MATO GROSSO
PM resgata duas pessoas e prende quatro por trabalho análogo à escravidão e crime ambiental
MATO GROSSO
Conforme informações do boletim de ocorrência, as vítimas conseguiram fugir e foram localizadas às margens da MT-140. Elas relataram que eram mantidas em trabalho análogo à escravidão em uma propriedade rural em Bom Jardim entre os municípios de União do Sul e Cláudia, a mando de uma família.
Uma das vítimas contou que trabalha com o suspeito há um ano e quatro meses, sem registro e que recebe apenas R$ 200 por mês. Segundo o relato das vítimas, os suspeitos não permitiam que eles mantivessem contato com familiares e constantemente eram ameaçados e agredidos com pedaços de mangueira ou facão.
As vítimas também relataram que não eram devidamente alimentadas e dormiam em pequenos colchões jogados ao chão. Também contaram que eram obrigadas a desmatar a região e carregar caminhões com toras de madeira, sem nenhum tipo de equipamento de segurança ou folga durante a semana.
As vítimas apresentavam diversos ferimentos pelo corpo. Uma delas foi contratada há 60 dias e nunca recebeu nenhum pagamento. Após a denúncia, os policiais militares se deslocaram até o endereço da família e autuaram os suspeitos em flagrante.
No local, as equipes encontraram diversas toras de madeira e um barracão improvisado utilizado pelas vítimas. Além de uma motosserra, uma luneta, e diversos utensílios para equipamentos de arma de fogo. À PM, eles contaram que não possuem autorização de nenhum órgão competente para o desmate.
Os suspeitos e as vítimas foram encaminhadas à delegacia para registro do boletim de ocorrência e demais providências cabíveis. ![]()
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Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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