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Condenado pela Justiça de MT por latrocínio é preso no Estado do Tocantins

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Autor de latrocínio, condenado e procurado pela Justiça de Mato Grosso, foi preso nesta sexta-feira (01.12), em Tocantins, após troca de informações entre as Polícias Civis dos dois Estados.

O homem de 36 anos teve o mandado de prisão definitiva pelo crime de roubo seguido de morte, expedido pelo juízo da 2ª Vara Criminal e Cível da Comarca de São Félix do Araguaia.

Durante diligências investigativas da Delegacia Regional de Vila Rica (1.259 km a nordeste de Cuiabá), para apurar o paradeiro do foragido, os policiais civis identificaram o mesmo na cidade de Gurupi (TO).

De posse das informações, a equipe solicitou apoio aos policiais civis do Tocantis, e por meio da 7ª Delegacia Regional de Polícia Civil e da 3ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, que deram cumprimento a ordem judicial.

Considerado indivíduo de alta periculosidade e com extensa ficha criminal pela prática de crimes contra a vida e o patrimônio, o foragido foi localizado no bairro Aeroporto, em Gurupi.

Em seguida ele foi conduzido até a 12ª Central de Atendimento da Polícia Civil de Gurupi, para as providências cabíveis.

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O crime

No dia 28 de outubro de 2008, na Rodovia BR 158, próximo ao município de Ribeirão Cascalheira (MT), o suspeito junto com outro indivíduo, roubaram uma motocicleta e ainda mataram o motociclista, identificado como Wilson Mendes dos Santos.

Ao ser rendida pela dupla armada, a vítima foi levada uma região de mata, onde foi atingida por disparos de arma de fogo na cabeça.

Antecedentes Criminais

Alguns meses depois do latrocínio, o suspeito foi preso e assumiu o crime, além de confessar outros delitos como homicídio e outro latrocínio.

Condenação

Pelo roubo seguido de morte que vitimou a pessoa de Wilson Mendes dos Santos, o criminoso foi condenado a pena de 22 anos de reclusão em regime fechado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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