POLITÍCA NACIONAL
Comissão debate cuidado integrado às vítimas de abuso sexual e vacinação contra HPV
POLITÍCA NACIONAL
A comissão especial da Câmara dos Deputados sobre o combate ao câncer no Brasil debate nesta terça-feira (26) o cuidado integrado às vítimas de abuso sexual e vacinação contra papilomavírus humano (HPV). O debate foi pedido pela deputada Laura Carneiro (PSD–RJ) e será realizado a partir das 14 horas, no plenário 7.
Conforme a deputada, dados da Coordenadoria de Planejamento em Saúde do Estado de São Paulo (SES-SP) indicam que aproximadamente 30% das vítimas de violência sexual desenvolvem posteriormente lesões pelo HPV. Parte das vítimas de violência sexual apresenta vulnerabilidade social e sofre abusos recorrentes.
Ainda conforme Laura Carneiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que mais de 630 milhões de homens e mulheres (uma em cada dez pessoas) estão infectadas pelo HPV. No Brasil, estima-se que haja entre 9 e 10 milhões de infectados por esse vírus, e 700 mil novos casos por ano.
“Em dezembro de 2022, a OMS publicou posicionamento e atualização referente à vacina HPV, recomendando que sejam considerados para a vacinação contra o HPV, como prioridade nos programas de saúde pública, mulheres e homens imunocomprometidos, incluindo aqueles que vivem com HIV, e crianças e adolescentes que sofreram abuso sexual”, acrescenta.
Em agosto de 2023, acrescenta, o Ministério da Saúde publicou uma nota técnica com a decisão de incluir as vítimas de violência sexual como grupo prioritário para vacinação contra o HPV, para pessoas de 9 a 45 anos de idade, ainda não vacinados contra HPV.
“No documento, o Ministério da Saúde orienta que haja nas esferas estaduais e municipais um trabalho conjunto, incluindo capacitação da rede de atenção às vítimas de violência sexual, a fim de que essas sejam acompanhadas da melhor forma possível”.
Da Redação – RL
Fonte: Câmara dos Deputados
POLÍTICA MT
TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada
O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.
A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.
Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.
A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.
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