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Em um ano, Governo destinou mais de R$ 14 milhões em operações de crédito a empreendedores de MT

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O Fundo de Aval do Governo – MT Garante completou um ano em dezembro com R$ 14,324 milhões em operações de crédito destinados aos clientes da Agência de Fomento do Estado – Desenvolve MT, que acessaram linhas de crédito para financiamento de seus negócios.

De todo o montante de crédito concedido, 81,02% (R$ 11,606 milhões) foram destinados para empresas de pequeno porte (EPP), 10,18% (R$1,458 milhão) para microempreendedores individuais (MEI) e 8,8% (R$1,260 milhões) para microempresas.

A linha de crédito mais acessada na Desenvolve MT pelos clientes que utilizaram o MT Garante foram capital de giro, com 50,40%, e crédito para investimento com capital de giro associado, sendo 49,60%. Comércio e serviços foram os segmentos que mais tomaram recursos com aval do Governo.

O MT Garante é o fundo garantidor do Governo de Mato Grosso, que atua como avalista das operações de crédito em até 80% para os pequenos e médios empresários mato-grossenses, desempenhando importante papel de fornecer às instituições financeiras a garantia solicitada, que muitas vezes esses empreendedores não dispõem.

O MT Garante ajudou no acesso ao crédito o empresário Hélio Salles, dono do Salles Restaurante, em Cuiabá. Em 2019, ele teve a oportunidade de comprar o seu próprio negócio, após 30 anos trabalhando com consultoria para restaurantes.

O restaurante aposta na cozinha brasileira com foco em carnes, o carro-chefe são os grelhados. A tendência do Salles Restaurante é ser transformado em um conceito de Steak House, um tipo de churrasco que busca inspirações gastronômicas dentro de cardápios norte-americanos. Ele conta que no começo foi difícil o restaurante precisava de uma nova estrutura para que a clientela fosse atraída.

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“Quando comprei o restaurante era uma espetaria simples, sem muitos atrativos, eu precisava de recursos para levantar o negócio, e aos poucos fui investindo, entrava dinheiro arrumava uma etapa e assim fomos”, conta.

Chegou um momento em que o empresário precisou ser arrojado e procurar um financiamento para seu negócio prosperar ainda mais. Foi quando ele conheceu a Desenvolve MT e investiu em máquinas, como ultracongelador de canecas, mobiliário como mesas e cadeiras novas, além de equipamentos para a cozinha para atender a demanda e mudar a cara do restaurante.

“O MT Garante foi muito bom na hora de acessar o crédito, a garantia é uma grande dificuldade, foi uma experiência muito boa, eu indico para os amigos empresários que precisam”, explica Salles.

Ele conta também que está se preparando para acessar o segundo crédito na agência, para abrir o seu segundo restaurante com o foco em petiscos e hambúrguer artesanal.

A expectativa para 2024, segundo a presidente da agência, Mayran Beckmann, é ultrapassar os R$ 14 milhões de empréstimos, atendidos via MT Garante. “Não há dúvidas que o MT Garante é um dos maiores programas de desburocratização de acesso ao crédito já visto no Estado, traz oportunidades a todos os empreendedores, resultando em empregos e geração de renda e, principalmente, na melhoria da infraestrutura dos comércios e serviços locais”, explica.

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O Governo de Mato Grosso aportou R$ 110 milhões para ser avalista dos empresários de Mato Grosso. O microempreendedor Individual (MEI) pode acessar até 20 mil em operações de crédito, uma microempresa pode acessar até R$ 200 mil, e o limite é de R$ 300 mil para empresas de pequeno porte.

A porta de entrada para obter acesso ao MT Garante são as instituições financeiras conveniadas, que atualmente são sete, mas três em operação Sicredi, Sicobi e Desenvolve MT. Para contratar crédito com o Fundo de Aval, o empreendedor deve procurar a instituição de sua preferência em busca de linha de crédito para financiar o seu negócio.

É preciso estar enquadrado em um dos portes, passar pela análise de risco da instituição e ao acessar o fundo pagar a Comissão de Concessão de Aval (CCA). A comissão é destinada a manutenção do próprio fundo do governo do Estado, e tem o objetivo de contribuir para o aumento de recursos e beneficiar o maior número de negócios ao longo do tempo.

“Vale ressaltar, que o MT Garante não é um seguro, o cliente que ficar inadimplente com o seu financiamento serão incluídos nos órgãos de proteção ao crédito e demais cobranças”, ressalta a presidente da Desenvolve MT.

Fonte: Governo MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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