MATO GROSSO
Um depoimento especial
MATO GROSSO
Ela disse que não queria falar, mas iria escrever, com letra de mão! Aquilo que é feito com a mão tem muito de quem faz, fazer com as mãos é se dar.
Ela falou que gosta de desenhar pessoas, no máximo passarinhos, às vezes uma plantinha. Inclusive enfatizou o desejo de fazer uma festa de aniversário composta por girassóis. As coisas vivas são muito queridas a ela.
Contou que essas noites não está dormindo. Enunciou que tem um objetivo: passar a madrugada e ver o sol nascer. Ah! Volta com o sol, menininha, cheio de luz e inspiração, rompendo a escuridão. Faz escuro! Canta! A manhã vai chegar!
Afirmou que a avó lhe deu remédio, então dormiu. Não conseguiu alcançar seu objetivo, mas disse que não vai desistir. Ora! Se as coisas são inatingíveis não é motivo para não as querer, disse o poeta das coisas simples.
Ela disse que contaria, mas só se não prendessem ele, porque ele também tem uma filhinha. O amor é uma metáfora. “Amar é a gente querer se abraçar com um pássaro que voa.”
Descobri que a felicidade não é um estado.
É um lugar dentro da gente e a gente pode visitar quando quer. Isso vai contra tudo que escreveram e falaram sobre felicidade. Mas a menininha vai contra tudo que escreveram e faram sobre a vida. Então estou em boa companhia.
A violência dá tristeza. Não aquela tristeza normal que compõe nossa alegria. Uma tristeza pesada, afiada e amargurada. É preciso muita coragem para se manter alegre e em paz, não querer o mal para o outro, nesse mundo feroz dos homens.
Essa menininha, nesse depoimento especial, especialíssimo, deu-me a coragem de falar de amor e abraçar um pássaro que voa.
Ave, Menininha! Que Deus nos abençoe!
* Emanuel Filartiga é promotor de Justiça em Mato Grosso
Fonte: Ministério Público MT – MT
MATO GROSSO
Lei garante isenção da taxa de incêndio para APAEs e Associações Pestalozzi de MT
As Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAEs) e as Associações Pestalozzi, regularmente constituídas e declaradas de utilidade pública estadual em Mato Grosso, poderão ser isentas da Taxa de Segurança Contra Incêndio (TACIN), por meio da Lei nº 13.491/2026 . A medida contempla imóveis e atividades diretamente vinculados às finalidades institucionais, o que vai contribuir para reduzir custos de manutenção das entidades filantrópicas que atendem pessoas com deficiência e suas famílias.
O deputado estadual Wilson Santos (PSD), um dos autores da legislação, destaca que a iniciativa dá o apoio ao trabalho desenvolvido pelas instituições. Também, assinam a proposta os deputados estaduais Max Russi (Podemos), Dr. João (MDB) e Diego Guimarães (Republicanos).
“Essa lei representa um apoio às APAEs e às Associações Pestalozzi que desempenham um trabalho fundamental às pessoas com deficiência. A isenção da taxa pode ajudar essas instituições a direcionar recursos para outras necessidades dos alunos e de suas famílias”, explica o parlamentar.
Para ter direito à isenção, as instituições deverão comprovar anualmente a manutenção de sua finalidade filantrópica e sem fins lucrativos, a regularidade fiscal e trabalhista, a permanência do título de utilidade pública estadual e a aplicação integral dos recursos na realização de seus objetivos institucionais. A proposta também estabelece que o benefício não dispensa o cumprimento das normas de segurança contra incêndio e pânico do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), nem a obtenção do respectivo Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).
Tanto que a diretora pedagógica da APAE de Rondonópolis, Jacira Ribeiro, realiza no momento com o CBMMT a renovação do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS), concedido pelo governo federal à instituição, cuja validade termina em dezembro de 2026 – com duração de cinco anos. Ela também avalia positivamente a medida e ressalta a importância das instituições de todo o estado terem conhecimento do benefício.
Para ela, a isenção pode representar um alívio financeiro, especialmente para entidades que possuem estruturas amplas e precisam investir na adequação das instalações às exigências de segurança. Também, destacou que o valor da taxa varia conforme as características do imóvel, o que pode representar uma despesa significativa para as instituições filantrópicas.
A APAE de Rondonópolis, atualmente, é mantida por meio de convênios, recursos humanos a nível municipal e estadual e da busca constante por novas fontes de arrecadação de recursos. Também, a entidade recorre a emendas parlamentares, desenvolvem projetos e promovem eventos para levantar verbas e custear as despesas de funcionamento já que são atendidos 235 alunos.
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