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Emirados Árabes ajudam o Brasil a bater recorde na venda de ovos

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As exportações brasileiras de ovos, abrangendo tanto produtos in natura quanto processados, apresentaram um expressivo crescimento em janeiro, atingindo o melhor desempenho desde agosto de 2023. Conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país embarcou 1,9 mil toneladas de ovos para consumo, representando um aumento notável de 104% em relação ao mês anterior e um acréscimo de 86% em comparação com o mesmo período do ano passado.

O vigor desse desempenho exportador é atribuído principalmente às significativas compras realizadas pelos Emirados Árabes Unidos, que, somente no primeiro mês de 2024, adquiriram quase quatro vezes mais ovos do que em dezembro de 2023. Esse movimento contribuiu substancialmente para o impulso nas estatísticas globais das exportações brasileiras de ovos.

No cenário interno, os preços dos ovos experimentaram um aumento na última semana, refletindo a crescente demanda motivada pelo recebimento de salários e a aproximação da Quaresma. Este período é tradicionalmente marcado pelo aquecimento na procura por ovos, uma vez que o produto é frequentemente utilizado em preparações culinárias típicas desse período religioso.

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Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destacam que o mercado doméstico tem sido influenciado positivamente pela conjunção de fatores, incluindo a robusta demanda interna e a expansão do mercado externo, impulsionada, em grande parte, pela expressiva participação dos Emirados Árabes Unidos nas importações brasileiras de ovos.

O cenário, portanto, revela um panorama promissor para o setor avícola brasileiro, que se beneficia não apenas da consolidação de mercados tradicionais, mas também da diversificação de destinos, fortalecendo a posição do Brasil como um importante player no comércio internacional de ovos.

Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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