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Izalci defende votação da reforma tributária na CAE

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (5), o senador Izalci Lucas (PL-DF) defendeu que a regulamentação da reforma tributária seja votada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), além da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Para ele, a tramitação na CAE é essencial, uma vez que o projeto de lei complementar que regulamenta a reforma (PLP 68/2024) aborda temas que impactam diretamente o bolso dos contribuintes e têm grande importância econômica.

— A minha insistência de tramitar na CAE é porque é uma lei de regulamentação de emenda constitucional de suma importância [a EC 132, que instituiu a reforma tributária, em 2023]. É um projeto, talvez, dos mais importantes dos últimos 30 anos, 40 anos. Então, temos sérios problemas que precisam ser resolvidos. Acho que uma matéria de tamanha importância precisa realmente ser discutida e votada na Comissão de Assuntos Econômicos e depois encaminhada, consequentemente, à CCJ — disse.

O senador também apontou a falta de encaminhamento das medidas de desoneração da folha de pagamento, previstas na Emenda Constitucional 132. A demora, segundo ele, já ultrapassa quase um ano e ameaça inviabilizar diversos setores, como o de serviços terceirizados. O parlamentar citou como exemplo empresas de vigilância e limpeza, que prestam serviços para condomínios e podem perder espaço, já que clientes poderiam recorrer a contratações diretas para evitar maiores custos.

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Outro ponto que Izalci destacou foi o impacto da reforma no Simples Nacional, sistema que representa mais de 70% das empresas brasileiras e que, segundo o senador, pode sofrer prejuízos competitivos com a mudança. De acordo com ele, empresas optantes pelo Simples não oferecem o mesmo crédito tributário de 26% oferecido pelas empresas tradicionais, o que pode tornar o Simples menos atrativo para consumidores.

— Então são exemplos que a gente está trazendo que merecem realmente um debate na comissão de mérito. Não adianta dizer que, lá na CCJ, quem participou pode apresentar emenda, depois de terminadas as discussões. Aqui no Plenário, discutir qualquer emenda, qualquer destaque, é muito difícil. Peço o apoio dos colegas para que, quando essa matéria chegar aqui, a gente possa devolver para a Comissão de Assuntos Econômicos, que é a comissão de mérito, é a comissão que realmente é responsável para discutir matérias tributárias — concluiu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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