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Patos de Minas vai receber investimento de R$ 150 milhões

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A cidade de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, foi escolhida pela empresa Agro Amazônia para sediar sua primeira indústria de beneficiamento de sementes. Os investimentos da gigante do varejo agropecuário são da ordem de R$ 150 milhões.

Quando estiver pronta, a indústria vai gerar 30 empregos diretos e 150 indiretos. A capacidade total de produção será de 1 milhão de sacas de sojas beneficiadas por ano. Minas Gerais é considerado um estado estratégico para os negócios da companhia, controlada pela japonesa Sumitomo Corporation.

Este não é o primeiro investimento da Agro Amazônia no Estado. Há cerca de um ano, a empresa adquiriu a Nativa Agronegócios, empresa também da região do Triângulo Mineiro do ramo varejista de defensivos agrícolas, sementes e fertilizantes.

“Como indústria, nós escolhemos a região de Patos para fazer o segundo investimento dentro de Minas Gerais, que é o parque industrial de sementes que a gente quer estabelecer aí para nosso projeto de suprimento de sementes para os agricultores do Cerrado”, declara o diretor de Sementes da Agro Amazônia, Viumar Joenck.

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A localização do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba é considerada muito favorável para o processo de produção de sementes por sua altitude elevada e condição climática. A Agro Amazônia compra sementes da região há pelo menos 15 anos.

“Na nossa visão, está entre as melhores regiões para produção de sementes do Brasil. Nós escolhemos Patos em função disso. São características ambientais muito favoráveis para a produção de sementes, que é o nosso foco, nosso objetivo dentro desse projeto”, completa Joenck.

O diretor revela que a empresa está com um projeto de expansão, juntamente à Nativa Agronegócios, para uma cobertura das áreas de produção agrícola no Estado. A depender do desempenho da nova indústria em Patos de Minas, é possível que novos investimentos sejam feitos.

“Os resultados sendo positivos dentro daquilo que está sendo projetado, é possível no futuro a gente verificar a possibilidade de ampliar o investimento, dentro da própria estrutura ou em um novo projeto dentro de Minas Gerais”, declara Joenck.

Fonte: Pensar Agro

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Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

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A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

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A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

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Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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