e estadual junto ao Hospital Regional de Colíder.
Benassi explicou que antes de implantar o atendimento 24 horas no Pronto Atendimento será realizado um estudo de viabilidade ainda no primeiro semestre de 2025. Ele também pretende qualificar os servidores e implantar ações administrativas a fim de tornar o atendimento mais eficiente e humanizado na rede municipal de saúde, incluindo a regulação (agendamento do atendimento) junto ao Hospital Regional.

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“Os nossos PSFs e o nosso PA precisam de um atendimento mais humanizado. Juntamente com os servidores, vamos construir esta implementação. Além disso, vamos promover uma reestruturação na regulação e melhorar a comunicação com o Hospital Regional. Precisamos ser mais proativos nesta regulação, assim como também precisam ser os Agentes Comunitários de Saúde com os moradores. Eles têm que fazer as visitas periódicas com todas as informações do paciente para orientá-lo, inclusive precisam fazer visitas extras para lembrar o paciente sobre consultas ou exames agendados. Isso vai gerar eficiência para todos”, explicou Benassi.

“Este modelo na saúde vai ser a tônica da nossa administração. Vamos adotar o atendimento ágil, desburocratizado e humanizado em todos os nossos serviços, da saúde à tributação, da assistência social à educação”, completou o gestor. 

Ainda no âmbito municipal, o prefeito eleito tem a intenção de contratar mais médicos especialistas, prioritariamente pediatras e ginecologistas, para reduzir o tempo de espera por atendimento.
Para quem precisar sair do município e buscar atendimento em Cuiabá, Benassi se propõe a comprar um ônibus novo, com poltronas leitos de couro e com câmbio automático para melhorar o conforto durante as viagens.

Benassi também planeja fazer gestão para fortalecer a saúde regional junto aos hospitais, o que afeta Colíder diretamente. Para isso, ele almeja assumir a presidência do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável Portal da Amazônia (Cidespa) quando possível. 

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O gestor já conquistou apoio do governador Mauro Mendes (União) e do secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, que, inclusive, se comprometeram em agilizar a reforma do Hospital Regional para entregá-lo em até dois anos junto com um novo aparelho de tomografia.

Outras ações
A execução de uma reforma administrativa também deve ser uma das primeiras ações da gestão de Benassi. O objetivo principal é gerar economia para os cofres públicos. Para isso, ele projeta reduzir o número de 13 secretarias municipais para sete ou oito. 

Benassi já anunciou quatro nomes para compor o seu staff:
•    A servidora Mara Lemos Martins comandará a Saúde;
•    Sidnei da Silva Carvalho assumirá a secretaria de Educação;
•    Leandro Kessler será o secretário de Administração; 
•    E o vice-prefeito eleito, Lourenço Marani, comandará a pasta de Indústria e Comércio.

Apesar da extinção de secretarias, os serviços serão mantidos sob a coordenação de secretários adjuntos e de servidores técnicos. 

“Teremos uma equipe tecnicamente qualificada para gerar e entregar os serviços à sociedade com eficiência, com menos burocracia e com menos politicagem”, concluiu Benassi.

Fonte: Política MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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