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Polícia Civil identifica e prende em flagrante autor de duplo homicídio em Comodoro

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Um crime de duplo homicídio ocorrido no município de Comodoro na madrugada deste domingo (06.11) foi esclarecido pela Polícia Civil com a prisão em flagrante do principal suspeito, poucas horas após o crime. Além da prisão em flagrante por duplo homicídio, o suspeito estava com o mandado de prisão em aberto por tentativa de homicídio cometido no mesmo local e que também foi devidamente cumprido.

O crime que vitimou Marcelo Ferreira, 37 anos e Marcelo Ventura de Oliveira, 26 anos ocorreu por volta das 02h30 nas proximidades de uma festa no bairro Industrial, sendo as vítimas alvejadas por disparos de arma de fogo.

Logo após os fatos, a Polícia Militar realizou a condução de jovens que estavam em um veículo VW Fox, supostamente utilizado no crime. Com os conduzidos, foi encontrado uma porção de maconha, sendo lavrado contra eles um Termo Circunstanciado de Ocorrência por uso de drogas.

Durante as investigações para apurar os fatos, a equipe de policiais civis realizou uma busca minuciosa no veículo apreendido, sendo encontrado em seu interior uma mochila, contendo uma carteira com vários documentos de um homem com diversas passagens policiais, entre elas, por crime de homicídio tentado, praticado no mesmo local e com o mesmo modo de ação do fato que havia acabado de ocorrer.

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Diante dos indícios de participação no crime, os investigadores iniciaram as diligências para apurar a participação do suspeito e descobrir o seu paradeiro. Nas rápidas investigações, os policiais conseguiram a localização do suspeito, realizando a sua abordagem por volta das 11h30, no bairro Cristo Rei.

O suspeito, que já possuía um mandado de prisão em aberto por tentativa de homicídio expedido pela Comarca de Comodoro, foi preso em flagrante pela autoria do duplo homicídio, assim como também teve a ordem de prisão devidamente cumprida. Na residência, os policiais encontraram um revólver calibre 38, com quatro munições deflagradas e uma picotada, escondida dentro de um colchão.

Diante dos fatos, a arma e munições foram apreendidas para análise da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e o suspeito foi conduzido à Delegacia de Comodoro, onde foi interrogado pelo delegado João Paulo Berté, e confessou o crime. “As investigações seguem em andamento para esclarecer a motivação do crime, assim como a participação de outros envolvidos”, disse o delegado.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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