CUIABÁ

SEGURANÇA PÚBLICA

Lula anuncia criação do Ministério da Segurança Pública por medida provisória

Publicados

POLITÍCA NACIONAL

Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (5), que pretende criar o Ministério da Segurança Pública por meio de uma Medida Provisória (MP). A iniciativa tem como objetivo fortalecer o enfrentamento às organizações criminosas e ampliar a participação do governo federal na coordenação das políticas de segurança pública.

A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais com o deputado federal André Janones (Rede-MG). Na ocasião, Lula comemorou a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública pelo Senado, na última terça-feira (3), e afirmou que a criação da nova estrutura ministerial será o próximo passo do governo.

“Alcolumbre cumpriu com a palavra dele e botou para votar a PEC da Segurança Pública. E foi aprovada por 73 votos. Agora, amanhã já vamos fazer a primeira discussão porque eu vou mandar a Medida Provisória criando o Ministério da Segurança Pública, discutindo dinheiro para a gente investir”, declarou o presidente.

A criação da pasta é uma proposta defendida por Lula desde fevereiro e ganhou força durante o período eleitoral. A intenção é estabelecer uma estrutura específica para coordenar, em conjunto com estados e municípios, a execução das políticas nacionais de segurança pública.

Leia Também:  Comissão aprova criação de conselhos para controle social da gestão fiscal

Combate ao crime organizado

A iniciativa também está relacionada ao fortalecimento do programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado pelo governo federal em maio deste ano.

Entre as prioridades estão o combate ao tráfico de armas, munições, acessórios e explosivos, o enfraquecimento financeiro das organizações criminosas e milícias e o reforço da segurança no sistema prisional.

Com a criação do ministério, o governo pretende ampliar a integração entre União, estados e municípios, buscando maior articulação das forças e dos órgãos responsáveis pela segurança pública.

A proposta também prevê que o governo federal tenha uma atuação mais coordenada no enfrentamento às organizações criminosas, respeitando a participação dos demais entes federativos na execução das políticas do setor.

Como funciona a Medida Provisória

As Medidas Provisórias são instrumentos com força de lei utilizados pelo presidente da República em situações de relevância e urgência. Após a edição e publicação, passam a produzir efeitos jurídicos imediatamente, mas precisam ser submetidas à análise do Congresso Nacional.

No caso da criação do Ministério da Segurança Pública, a medida permitirá a implantação da nova estrutura administrativa enquanto ocorre a tramitação legislativa.

Leia Também:  Comissão aprova proposta que assegura seguro de vida para jornalistas em cobertura externa

O prazo inicial de vigência de uma MP é de 60 dias, prorrogável automaticamente por mais 60 dias caso a votação não seja concluída nesse período.

Para se tornar permanente, a medida precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. Caso contrário, perde a validade ao fim do prazo de vigência.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLITÍCA NACIONAL

“Como cheguei até aqui, levarei ao túmulo”, diz Flávio sobre EUA

Publicados

em

Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que decidiu deixar o Brasil na manhã seguinte à derrota eleitoral para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após receber informações de que teria de entregar seus passaportes às autoridades. Em entrevista ao jornal norte-americano The New York Times, a primeira concedida desde sua saída do país, ele negou ter recebido ajuda de governos estrangeiros para chegar aos Estados Unidos.

Segundo a reportagem, Flávio passou por outros países da América do Sul antes de desembarcar em território norte-americano. O jornal descreveu o episódio como uma saída do Brasil para escapar de possíveis investigações criminais.

A publicação também relatou informações de que o avião utilizado na viagem teria sido providenciado por um funcionário da Casa Branca e que a entrada do senador nos Estados Unidos teria recebido autorização direta do presidente Donald Trump.

Flávio apresentou uma versão diferente e afirmou que organizou a própria viagem, sem auxílio de autoridades ou governos.

“Fui eu que fiz tudo. Não houve ajuda de absolutamente ninguém, de nenhum governo”, declarou ao jornal.

Leia Também:  Câmara abre prazo para indicações ao Prêmio Dr. Pinotti - Hospital Amigo da Mulher

Questionado sobre o percurso e os detalhes da viagem, o senador preferiu não revelar como conseguiu chegar aos Estados Unidos. “Como eu cheguei aqui, vou levar isso para o túmulo”, afirmou.

De acordo com Flávio, a decisão de deixar o Brasil foi espontânea e tomada em conjunto com a mulher. Ele reconheceu que possui amigos no exterior, mas negou que eles tenham participado da organização da viagem.

Temor de prisão e questionamentos sobre a eleição

Durante a entrevista, Flávio afirmou acreditar que seria preso caso continuasse no Brasil. Conforme a reportagem, o senador é alvo de investigações relacionadas a suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção, mas não havia sido formalmente acusado de crime no contexto descrito pelo jornal.

“Eu já sei que o resultado final será a minha prisão”, declarou.

O parlamentar também voltou a questionar o resultado da eleição presidencial que terminou com a vitória de Lula. Segundo o New York Times, Flávio classificou o resultado como “matematicamente impossível”, mas não apresentou provas para sustentar a afirmação.

Apesar das críticas ao processo eleitoral, o senador reconheceu que considera reduzidas as possibilidades de reverter juridicamente o resultado.

Leia Também:  Paim defende redução de jornada de trabalho para 36 horas semanais

Relação com Donald Trump

Ao comentar sua permanência nos Estados Unidos, Flávio agradeceu ao presidente Donald Trump pela autorização para permanecer no país.

Segundo o senador, o presidente norte-americano não teria tomado partido na disputa política brasileira, postura que ele considerou adequada.

“Ele não tomou partido, que é a coisa certa a fazer”, afirmou.

Ainda conforme a reportagem, Flávio pretende recorrer a medidas jurídicas para contestar o resultado eleitoral, embora reconheça as dificuldades de obter sucesso na iniciativa.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA