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Plantio da soja atinge 94% da área estimada no Brasil, mas clima continua prejudicando

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O plantio de soja da safra 2023/24 atingiu 94% da área estimada para o Brasil na última semana. A combinação de temperaturas elevadas e falta de umidade tem aumentado o estresse hídrico nas plantações, especialmente em regiões já afetadas pela escassez de chuvas.

Mato Grosso, por exemplo e Bahia têm vastas áreas necessitando replantio devido à seca. No Rio Grande do Sul muita chuva. Apenas uma estiagem na semana passada foi benéfico para reduzir a umidade do solo, o que permitiu avanços no plantio, marcando a reta final dessa etapa, após atrasos causados pelo excesso de chuvas durante boa parte de outubro e novembro.

Na região do Matopiba os produtores sofrem com a seca e aguardam a chegada das chuvas para plantar. Mais de 90 municípios na Bahia estão em situação de emergência devido à estiagem.

Nos últimos dias foram registradas precipitações isoladas, acompanhadas de altas temperaturas e excesso de calor, o que prejudica o desenvolvimento das lavouras.

A mesma situação se repete no Piauí onde os produtores têm enfrentado altas temperaturas e baixa umidade, mas o plantio ainda segue dentro da janela prevista, apesar de atrasado.

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Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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