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Polícia Civil prende integrante de organização criminosa de alta periculosidade envolvido em tentativa de roubo a carro-forte

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Um integrante de organização criminosa, apontado como criminoso de alta periculosidade e envolvido na tentativa de roubo a carro-forte, ocorrido em 2019 no Atacadão em Cuiabá, teve três mandados de prisão cumpridos pela Polícia Civil, na manhã desta terça-feira (20.02), após intenso trabalho de investigação e monitoramento realizado pelos policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).

O criminoso, de 37 anos, conhecido como “Derrama”, é apontado como um dos suspeitos de organizar o roubo ao carro-forte que resultou na morte de três criminosos.

Após o crime, o criminoso rompeu a tornozeleira eletrônica que o monitorava e fugiu para o Rio de Janeiro, onde se escondeu em uma comunidade e era considerado foragido desde o ano de 2019. Após o retorno de sua estadia no Rio de Janeiro, o procurado foi localizado em um condomínio no bairro Centro Sul, em Várzea Grande.

Contra o criminoso, foram cumpridos três mandados de prisão que estavam em aberto no sistema, expedidos pelas 2ª, 3ª e 7ª Varas Criminais de Cuiabá.

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Para a delegada titular da DRCI, Juliana Palhares, a prisão do criminoso é uma grande vitória para as Forças de Segurança. “Foram necessárias diversas diligências, vigilância e monitoramento constante para prisão do foragido, que é integrante de organização criminosa, considerado de alta periculosidade, com muitos contatos e envolvimento em diversos crimes”, disse a delegada.

Roubo a carro-forte

O crime ocorreu no dia 10 de maio de 2019, quando o grupo criminoso associado, fortemente armado, tentou atacar o carro-forte da empresa Brinks, no momento em que era realizado o abastecimento dos terminais de autoatendimento (caixas eletrônicos) instalados no supermercado.

O roubo não foi consumado devido à intervenção imediata da equipe da GCCO, assim como pela ação do vigilante da empresa, resultando na morte de três dos criminosos. Durante a ação, não houve terceiros feridos, seja dentro do estabelecimento, com a reação justa e necessária do vigilante, seja na parte externa, com a intervenção dos policiais repelindo iminente e injusta agressão.

Com os criminosos foram encontradas diversas armas de fogo, sendo uma pistola canadense calibre .45, com 13 munições intactas e uma munição deflagrada; submetralhadora calibre .40, patrimônio da Polícia Judiciária Civil, com um carregador com 12 munições intactas e uma pistola, calibre .380, patrimônio da Polícia Militar, com um carregador com uma munição .380 intacta e três munições .380 deflagradas.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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