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Polícia Civil cumpre 21 buscas em investigação de desvio de cargas e lavagem de dinheiro em Nova Mutum

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A Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum, deflagrou na manhã desta quinta-feira (07.11), a primeira fase da Operação Salve Agro, para cumprimento de 21 ordens judiciais de busca e apreensão, em investigação que apura crimes de desvio de cargas, receptação e lavagem de dinheiro.

As buscas têm como alvos residências e estabelecimentos empresariais ligados ao ramo de transporte de cargas nas cidades de Nova Mutum, Tapurah, Nobres, Juína e Tangará da Serra.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Rodrigo Rufato, a operação tem como objetivo principal carrear mais elementos para investigação em curso, que apura a ação de diferentes núcleos de pessoas que, estariam associadas para o desvio de cargas na modalidade de furtos qualificados, seguidos de receptações e lavagem de dinheiro.

“Há indícios de que alguns dos investigados atuam nestas atividades há algum tempo, realizando diversas subtrações que muitas vezes não são percebidas pelas vítimas dados os artifícios empregados para burlar sistemas de controles de estoque de grãos”, explicou o delegado.

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Durante as buscas, foram apreendidos diversos aparelhos celulares e notebooks, além de documentos relacionados às práticas das infrações.

Participaram da ação 70 policiais civis de todas as unidades das cidades da Regional de Nova Mutum (Derf, Delegacia Municipal, Seção de Defesa da Mulher, Delegacia Regional, Delegacia Regional e Núcleo de inteligência de Nova Mutum e Delegacias de Nortelândia, Arenápolis, Diamantino, São José do Rio Claro, Lucas do Rio Verde e Tapurah), além das equipes das Delegacias de Juína, Nobres e Tangará da Serra.

Fonte: Governo MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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