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Governo de MT lança novo portal de serviços da Polícia Civil: “Eficiente para atender cada vez melhor o cidadão”

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O Governo de Mato Grosso lançou, nesta segunda-feira (09.12), a Delegacia Digital, portal desenvolvido pela Polícia Civil de Mato Grosso que reúne, em uma mesma plataforma, todos os serviços digitais oferecidos pela instituição à população mato-grossense. O evento ocorreu no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.

A Delegacia Digital foi criada para ampliar o alcance à população tornando serviços, como o registro de uma ocorrência, mais ágeis e eficientes ao cidadão.

O governador Mauro Mendes destacou que o serviço público precisa se modernizar e ser cada vez mais digital para continuar oferecendo ao cidadão um serviço de qualidade.

“É impensável imaginar que antes, um simples comunicado que o cidadão precisasse fazer, seja de um dano em veículo, ele tivesse que gastar horas para ir fisicamente a uma delegacia. Por isso, assim como a Delegacia Digital, o nosso dever é olhar para aquilo que precisa melhorar e torná-lo eficiente para atender cada vez melhor o cidadão”, afirmou o governador Mauro Mendes no lançamento .

A Delegacia Digital reúne diversos serviços, como registros de boletins de ocorrências, consultas a veículos e telefones, solicitação de medidas protetivas, registros de pessoas desaparecidas, entre outras funcionalidades.

“O portal acompanha a evolução da tecnologia e a necessidade da instituição em ofertar um atendimento mais acessível, e foi criado para simplificar o acesso da população, reduzindo o tempo de espera e ampliando o alcance da Polícia Civil, especialmente em áreas mais distantes do estado”, destacou a delegada-geral, Daniela Maidel.

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A gestora da instituição acrescentou ainda que o projeto foi desenvolvido pela equipe da Polícia Civil, coordenada pelo escrivão Ricardo Barcelar e o investigador Fábio Arruda, sem custos externos.

“Além do trabalho investigativo, não podemos deixar de olhar outras necessidades da Polícia Civil e atendendo à demanda por eficiência, chegamos à criação da Delegacia Digital, onde o cidadão pode encontrar diversos serviços que podem ser prestados por meio digital”, finalizou a delegada-geral.

Para a senadora Margareth Buzeti, presente ao evento, a criação da Delegacia Digital representa o Estado na vida do cidadão, de forma simples e objetiva. “São passos assim que a gente fica feliz em ver que os serviços podem acontecer de forma mais eficiente’.​

O secretário adjunto de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, delegado Valter Furtado, destacou a capacidade funcional da Coordenadoria de TI da Polícia Civil em desenvolver o projeto da Delegacia Digital e com esse trabalho executado, a praticidade que o cidadão tem a partir de agora para buscar serviços sem precisar sair de sua casa.

O desembargador do Tribunal de Justiça, Hélio Nishiyama, parabenizou a criação do portal de serviços e destacou o investimento tecnológico. “A Polícia Civil amplia o escopo do registro de boletins de ocorrência, proporcionando um serviço mais fácil e intuitivo ao cidadão e essa tecnologia trará qualidade e mais eficiência para nossa polícia”, comentou o magistrado.

Como funciona registros de BOs

O coordenador de Tecnologia da Informação da Polícia Civil, investigador Fábio Arruda explicou que o acesso ao portal deve ser feito com logins pelo gov.br ou mt.gov, o que evita fraudes no processo de registro das ocorrências e garante mais segurança aos usuários e também para a Polícia Civil.

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“Não é necessário entrar em contato em um número de telefone para a validação dos boletins de ocorrência. A Delegacia Digital tem um prazo para finalização do procedimento e envio do boletim ao e-mail do usuário em até duas horas, sendo também fornecido o número de protocolo do atendimento”, explicou o coordenador.

O prazo médio é necessário para que o policial civil possa validar as informações e fazer a filtragem de acordo com a natureza da ocorrência e ainda, verificar se são necessárias outras informações.

“Não é necessário entrar em contato em um número de telefone para a validação dos boletins de ocorrência. A Delegacia Digital tem um prazo para finalização do procedimento e envio do boletim ao e-mail do usuário em até duas horas, sendo também fornecido o número de protocolo do atendimento”, explicou o coordenador.

O prazo médio é necessário para que o policial civil possa validar as informações e fazer a filtragem de acordo com a natureza da ocorrência e ainda, verificar se são necessárias outras informações.

A Delegacia Digital pode ser acessada pelo endereço: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br

A secretária de Estado de Comunicação, Laice Souza, também acompanhou o evento.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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