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Projetos do Corpo de Bombeiros beneficiam 2,4 mil crianças; “se tornaram referência para meu filho”, afirma mãe

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Os projetos sociais do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso beneficiaram 2.409 crianças e adolescentes ao longo de 2023, em todo o estado. Indiretamente, a corporação estima que mais de 30 mil pessoas foram alcançadas com a execução dos projetos.

Neste ano, seis projetos estiveram em vigor em 38 municípios mato-grossenses. São eles: Bombeiros do Futuro, Musicalizar, Karabom, Bombeiros nas Escolas, Atletas do Fogo e Banda Musical Juvenil. Somente o Bombeiros do Futuro beneficiou 1.504 crianças.

Heloise Monteiro Mariano, mãe de Fabrício Monteiro Junior, contou que descobriu o projeto Karabom pelas redes sociais e decidiu que fazer a inscrição do seu filho seria o melhor para ele.

Fabrício à direita

“O karatê o ajudou a ter um esporte para praticar, trabalhar a disciplina e responsabilidade. Neste ano, ele já passou para a faixa amarela, graças à sua professora, Marlene, uma excelente educadora. Ela ensina muito bem os alunos. Hoje eu vejo o quanto esse esporte faz bem para a vida das crianças. Sou grata ao Corpo de Bombeiros por essa oportunidade”, disse a mãe.

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Já Isac Jorge de Santana, de 14 anos, é um dos alunos beneficiados pelo Musicalizar. A mãe dele, Aline Jorge dos Anjos de Santana, explicou que o filho iniciou no projeto neste ano, na capital mato-grossense, e não esconde o orgulho que sente dele, que hoje se espelha nos militares da corporação.

“Quando soube do projeto, procurei inscrevê-lo rapidamente porque reconheço a seriedade do trabalho do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso e o quão importante a corporação é para a sociedade. São homens e mulheres tão dedicados e que acreditam na família. Hoje, Isac tem mais responsabilidade e se esforça para sempre entregar o seu melhor no curso. Os bombeiros hoje são referência para o meu filho”, ressaltou a mãe.

O projeto Musicalizar tem o apoio da primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes. Em 2021, ela foi responsável por articular R$ 200 mil para a compra de instrumentos musicais, uniformes e materiais didáticos. Já neste ano, ela foi homenageada com a medalha de Mérito Musical.

“Fico imensamente honrada em fazer parte do projeto Musicalizar. Como madrinha do projeto, tenho a oportunidade de motivar os alunos e articular ações que possam contribuir com o desenvolvimento deles. Tenho acompanhado as atividades e elas têm proporcionado um ambiente propício para o desenvolvimento musical e pessoal desses jovens talentos”.

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O capitão José Vieira, coordenador dos projetos sociais dos Bombeiros em Mato Grosso, frisou que sem o apoio da primeira-dama o Musicalizar não existiria.

“Quando ela viu a nossa necessidade, de imediato nos atendeu. Foi um olhar sensível extremamente importante para que nós conseguíssemos atender nossas crianças”, pontuou.

Fonte: Governo MT – MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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