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Comissão aprova projeto que proíbe remoção de veículos por dívidas durante calamidades

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A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe o recolhimento de veículos das ruas por falta de pagamento de impostos durante situações de calamidade pública e pandemias.

Conforme o texto aprovado, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, diante da decretação de estado de calamidade pública nacional:

  • ficam prorrogadas as validades dos documentos de habilitação;
  • ficam prorrogadas as validades de exames e cursos especializados;
  • fica suspenso o prazo para a expedição do novo Certificado de Registro do Veículo;
  • ficam suspensos os prazos processuais, salvo os estabelecidos pelo Conselho Nacional de Trânsito, devidamente justificados; e
  • para fins de licenciamento, não será exigida quitação de tributos, encargos e multas de trânsito e ambientais.

Mudanças no texto original
Foi aprovado o texto do relator, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), para o Projeto de Lei 3745/21, do deputado Charlles Evangelista (PP-MG). O texto original proíbe a remoção de veículos das ruas por falta de pagamento de impostos durante períodos de pandemia.

O relator disse que “não há como apagar da memória os inúmeros transtornos causados pela pandemia de Covid-19 em toda a população”. Ele sugeriu, no entanto, que as medidas se estendam a situações de calamidade pública, fora do contexto de pandemias, como desastres naturais.

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Próximas etapas
O projeto será agora analisado, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Para virar lei, a medida precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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