POLÍCIA
Polícia Civil cumpre mandados com alvo em associação criminosa especializada em sequestros relâmpagos
POLÍCIA
Na operação são cumpridas três ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão e um de busca e apreensão com alvo em uma associação criminosa responsável por uma série de crimes na modalidade, ocorridos entre os meses de dezembro de 2023 e janeiro de 2024.
O modo de ação dos criminosos consistia em abordar as vítimas em locais estratégicos, efetuar o roubo do veículo e mantê-las em reféns, enquanto as coagiam a realizarem transferências bancárias. Para prática do crime, os suspeitos simulavam um acidente, dando uma pequena batida atrás do veículo das vítimas, que quando desciam do carro para verificar o dano, eram rendidas.
Além disso, os suspeitos utilizavam os cartões das vítimas, enquanto elas estavam com a liberdade cerceada, para fazer compras em lojas de luxo de shoppings da capital.
As investigações da DERFVA apontaram que os criminosos eram extramente violentos durante a prática dos crimes, visto que agrediam as vítimas e as ameaçavam com armas de fogo. Em uma das ações criminosas efetuadas pelo grupo, uma das vítimas, por desespero, tentou saltar do veículo em movimento e acabou tendo a perna quebrada. Mesmo ferida, foi recolocada no veículo pelos criminosos e ameaçada, tendo seus pertences subtraídos, inclusive o veículo.
O delegado responsável pelas investigações, João Paulo Firpo Fontes, destacou a complexidade dos casos e a dedicação das equipes policiais no desmantelamento da quadrilha. “A Operação Cativo Efêmero é fruto de um árduo trabalho de investigação realizado por nossas equipes, comprometidas em desvendar esse esquema criminoso e garantir a segurança da população”, disse o delegado.
Por outro lado, o delegado titular da unidade, Diego Alex Martimiano da Silva, ressaltou a importância dos detalhes minuciosos da investigação. “Cada elemento coletado e analisado durante esta investigação foi fundamental para reunir elementos informativos e desmantelar esse grupo criminoso”, afirmou.
Entre as diversas técnicas de investigação utilizadas para a identificação dos criminosos, chama a atenção a análise das imagens das câmeras de segurança de um Shopping Center de Cuiabá, onde os criminosos foram flagrados efetuando compras com os cartões das vítimas, que foram coletadas e analisadas pelas equipes de investigação.
Além disso, a investigação resultou na identificação do veículo utilizado como apoio pelos criminosos em, pelo menos, dois dos sequestros relâmpagos perpetrados. A apuração angariou elementos de informação da participação dos integrantes do bando criminoso em, pelo menos, três sequestros relâmpagos ocorridos na capital entre os meses de dezembro de 2023 e janeiro de 2024.
A operação continua com a análise dos elementos de informação obtidos e caminha para novos desdobramentos investigativos. “Deste modo, a DERFVA reforça seu compromisso em garantir a segurança e a tranquilidade da população, agindo de forma firme e eficaz contra a criminalidade. A Operação Cativo Efêmero representa mais um passo importante no combate a essa espécie de delito e na busca pela justiça para as vítimas desses crimes violentos”, destacou Martimiano.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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