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Polícia Civil localiza R$ 6,6 mil camuflados em Jaguar apreendido em operação

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Policiais da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) localizaram mais de seis mil reais em notas de 200, escondidas no assoalho de um dos veículos apreendidos na Operação Apito Final.

O valor encontrado totalizou R$ 6,6 mil e estava camuflado debaixo do tapete de um Jaguar apreendido junto com outros 16 veículos durante o cumprimento das buscas e apreensões da operação, deflagrada na semana passada pela Polícia Civil para desarticular um esquema de lavagem de capitais por uma organização criminosa que age em Cuiabá.

O Jaguar foi apreendido com um dos alvos da operação. “A quantia localizada corrobora mais uma vez as provas reunidas no inquérito, evidenciando a forma de agir da organização criminosa na lavagem de dinheiro, por meio da ocultação e dissimulação da origem dos valores ilícitos, haja vista que a maioria das transações comerciais realizadas pelos investigados foi por meio de dinheiro em espécie”, comentou o delegado Gustavo Belão.

A Operação Apito Final cumpriu 54 ordens judiciais que resultaram na prisão de 20 alvos, entre eles o líder do grupo, identificado como tesoureiro da facção e responsável pelo tráfico de drogas na região do Jardim Florianópolis.

A investigação da GCCO apurou, no período de dois anos, que a organização movimentou R$ 65 milhões em bens móveis e imóveis adquiridos para lavar o dinheiro da facção. Além dos imóveis e veículos de luxo, as transações incluíram a criação de times de futebol amador e a construção de um espaço esportivo, estratégias utilizadas pelo grupo para a lavagem de capitais e dissimulação do capital ilícito.

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Análises financeiras realizadas pela Polícia Civil apontaram que os investigados, mesmo sem comprovação de renda lícita, adquiriram veículos como BMW X5, Volvo CX 60, Toyota Hilux, Amarok, Jeep Commander, uma Mitsubishi Eclipse e uma Pajero, além de diversos modelos Toyota Corolla.

De acordo com o delegado Rafael Scatolon, que coordenou as investigações, os criminosos, comparsas do líder do grupo que também foi preso, faziam as aquisições de veículos usando garagens para comprar e vender e, com isso, dissimular a posse e propriedade dos automóveis e lavar o dinheiro obtido com o tráfico de drogas e dar aparência lícita às transações. Conforme as investigações, no período de um ano, apenas em compra e venda de 43 veículos, o grupo criminoso teria movimentado cerca de R$ 8 milhões.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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