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Girão diz que fala de presidente do STJ é sinal de mudança no Judiciário

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O senador Eduardo Girão (Novo-CE), em pronunciamento em Plenário nesta quarta-feira (13), voltou a criticar a atuação do Judiciário brasileiro. Citando uma declaração do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin, o parlamentar disse concordar com a opinião de que a magistratura e a classe política são “incompatíveis”.

A declaração de Benjamin foi dada em uma entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, publicada em outubro. Respondendo a uma pergunta sobre a participação de juízes em eventos bancados por empresários, o presidente do STJ disse: “Querer ser reconhecido das ruas, se envolver em polêmicas ou ter proximidade exagerada com a classe política é incompatível com a magistratura”.

Segundo Girão, a postura do ministro “acende a esperança de um Judiciário mais imparcial”.

— Tal atitude apresenta para toda a sociedade brasileira uma verdadeira luz no fim do túnel, diante de uma situação de profunda degradação política, jurídica e principalmente moral, por que passam os três poderes da República — disse.

O senador também defendeu a análise do pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Girão lembrou que o documento entregue ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, em setembro deste ano foi elaborado por um grupo de parlamentares, alegando crimes de responsabilidade.

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— São muitos abusos cometidos por alguns ministros do STF, ferindo frontalmente quatro artigos da lei sobre o impeachment. Eles estão todos discriminados no último pedido, assinadas por 157 deputados federais, apoiados por dois milhões de cidadãos brasileiros. Tenho muita fé e esperança que ainda dentro do bicentenário do Senado Federal possamos cumprir o nosso dever constitucional e analisar, sem prejulgamentos, esse pedido — concluiu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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