CUIABÁ

AGRONEGÓCIO

Bahia lidera a produção nacional de frango de corte

Publicados

AGRONEGÓCIO

A Bahia figura, com base nos dados da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), como o principal produtor de frango nas regiões Norte e Nordeste, conquistando a oitava posição no ranking nacional.

Com um alojamento mensal de 16 milhões de pintinhos, representando 2,6% do total nacional, a avicultura baiana demonstrou um crescimento notável nos últimos 10 anos, com uma taxa de 31%, em comparação com a média nacional, de 18%.

“O crescimento da avicultura baiana é reflexo de um ambiente seguro de negócios, principalmente nos aspectos jurídico e econômico, que o Governo da Bahia vem criando nos últimos anos. Além disso, evidencia a capacidade do nosso agronegócio de atuar em diferentes frentes e sempre com excelência. A posição da Bahia como o principal produtor de frango nas regiões Norte e Nordeste é um marco significativo”, afirma o titular da Seagri, Wallison Tum.

Na análise da notável ascensão do setor avícola na Bahia, conforme destacado por Kesley Jordana, recém-eleita presidente da Associação Baiana de Avicultura (ABA), instituição que representa o setor há 47 anos, a resposta para o expressivo crescimento encontra-se em diversos fatores que convergem para fortalecer a posição do estado nesse cenário nacional.

“A expertise técnica aliada ao compromisso dos profissionais envolvidos na avicultura baiana desempenhou um papel crucial no desenvolvimento e expansão do setor. A adoção de práticas inovadoras, a implementação de tecnologias avançadas e um foco contínuo em estratégias sustentáveis foram apontados como elementos fundamentais que impulsionaram o crescimento experimentado nos últimos 10 anos”, avaliou.

Leia Também:  Exportações de fevereiro batem recorde histórico: R$ 63,5 bilhões

Em sua análise, Jordana enfatiza que o comprometimento da Bahia com a excelência na avicultura e a busca constante por aprimoramento têm sido catalisadores para o crescimento. Ao finalizar, ela destaca que o engajamento da comunidade avícola, aliado a uma cultura de inovação, informação e qualidade, tem contribuído de maneira decisiva para a superação das médias nacionais, consolidando a Bahia como um ponto luminoso no panorama avícola brasileiro.

“A ABA está focada em ampliar nosso conhecimento para fornecer informações cada vez mais robustas aos nossos associados, os produtores, enquanto buscamos incessantemente a valorização contínua do nosso setor”, finalizou.

Indicadores Estaduais – Excelência da Avicultura na Bahia: A avicultura no estado da Bahia destaca-se em diversos indicadores, ocupando a oitava posição no panorama nacional. O setor demonstra um bom desempenho em exportações, atingindo R$ 2,6 milhões no Valor Bruto de Produção (VBP). Além disso, gera 15 mil empregos diretos.

Leia Também:  Dificuldades logísticas faz reduzir volume de trigo exportado pelo Rio Grande do Sul

No que tange à produção, a avicultura baiana responde por 396.000 toneladas de produtos cárneos, representando aproximadamente 58% da demanda estadual. Esse desempenho notável é fruto de um crescimento consistente, evidenciado por um aumento de 31%.

A infraestrutura avícola do estado é robusta, com 14 agroindústrias submetidas a rigorosas inspeções estaduais e federais. Dentre essas, 12 possuem Inspeção Estadual (SIE), enquanto duas ostentam Inspeção Federal (SIF), destacando o comprometimento com a qualidade e a conformidade com os padrões regulatórios. O setor ainda conta com 559 estabelecimentos registrados, sendo 33 de postura e 526 de corte, além de quatro incubadoras.

Com base nos indicadores mais recentes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), observa-se um panorama promissor no valor bruto da produção de ovos na Bahia, situando-se como o oitavo maior produtor nacional e o segundo na região norte/nordeste. Em 2023, esse valor atingiu a marca de R$ 486,2 milhões, representando um contraste em relação ao potencial de produção do estado, que registrou um aumento de 22% em comparação ao ano anterior.

Fonte: Seagri – BA

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

Publicados

em

A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

Leia Também:  Dificuldades logísticas faz reduzir volume de trigo exportado pelo Rio Grande do Sul

A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

Leia Também:  ApexBrasil lança programa de atração de investimentos para fertilizantes

Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

;

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA